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Sufocada Pelo Amor Perverso

Capítulo 2 

Palavras: 1126    |    Lançado em: 02/07/2025

s pessoas pararam de conversar, tiraram os olhos dos ce

o um dedo trêmulo para mim. A performance dela era impecável. Qualquer um que visse

ixar a narrativa

vantagem sobre ela. Olhei ao redor, para os ros

rojetada para que todos ouvissem, "e a família de

e voltaram de mim para Dona Lúcia, que pa

, ela exclamou, colocando a mão no peito como

rvava com um olhar vago, mas com um brilho de interesse malicioso. "Ela insistiu, me tocou sem permi

omeçando a ficar esganiçada. Ela agarrou o braço de

começou a soluçar de forma dramátic

outros passageiros. "E eu não quero ter nada a ver com eles. Aconsel

sos, outros céticos. Uma mulher algumas fileiras à frente me olhou

oas e aproveitou a oportunidade. As lágrim

ou só uma idosa tentando levar meu filho doente e meu neto para casa. Nós não

, a maré da opinião pública começou a virar contra mim. Vi olhares de pe

e um aliado. O

ndo as lágrimas de crocodilo de Dona Lúcia

ta do vagão, começou a caminhar em nossa direç

endo aqui?", ele pe

eira a falar, sua voz

ebrou o brinquedo do meu netinho e está nos acu

lhou, a sobrancelha

o. Eu recusei um pedido para trocar de lugar, e desde então eles não me dei

e olhou para a velha chorosa, para o homem com d

deles é enganosa. Eu quero ser movi

claro que ele via isso como

r favor, sente-se e acalme seu neto." Depois, virou-se para mim. "E voc

mesma indiferença que permitiu que

me olhava com desaprovação, se levantou.

A senhora só pediu ajuda. A menina foi extremamente rude e depois qu

r com gratidão. "Obrigada, mi

fora de controle. Eu estav

protestei. "Vocês não

disse, a paciência esgot

Lúcia. "Senhora, quan

inte reais, talvez? Mas não é pel

a do bolso, pegou uma nota de v

rrado. E, por favor, não incomo

hos brilhando de triunfo. "Obrigad

taneamente e olhou para a nota de vinte reais na mão da avó com um sorri

m. "E a senhorita, fique no seu

ercada pelos olhares de julgamento dos outros pas

itorioso, cruel e cheio de desprezo. Ela tinha ganhado. Ela tinha me neutralizado, me transfo

eço. Ela me subestimou. Ela pensou que eu era apenas uma garota irri

assageiros acreditassem em mim. Eu

o aplicativo de gravação de áudio e o deixei ligado.

terminar. E eu ainda tinh

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Sufocada Pelo Amor Perverso
Sufocada Pelo Amor Perverso
“O cheiro do trem é uma mistura nauseante de metal velho e suor, um presságio familiar do inferno. Fecho os olhos com força, e uma memória me atinge como um soco: o mesmo vagão, o mesmo assento, o mesmo sol poeirento. Da outra vez, eu era Sofia, uma estudante de psicologia ingênua voltando para casa, feliz por ter economizado na passagem. Lembro da mão áspera de Dona Lúcia, do sorriso babado de João, do copo d' água... Lembro do porão úmido e escuro. A tontura. O medo. E o cheiro de mofo e desespero. Abri os olhos de repente, o coração martelando. Estou de volta. No mesmo dia, no mesmo trem. Lá está ela. Dona Lúcia, o Pedrinho e o João. A mesma família, o mesmo plano. Ela me vê. O sorriso de caçadora se forma em seu rosto enrugado. "Com licença, minha jovem", ela diz, a voz trêmula e doce. "Será que você se importaria de nos ajudar?" A mesma desculpa. A mesma mentira. Da outra vez, eu sorri e disse "Claro". Desta vez, eu a encaro. "Não", digo, a palavra fria e dura. O sorriso dela vacila. O coração martela. A raiva ferve. Ela não sabe com quem está lidando. A estudante de psicologia ingênua morreu naquele porão. Quem voltou foi outra pessoa. Alguém que não sentiria mais pena.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10