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O Preço do Abandono Materno

Capítulo 3 

Palavras: 830    |    Lançado em: 02/07/2025

a Clara ligou para a única pes

Hele

teceu alguma coisa? Su

mo um bálsamo para sua alma ferida. Maria Cla

ou, tia. Beatriz

da linha, seguido por uma série de xin

que ela queria? Depois

aurante, a visita ao café, a doença d

tem a audácia de te pedir um rim? Depois de te jogar

ra sentia uma estranha calma. A raiva de sua tia era a validação que e

rme, carros de luxo, viagens para a Europa todo ano. A tal da Sofia teve aulas de piano com os melhores professores, estudou nas m

da em cobertores porque o aquecedor estava quebrado. Lembrou-se de trabalhar em três empre

se amontoando em busca de um pouco de calor, enq

tão brutal que d

, houve uma bati

u pelo olho mági

, bloqueando a en

cheiro de mofo evidente. Uma expressão de nojo passou rapidament

podemos c

ando," disse Maria

"Cinco milhões é impossível. Mas eu posso te dar quinhentos

Clar

quinhentos mil? Você acha que

isso! É

cortou. "Mas, antes de qualquer coisa, antes mesmo de eu consider

u nos olhos de Beatriz. "Sim!

. "Eu trabalho. Tenho contas para pagar. Perder um dia

nziu a test

enta mil reais. Adian

erta. "Cinquenta mil

mo gelo. "Considere como uma taxa por perda de tempo e danos morais.

ção de fech

gritou, desesperada.

transferência bancária. Maria Clara observou cada mov

a apitou, confirmando o

nvie o comprovante da transferência. E na descrição, quero que vo

chocada com sua frieza c

Clara fechou a porta e se encostou

nta mi

do que ela já tinh

rque não tinha dinheiro para o almoço. Pensou nas noites

po finalmente vieram. Mas não eram lágrim

o comprovante de Beatriz e

um apartamento novo. Um lug

cubículo mofado que a l

ela faria Beatriz pagar por

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O Preço do Abandono Materno
O Preço do Abandono Materno
“"Eu não quero." A voz de Maria Clara era fria, cortante, sem emoção. Há vinte anos, minha mãe, Beatriz, me abandonou para se casar com um homem rico, me jogando nas mãos da minha tia, que me criou em meio a privações. Agora, ela reaparecia, sentada à minha frente num restaurante chique que jamais pagaria, estendendo um cartão bancário preto e a chave de um apartamento de luxo. "Sua vida tem sido muito difícil. Mamãe quer te compensar" , disse ela, com um sorriso ensaiado, as mãos perfeitas contrastando com as minhas, calejadas pelo trabalho. "Eu não preciso," repeti com a mesma frieza, sem tocar nos presentes. Ela suspirou, o rosto maquiado contorcido em falsa mágoa. Eu quase ri. Mãe? Essa mulher não era minha mãe. "O melhor para mim era ter uma mãe quando eu precisei de uma." Eu me levantei, deixando-a para trás com sua farsa e seus presentes caros. Do lado de fora, a chuva torrencial parecia ecoar a raiva que eu sentia. No dia seguinte, ela me encontrou no café onde eu trabalhava, o cheiro de café e pão torrado contrastando com seu perfume caro e seu casaco de caxemira. "É urgente," ela disse. "É a Sofia. Sua irmã. Ela precisa de um rim." Meu mundo parou. Não era sobre me compensar. Era sobre me usar. Uma peça de reposição. Eu era um banco de órgãos. O choro histérico dela não me atingiu. "Você quer o meu rim? Eu quero cinco milhões de reais. É o meu preço. Sem negociação." No dia seguinte, um advogado, Dr. Afonso, trouxe um contrato. Quatrocentos mil reais pela minha doação, e eu deveria assinar um termo renunciando a qualquer contato com a família. Eu rasguei o contrato. "Abandono de incapaz. É um crime. Vamos para o tribunal" , eu disse, a voz cheia de veneno. Ele tentou me chantagear com fotos e vídeos de um suposto "clube noturno" . O que ele não sabia era que eu estava gravando. Minha tia ligou. "Afonso! Ele não é apenas o advogado da família. Ele é o amante da Beatriz! O bairro inteiro comenta sobre isso!" No meio do caos, recebi uma mensagem anônima: "A história é muito mais suja do que você imagina." O que eles estavam escondendo? A verdade me atingiu como um raio: Sofia, minha irmã gêmea, estava morta há anos. A "Sofia" rica era uma impostora, adotada para manter as aparências. Não era sobre uma irmã. Era sobre usar meu tipo sanguíneo raro para salvar a farsa deles. A raiva me consumiu. Eles iriam pagar. E eu estava apenas começando.”
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