Xiao Liuzi
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Livros e Histórias de Xiao Liuzi
Vingança Silenciosa
Horror Clara estava sentada na beirada da cama, sua vida uma prisão de luxo imposta por Heitor, seu tutor e algoz.
Após retornar da "escola de reeducação", um inferno disfarçado, ela reaprendeu a não sentir.
A chegada de Sofia, a noiva de Heitor, transformou sua existência em um pesadelo ainda maior.
Um "acidente" armado por Sofia, que derrubou suco em Clara - evocando memórias aterrorizantes de torturas com água gelada na instituição - foi o estopim.
Heitor, cegado pela manipulação de Sofia, a puniu cruelmente, enviando-a de volta ao que ele chamava de "escola", um lugar onde ela quase não saiu viva da última vez.
Semanas de tormento transformaram Clara em uma casca vazia, submissa, seu espírito esmagado.
No entanto, uma pontinha de esperança nasceu: ela começou a guardar cada centavo para fugir.
Sofia, percebendo seu plano, a encurralou na noite de uma festa, ameaçando revelar tudo a Heitor se Clara não colaborasse.
Presa, humilhada e sem voz para se defender, Clara foi forçada a encenar a família feliz, culminando em uma farsa pública onde a manipulação de Sofia a colocou, mais uma vez, sob a ira de Heitor.
As agressões e humilhações se tornaram a sua rotina, mas a cereja do bolo foi a descoberta da perda da voz, tirada por uma cirurgia orquestrada por Sofia.
Naquela noite, depois de mais uma cena de manipulação por Sofia, Heitor, cego de fúria, a arrastou para fora da mansão e a jogou na rua como lixo.
Desesperada e sem esperança, Clara caminhou em direção a uma ponte, onde a dor finalmente a libertaria.
Sua morte brutal, no entanto, foi o catalisador para uma verdade ainda mais devastadora: Heitor descobriu que Clara foi estuprada, teve seu útero removido e deu à luz um filho seu, roubado por Sofia.
A fúria de Heitor não conheceu limites.
Impulsionado por uma culpa avassaladora e um desejo ardente de vingança, ele desvendou os segredos sombrios de Sofia e da instituição de reeducação.
Agora, Heitor está determinado a pagar por sua cegueira e trazer Clara de volta, mesmo que para isso ele tenha que sentir toda a dor que ela suportou.
Será que o preço da redenção será a sua própria destruição? Noiva Abandonada, Herdeira Renascida
Moderno Eu estava a caminho do meu próprio noivado, pronta para me tornar a esposa de Rodolfo De Melo.
Mas a festa não era para mim. Era para anunciar o noivado dele com Susana, minha rival, que estava grávida do seu herdeiro.
Na frente de todos, ele negou nossa filha, Liz. Sua avó sugeriu que minha filha fosse declarada órfã para não manchar a reputação da família.
Ele me forçou a entregar a Susana o colar que um dia simbolizou seu amor eterno, e no aniversário de Liz, a empurrou e gritou que não era seu pai.
Naquele instante, o amor que eu sentia virou cinzas. A mulher dócil que ele conhecia morreu junto com a inocência da minha filha.
Quando um segurança tentou me impedir, a fúria que eu segurava explodiu. Eu o derrubei com um único golpe, e minhas irmãs guerreiras surgiram das sombras.
Eu não era mais a noiva abandonada. Eu era Beatriz Amaro, herdeira de um império de tecnologia e líder de um clã de guerreiras. E eu estava voltando para casa para reivindicar meu trono. A Mulher Esquecida
Bilionários A festa de gala borbulhava, copos tilintavam e sorrisos falsos adornavam os lábios, mas para Sofia, esposa do magnata da construção Ricardo, tudo era um borrão distante e abafado.
Seus olhos fixavam-se em Patrícia, a "musa inspiradora" de seu marido, cujo abraço possessivo em público era um golpe em seu já combalido coração. Todos os olhos estavam neles, e não nela.
Naquela noite fatídica, no estacionamento subterrâneo, o terror se instalou quando homens mascarados os cercaram. "O dinheiro ou sua esposa", rosnou um deles.
Sofia olhava para Ricardo, um fio tênue de esperança em seu peito partido, afinal, era sua esposa, mãe de sua filha.
Mas a decisão dele foi brutal e instantânea: "Levem-na!", ele gritou, empurrando-a para os sequestradores, priorizando Patrícia e seu filho ilegítimo.
Abandonada por um ano em um porão úmido, Sofia sobreviveu a torturas físicas e psicológicas. "Seu marido disse que você não vale o resgate", zombavam seus captores.
A esperança deu lugar a uma raiva fria e uma sede inabalável de viver.
Quando a oportunidade surgiu e ela escapou, o que encontrou não foi um lar em luto, mas uma festa, o batizado do segundo filho de Ricardo com Patrícia, e sua própria filha, Clara, de seis anos, trancada em um canil sujo no escuro.
A inocência quebrada de Clara, os hematomas em seu corpo frágil e a confissão "A tia Patrícia disse que o papai não gosta de meninas más", foram a fagulha final.
Naquele instante, a esposa submissa morreu.
Emergiu uma mãe, sem nada a perder, com uma única certeza avassaladora: ela destruiria Ricardo. O Preço do Abandono Materno
Moderno "Eu não quero."
A voz de Maria Clara era fria, cortante, sem emoção.
Há vinte anos, minha mãe, Beatriz, me abandonou para se casar com um homem rico, me jogando nas mãos da minha tia, que me criou em meio a privações.
Agora, ela reaparecia, sentada à minha frente num restaurante chique que jamais pagaria, estendendo um cartão bancário preto e a chave de um apartamento de luxo.
"Sua vida tem sido muito difícil. Mamãe quer te compensar" , disse ela, com um sorriso ensaiado, as mãos perfeitas contrastando com as minhas, calejadas pelo trabalho.
"Eu não preciso," repeti com a mesma frieza, sem tocar nos presentes.
Ela suspirou, o rosto maquiado contorcido em falsa mágoa.
Eu quase ri. Mãe? Essa mulher não era minha mãe.
"O melhor para mim era ter uma mãe quando eu precisei de uma."
Eu me levantei, deixando-a para trás com sua farsa e seus presentes caros.
Do lado de fora, a chuva torrencial parecia ecoar a raiva que eu sentia.
No dia seguinte, ela me encontrou no café onde eu trabalhava, o cheiro de café e pão torrado contrastando com seu perfume caro e seu casaco de caxemira.
"É urgente," ela disse. "É a Sofia. Sua irmã. Ela precisa de um rim."
Meu mundo parou. Não era sobre me compensar. Era sobre me usar. Uma peça de reposição.
Eu era um banco de órgãos.
O choro histérico dela não me atingiu.
"Você quer o meu rim? Eu quero cinco milhões de reais. É o meu preço. Sem negociação."
No dia seguinte, um advogado, Dr. Afonso, trouxe um contrato. Quatrocentos mil reais pela minha doação, e eu deveria assinar um termo renunciando a qualquer contato com a família.
Eu rasguei o contrato.
"Abandono de incapaz. É um crime. Vamos para o tribunal" , eu disse, a voz cheia de veneno.
Ele tentou me chantagear com fotos e vídeos de um suposto "clube noturno" . O que ele não sabia era que eu estava gravando.
Minha tia ligou. "Afonso! Ele não é apenas o advogado da família. Ele é o amante da Beatriz! O bairro inteiro comenta sobre isso!"
No meio do caos, recebi uma mensagem anônima: "A história é muito mais suja do que você imagina."
O que eles estavam escondendo?
A verdade me atingiu como um raio: Sofia, minha irmã gêmea, estava morta há anos. A "Sofia" rica era uma impostora, adotada para manter as aparências.
Não era sobre uma irmã. Era sobre usar meu tipo sanguíneo raro para salvar a farsa deles.
A raiva me consumiu. Eles iriam pagar. E eu estava apenas começando. Destinos Cruzados Pelo Engano
Bilionários O cheiro de verniz e madeira antiga é o meu porto seguro, o ritmo da minha vida simples e feliz ao lado dos meus pais adotivos, Roberto e Lúcia.
Até que um carro preto luxuoso parou em frente à minha modesta oficina, e uma mulher elegante desceu.
Ela olhou para mim de cima a baixo, seus olhos arregalados por algo que eu não entendia.
"Eu sou sua mãe. Sua mãe biológica," ela disse, e meu mundo, embora não parasse, nunca mais seria o mesmo.
Com a maior calma do mundo, voltei a limpar o meu armário.
"A senhora deve estar enganada," eu falei, com a voz firme. "Minha mãe está lá em cima, preparando o almoço."
Mas a vulnerabilidade palpável em seu rosto me confirmou que aquilo não era uma piada de mau gosto.
Ela me trouxe para uma vida que, supostamente, deveria ter sido minha, mas que me parecia fria e estranha.
João, meu pai biológico, me olhou como uma mercadoria e me deu uma ordem: "Seu nome agora será Mariana Albuquerque Martins. Espero que saiba se comportar e não nos envergonhe."
"Meu nome é Maria," respondi com calma, mantendo seu olhar.
Naquela casa de aparências, a humilhação veio em forma de presentes desiguais: um colar de diamantes para Clara, a filha que João mimava, e uma pulseira barata para mim.
Clara, com um sorriso venenoso, me ofereceu o colar dela: "Oh, a sua é tão... simples. Combina com você."
Eu peguei a pulseira, senti a qualidade, ou a falta dela, e mostrei a João o quão patético ele era ao tentar me depreciar.
"Esta pulseira," eu disse, "é banhada a prata. E de má qualidade... Vale uns cinquenta reais, talvez cem... Eu sei do que estou falando. É o meu trabalho."
A primeira batalha havia sido vencida, mas a guerra estava apenas começando.
E eu, Maria, estava pronta para lutar por cada pedacinho da minha verdade. O Apagão que Acendeu a Liberdade
Moderno Era a noite mais escura da minha vida.
No hospital, enquanto o médico confirmava a morte do meu pai, o meu corpo gemia a perda do meu filho.
Lá fora, Lisboa mergulhava num apagão total.
No meio do caos, liguei desesperadamente ao meu marido, João.
A voz dele, irritada, quebrou o silêncio do corredor: "O que foi, Beatriz? Estou ocupado, não vês que a cidade inteira está um caos?"
E então, ouvi-a: a voz suave e preocupada da Sofia, a ex-namorada dele, a consolar o seu gato assustado.
Eu, a sangrar, com o pai a morrer, e ele estava a aquecer o gato da ex.
Quando lhe disse que tínhamos perdido o bebé e que o meu pai partira, ele explodiu: "Perdeste o bebé? E o que é que eu podia fazer? A Sofia estava sozinha, o gato dela a morrer de frio!"
Chamou-me egoísta, por ter reclamado a sua ausência.
Egoísta? Eu que chamei a ambulância sozinha, eu que vi o meu pai cair, eu que esperei notícias ensanguentada.
A família dele ecoou-o, a minha sogra acusou-me de ingratidão.
Eu era a histérica, a ciumenta, a dramática.
Como pude ter sido tão cega?
Naquele momento, enquanto o telefone escorregava da minha mão, soube.
Soube que era o fim.
Levantei-me, com uma nova força a percorrer-me.
"Vamos divorciar-nos, João." Você pode gostar
Vingança Silenciosa
Xiao Liuzi Clara estava sentada na beirada da cama, sua vida uma prisão de luxo imposta por Heitor, seu tutor e algoz.
Após retornar da "escola de reeducação", um inferno disfarçado, ela reaprendeu a não sentir.
A chegada de Sofia, a noiva de Heitor, transformou sua existência em um pesadelo ainda maior.
Um "acidente" armado por Sofia, que derrubou suco em Clara - evocando memórias aterrorizantes de torturas com água gelada na instituição - foi o estopim.
Heitor, cegado pela manipulação de Sofia, a puniu cruelmente, enviando-a de volta ao que ele chamava de "escola", um lugar onde ela quase não saiu viva da última vez.
Semanas de tormento transformaram Clara em uma casca vazia, submissa, seu espírito esmagado.
No entanto, uma pontinha de esperança nasceu: ela começou a guardar cada centavo para fugir.
Sofia, percebendo seu plano, a encurralou na noite de uma festa, ameaçando revelar tudo a Heitor se Clara não colaborasse.
Presa, humilhada e sem voz para se defender, Clara foi forçada a encenar a família feliz, culminando em uma farsa pública onde a manipulação de Sofia a colocou, mais uma vez, sob a ira de Heitor.
As agressões e humilhações se tornaram a sua rotina, mas a cereja do bolo foi a descoberta da perda da voz, tirada por uma cirurgia orquestrada por Sofia.
Naquela noite, depois de mais uma cena de manipulação por Sofia, Heitor, cego de fúria, a arrastou para fora da mansão e a jogou na rua como lixo.
Desesperada e sem esperança, Clara caminhou em direção a uma ponte, onde a dor finalmente a libertaria.
Sua morte brutal, no entanto, foi o catalisador para uma verdade ainda mais devastadora: Heitor descobriu que Clara foi estuprada, teve seu útero removido e deu à luz um filho seu, roubado por Sofia.
A fúria de Heitor não conheceu limites.
Impulsionado por uma culpa avassaladora e um desejo ardente de vingança, ele desvendou os segredos sombrios de Sofia e da instituição de reeducação.
Agora, Heitor está determinado a pagar por sua cegueira e trazer Clara de volta, mesmo que para isso ele tenha que sentir toda a dor que ela suportou.
Será que o preço da redenção será a sua própria destruição? Corações Unidos Pela Vingança
Elara O cheiro de antisséptico ainda grudava na minha garganta, um lembrete constante do que aconteceu com Bia.
Minha irmã gêmea estava na cama do hospital, pálida, com os pulsos enfaixados, vítima do bullying implacável que ninguém fez questão de parar.
Mas a situação escalou quando Carol, a líder da seita de agressores, entrou no quarto com os pais, desdenhando da dor alheia e culpando Bia por ser "sensível demais".
O diretor da escola e a Professora Lúcia, cúmplices em sua negligência, negaram qualquer responsabilidade, alegando falta de "provas concretas", enquanto a mãe de Carol sorria vitoriosa, declarando que minha irmã só queria chamar atenção.
Naquela noite, algo dentro de mim se quebrou e, ao mesmo tempo, se fortaleceu.
O sistema falhou com a gente, mas eu não falharia com a Bia.
Cortei meu cabelo, me transformando em um reflexo idêntico dela, e naquele momento, a Ana se foi, e Bia, ou melhor, a nova "Bia" renasceu para a guerra.
Eu iria para a escola, não para aprender, mas para caçar.
Eles não sabiam com quem estavam se metendo.
Eles não sabiam que a escuridão da nossa família, que meus pais sempre acharam que a bondade de Bia controlaria, estava faminta.
Eles iriam se arrepender de terem nascido. Pesadelo Conjugal: O Despertar
Stella João Silva encontrou um panfleto perturbador na gaveta da cozinha, anunciando uma "escola de reabilitação comportamental" para crianças. Seu filho Pedro, de apenas seis anos, não precisava de reabilitação, mas a voz gélida de sua esposa Maria confirmou que ela havia matriculado o menino por ter quebrado o relógio caro do amigo dela, Miguel.
O mundo de João desabou ao chegar à "escola": um prédio cinzento e cercado por arame farpado. Ele invadiu o local, encontrando Pedro inerte, pálido, com fios conectados à cabeça e braços, e uma máquina de eletrochoque ao lado da cama. Seu filho estava em coma. Um enfermeiro gaguejou desculpas, mencionando "protocolo de contenção" e "dosagem alta demais".
Em meio ao desespero, João ligou para Maria, mas só obteve sua caixa postal. Ao ligar para Miguel, ouviu a risada de Maria ao fundo. "Diz que eu não posso falar, amor. Estamos comemorando", sussurrou ela. No mesmo instante, uma mensagem de Maria para um grupo de amigas, que o incluiu por engano, mostrava uma foto dela sorrindo, abraçada a Miguel, com a mão na barriga e a legenda: "Finalmente vamos ter nossa própria família! Grávida do homem da minha vida!"
João caiu de joelhos, segurando a mão de seu filho em coma. A traição brutal e a destruição de sua família o afogaram em uma dor indescritível e em um profundo sentimento de injustiça.
Naquele momento, uma fúria fria começou a borbulhar, substituindo a dor avassaladora. João sabia o que precisava fazer. Ele tiraria seu filho dali, acabaria com seu casamento e garantiria que Maria e Miguel pagassem por tudo que haviam feito. Sufocada Pelo Amor Perverso
Xu Guzi O cheiro do trem é uma mistura nauseante de metal velho e suor, um presságio familiar do inferno.
Fecho os olhos com força, e uma memória me atinge como um soco: o mesmo vagão, o mesmo assento, o mesmo sol poeirento.
Da outra vez, eu era Sofia, uma estudante de psicologia ingênua voltando para casa, feliz por ter economizado na passagem.
Lembro da mão áspera de Dona Lúcia, do sorriso babado de João, do copo d' água… Lembro do porão úmido e escuro.
A tontura. O medo. E o cheiro de mofo e desespero.
Abri os olhos de repente, o coração martelando. Estou de volta. No mesmo dia, no mesmo trem.
Lá está ela. Dona Lúcia, o Pedrinho e o João. A mesma família, o mesmo plano.
Ela me vê. O sorriso de caçadora se forma em seu rosto enrugado.
"Com licença, minha jovem", ela diz, a voz trêmula e doce. "Será que você se importaria de nos ajudar?"
A mesma desculpa. A mesma mentira.
Da outra vez, eu sorri e disse "Claro". Desta vez, eu a encaro.
"Não", digo, a palavra fria e dura. O sorriso dela vacila.
O coração martela. A raiva ferve.
Ela não sabe com quem está lidando. A estudante de psicologia ingênua morreu naquele porão.
Quem voltou foi outra pessoa. Alguém que não sentiria mais pena. Sua Obsessão Cruel, a Agonia Dela
Loretta Meu irmão mais novo, Ernesto, estava amarrado a uma cadeira de metal, convulsionando, seu rosto um azul fantasmagórico. Eu estava de joelhos, implorando a Caio Alcântara, o homem que um dia amei, para parar.
Ele olhou para mim de cima, seu rosto bonito uma máscara de fria indiferença, e me ofereceu uma escolha: cem chibatadas para mim, ou Ernesto tomaria o meu lugar.
Ele disse que Isabela, a mulher que era a minha cópia e por quem ele agora estava obcecado, precisava ser acalmada. Ele a chamava de sua "terapia", alegando que minha desobediência a perturbava. Eu o lembrei que Ernesto tinha fibrose cística, seu corpo já tão fraco, mas Caio zombou, dizendo que a dor dele era muito maior.
Ernesto, mal consciente, sussurrou: "Não... não faça isso por mim." Mas eu concordei com o chicote, apenas pela medicação dele. A expressão de Caio se suavizou, me puxando para uma cruel ilusão de segurança.
Então, seu sorriso desapareceu. "Você entendeu errado", ele sussurrou, seus olhos brilhando. "Você não escolhe quem leva a punição. Você só concorda com ela." Ele apontou para Ernesto. "Ele vai levar as chibatadas por você."
Eu gritei, lutando para proteger meu irmão, mas Caio me segurou com força, pressionando meu rosto contra seu peito. Eu não podia ver, mas ouvi tudo: o estalo agudo do chicote, o baque surdo e doentio, o gemido sufocado de Ernesto. De novo e de novo. O homem que eu amava era um monstro, encontrando prazer na minha dor. Almas Gêmeas, Destinos Cruzados
Callista Eu flutuo no ar frio da velha mansão, um fantasma da minha própria tragédia.
Três anos se passaram desde que morri aqui, jogada no poço.
Para o mundo, sou Luana, a garota que tirou a própria vida, uma história barata para assustar turistas.
Mas esta noite, minha família está aqui, e eles não vieram rezar pela minha alma.
Eles vieram para me expor, para humilhar minha memória publicamente em uma transmissão ao vivo.
Minha mãe e Sofia, minha irmã adotiva, encenam uma farsa diante das câmeras, me acusando de tudo que é mal.
Meu pai e meu irmão me chamam de "desprezível" , desejando que eu estivesse "morta de verdade" para acabar com o sofrimento deles.
Mal sabem eles que o desejo cruel de meu pai já foi atendido.
Enquanto Zé Coragem, um caçador de mitos da internet, vasculha o poço onde supostamente me suicidei, minha família inventa acusações bizarras de feitiçaria e roubo para justificar sua crueldade.
Eles querem me transformar em um monstro para apagar qualquer vestígio da verdade.
Eu observo tudo, uma espectadora silenciosa da minha própria difamação, sentindo a injustiça que me corrói.
Eu queria gritar, queria dizer a eles que a vítima sempre fui eu.
Mas fantasmas não têm voz.
No entanto, eles não sabem que o sótão guarda um segredo, um refúgio da minha infância repleto de memórias.
Minha antiga boneca, Aurora, esconde a verdade que todos ignoraram, com gravações da minha voz revelando a doçura e a inocência que eles suprimiram.
E agora, era a hora de mudar tudo. A Dor da Mulher Traída
Bai Bian Zhong Jie Na sala fria do hospital, um sorriso de satisfação moldava o rosto de João.
A cirurgia de Clara, sua filha e de sua amante Sofia, era um sucesso.
Mas o Dr. Ricardo, seu cúmplice, tinha os olhos cheios de medo.
"O que fizemos é monstruoso, João! Usamos sua esposa e seu filho como... peças de reposição!"
Minha mente não conseguia processar. Maria? Pedro? Peças de reposição?!
Ele riu, um som seco e arrogante.
"Maria me ama. Acredita em tudo que digo. Vai pensar que foi um milagre que todos sobreviveram ao 'acidente'."
Meu mundo desabou ao ouvir cada palavra, minha dor física eclipsada pela dor avassaladora da traição.
Como fui tão cega? O monstro dormia ao meu lado todas as noites.
Pedro, meu filho de sete anos, tremia ao meu lado, seus olhos inocentes arregalados em um terror quebrado.
"Sofia, meu amor," ouvi João dizer ao telefone, a voz cheia de um carinho falso. "Clara está salva. Vocês duas podem voltar para casa. Para a nossa casa."
Recuei, puxando Pedro comigo.
Eu tinha que esconder a verdade em meus olhos, para que ele não soubesse que eu sabia.
Quando ele nos viu, o pânico brilhou em seus olhos por um segundo.
"O que vocês ouviram?"
Tive que mentir, a voz surpreendentemente firme. "Nós só… só viemos te procurar. Eu estava tonta."
Ele nem suspeitava.
"Com a melhora da Clara, pensei que talvez fosse uma boa hora para elas virem ficar conosco por um tempo."
A audácia dele queimou em mim, mas minha máscara permaneceu calma.
Pedro se encolheu atrás de mim.
"Claro," eu disse, sem emoção. "Por que não?"
Ele sorriu, completamente alheio à tempestade que eu estava me preparando para liberar.
As lágrimas finalmente escorreram quando ele se afastou.
"Mãe, não chora", Pedro sussurrou, suas pequenas mãos me apertando. "Nós vamos embora, não vamos?"
"Sim, meu amor", prometi. "Para bem longe daqui."
Naquela noite, Pedro rasgou todas as fotos do pai de seu diário.
"Papai mentiu. Não teve acidente. Ele me machucou. Ele machucou a mamãe. Eu odeio ele. Eu não tenho mais um pai."
Ver a dor do meu filho solidificou minha decisão. Não era mais sobre ir embora. Era sobre justiça.
"Nós vamos embora, Pedro", eu disse, minha voz dura como aço. "E ele vai pagar por cada lágrima que você derramou."