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O Preço do Abandono Materno

Capítulo 4 

Palavras: 801    |    Lançado em: 02/07/2025

ticular pareci

mármore brilhava tanto que Maria Clara podia ver seu reflexo. As enfermeiras u

ta simples, sentia-se completamente desloca

edores silenciosos até u

ialista em transplantes do país," Bea

óculos de aros finos, cumprimentou Ma

uma série de exames de sangue e uma ultrassonografia par

ade para confirmar os dados, e a formalidade do processo a fez sentir, por um mo

lha para coletar seu sangue, Beatriz

dáveis, não são, douto

cima dos óculos. "Vamos aguardar o

baixa e excitada, como se M

to isso. É como encontrar um animal rar

imal raro. Era assim que sua própr

tada na maca, com o gel frio em seu abdômen, Maria Clara olhav

imagem em preto e branco de seus

disse o Dr. Almeida. "Dois rins saudá

iro de alívio tão alto

bia! Eu

iu a testa par

m, embora geralmente segura, não é isenta de riscos. Haverá um período de recuperação, e você terá um risco ligeirame

paciente. "Ela é jovem, vai se recuperar rápid

ou olhando para Maria Clara,

Ela não estava pensando nos riscos médicos.

onseguia se conter de felicidade. Ela acom

amanhã! Vou te ligar assim que souber! Oh, Clara, mui

s entrou no primeiro ônibus que a

lar vibrou com uma série de

mpatível! Totalmente compatível! Oh, meu Deus, obrigada! O céu e

z era eufórica,

s mensagens com uma

os e depois enviou uma m

Prepare o

ediatamente. Mar

a! Você ouviu?

s de reais. Na minha co

A euforia de Beatriz desapareceu,

os sobre isso? Eu não

r," Maria Clara disse, a voz monótona.

ua irmã está morrendo e v

de mim? Sim. Eu só penso no dinheiro. Porque foi o dinheiro que me sep

osta. Desligou o telefone

o, um lugar pequeno, mas limpo e ensolarado.

Ela queria tudo o

-

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O Preço do Abandono Materno
O Preço do Abandono Materno
“"Eu não quero." A voz de Maria Clara era fria, cortante, sem emoção. Há vinte anos, minha mãe, Beatriz, me abandonou para se casar com um homem rico, me jogando nas mãos da minha tia, que me criou em meio a privações. Agora, ela reaparecia, sentada à minha frente num restaurante chique que jamais pagaria, estendendo um cartão bancário preto e a chave de um apartamento de luxo. "Sua vida tem sido muito difícil. Mamãe quer te compensar" , disse ela, com um sorriso ensaiado, as mãos perfeitas contrastando com as minhas, calejadas pelo trabalho. "Eu não preciso," repeti com a mesma frieza, sem tocar nos presentes. Ela suspirou, o rosto maquiado contorcido em falsa mágoa. Eu quase ri. Mãe? Essa mulher não era minha mãe. "O melhor para mim era ter uma mãe quando eu precisei de uma." Eu me levantei, deixando-a para trás com sua farsa e seus presentes caros. Do lado de fora, a chuva torrencial parecia ecoar a raiva que eu sentia. No dia seguinte, ela me encontrou no café onde eu trabalhava, o cheiro de café e pão torrado contrastando com seu perfume caro e seu casaco de caxemira. "É urgente," ela disse. "É a Sofia. Sua irmã. Ela precisa de um rim." Meu mundo parou. Não era sobre me compensar. Era sobre me usar. Uma peça de reposição. Eu era um banco de órgãos. O choro histérico dela não me atingiu. "Você quer o meu rim? Eu quero cinco milhões de reais. É o meu preço. Sem negociação." No dia seguinte, um advogado, Dr. Afonso, trouxe um contrato. Quatrocentos mil reais pela minha doação, e eu deveria assinar um termo renunciando a qualquer contato com a família. Eu rasguei o contrato. "Abandono de incapaz. É um crime. Vamos para o tribunal" , eu disse, a voz cheia de veneno. Ele tentou me chantagear com fotos e vídeos de um suposto "clube noturno" . O que ele não sabia era que eu estava gravando. Minha tia ligou. "Afonso! Ele não é apenas o advogado da família. Ele é o amante da Beatriz! O bairro inteiro comenta sobre isso!" No meio do caos, recebi uma mensagem anônima: "A história é muito mais suja do que você imagina." O que eles estavam escondendo? A verdade me atingiu como um raio: Sofia, minha irmã gêmea, estava morta há anos. A "Sofia" rica era uma impostora, adotada para manter as aparências. Não era sobre uma irmã. Era sobre usar meu tipo sanguíneo raro para salvar a farsa deles. A raiva me consumiu. Eles iriam pagar. E eu estava apenas começando.”
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