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Renascimento em Seus Braços

Capítulo 3 

Palavras: 630    |    Lançado em: 03/07/2025

, um turbilhão de memórias da sua vida

com Ana Lúcia se ela não tivesse fugido. Uma vida que, em

do. Reclamando do dinheiro, que nunca era suficiente. Reclamando da casa, que

m degrau. Um trampolim para a vida

es... Ah, a

o nos braços de Pedro em festas de família, quando achava que ninguém estava olhando. As viagens d

sivo, o oposto do honrado João Carlos. E era exatamente isso que Ana Lúcia desejava: a emoção sem o compromi

gênuo João Carlos, acreditava

as sempre sonharam em se unir através do casamento de seus filhos mais velhos

ditando nisso. Ele confundiu familiari

om admiração. "O casal de ouro", eles dizi

pi

não sentia mais dor, apenas um vazio gelado. Como ele pôde ter sido tão cego? A b

nce para a sociedade, enquanto, a portas fechadas, ele seria c

nciosa, de desilusão constante, preso a uma mu

e tinha uma chance de

oportunidade de voltar ao ponto de vira

ia despe

outros, a tradição familiar ou a chantagem e

para o seu eu mais jovem e amargurado. Mas agora, ele se lembrava do calor de sua presença

tonia. Era paz. Era

com paixão e tranquilidade

um impulso, não era vingança. Era

imeira página dessa nova história começ

ria Clara com mais forç

a, ignorando os gritos de Ana Lúcia e os prote

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Renascimento em Seus Braços
Renascimento em Seus Braços
“Aos oitenta anos, no leito de um hospital estéril, João Carlos sentia o peso de uma vida inteira de arrependimentos. Uma vida ao lado de Ana Lúcia, a mulher que ele não amava, e que nunca o amou, enquanto o desprezo dela o corroía. Ele casou-se com ela por desespero, depois que sua verdadeira noiva, a própria Ana Lúcia, o abandonou no altar com seu irmão, Pedro, em uma humilhação pública que ecoou por décadas. A dor daquela traição e a farsa de sua "salvação" pelo casamento com Maria Clara, a irmã mais nova e silenciosa de Ana Lúcia, o assombravam. Maria Clara, sua esposa por cinquenta anos, sempre esteve lá, com seu amor silencioso e devoção inabalável, a paz que ele nunca soube valorizar, cego pela amargura. Em seu leito de morte, com Maria Clara ao seu lado, ele se deu conta do quão tolo fora, percebendo que ela era o amor que sempre buscou. "Se eu pudesse voltar... Eu escolheria você, Maria Clara." A escuridão o engoliu. Então, um barulho ensurdecedor. Abri os olhos e me vi em um quarto ricamente decorado. Eu tinha vinte e cinco anos novamente, e Pedro, meu irmão, estava na minha porta. "A noiva está esperando. Você não vai querer deixar Ana Lúcia esperando no altar, vai?" Eu estava de volta. No dia do meu casamento. O dia que definiu minha miséria e também minha salvação. Uma segunda chance me foi dada. Ana Lúcia estava linda em seu vestido, esperando por Pedro. E Maria Clara, no canto, escondida, chorando por mim. Não. Desta vez, não. "Este casamento está cancelado!" , declarei para toda a sala, chocada. Ignorei Ana Lúcia, ignorei todos. Fui direto até Maria Clara. Ajoelhei-me diante dela, no meio do salão, diante de todos. "Maria Clara, eu sei que isso é repentino" , disse, minha voz ressoando no silêncio mortal. "Eu não quero me casar com ela. Eu quero me casar com você."”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10