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O Lado Sombrio do Cuidado

Capítulo 3 

Palavras: 648    |    Lançado em: 03/07/2025

e e desespero. Sentei-me numa sala de interrogatório pequena, com uma mesa de metal

os. "Um dos peritos conseguiu recuperar o áudio

rtou um

ois, um som de engasgo, gutural e horrível. Era aterrorizan

favor... aju

u sonho. O mesmo

coração disparou. Era real. Não fo

mãos tremendo sobre a mesa. "Eu estava

doze e quarenta e sete da manhã. Você disse que foi dormir por volta da meia-noite. É um sono

u redor. Como eu poderia não ter ouvido? A men

a voz era um sussurr

a cadeira, um gesto q

sonho. Talvez você estivesse acordada

e de dúvida na minha própria mente. E se ele estiv

mais inquisidor. "Mas encontramos os celulares delas. As

rupo. O nome do grupo era "As Garotas & a Esquis

hos, minhas roupas, meu jeito quieto. Fotos minha

ela. Parece que tá

al da vida soci

falar de arte no jantar.

a dor que eu sentia todos os dias. A exclusão não era ima

ti, a voz embargada. A humilhaç

parando numa mensagem específica, e

ma Sofia hoje à noite. Depois da

elou. Um pla

ou, a voz como aço. "Elas planejavam algo con

, gritei, o controle finalmente se quebrando. As lágr

resa numa teia de evidências que eu não entendia, acusada de um crime que minha mente se recusava a aceitar. Mas a gravação era inegável. A voz de Carla, pedindo minha ajuda, ecoaria na min

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O Lado Sombrio do Cuidado
O Lado Sombrio do Cuidado
“O cheiro de café requentado e perfume barato nunca me incomodou, mas naquela manhã, o silêncio era tão pesado que sufocava. Minhas quatro colegas de quarto – Ana, Bruna, Carla e Diana, as garotas da moda que viviam de risadas e me ridicularizavam – jaziam imóveis na sala, pálidas, com lábios azulados. O pânico me dominou, e me vi discando o número da emergência, sentindo o frio subir pela espinha enquanto gaguejava as palavras. Fui a única de pé, sem um arranhão, e a polícia, liderada pelo incrédulo Inspetor Ricardo, imediatamente me transformou na principal suspeita. Minhas memórias fragmentadas da noite anterior, o bilhete em minha caligrafia que eu não lembro de ter escrito, a gravação de Carla pedindo minha ajuda... tudo se virava contra mim. Mas a coisa mais estranha de tudo foi quando Ricardo me disse: "Ana já estava morta quando vocês saíram para o jantar de formatura." Como poderia ser? Eu a vi, eu falei com ela! Minha realidade começou a desmoronar. Ainda mais perturbador foi uma mensagem enigmática em meu celular: "Eles não podiam mais te machucar. Agora estamos seguras." A psicóloga Dra. Helena então revelou a assustadora verdade: eu tinha Transtorno Dissociativo de Identidade, e a "outra Sofia" – minha protetora – havia silenciado as vozes que me atormentavam por anos. A câmera escondida na sala confirmou: fui eu, ou uma parte de mim, quem as envenenou, observando friamente enquanto morriam. Agora, confinada em uma instituição psiquiátrica, vivo com um medo constante: se a "outra Sofia" eliminou todas as fontes de dor externa, o que acontecerá quando minha própria angústia interna se tornar insuportável e ela precisar me silenciar também?”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10