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O Lado Sombrio do Cuidado

Capítulo 4 

Palavras: 730    |    Lançado em: 03/07/2025

conseguiu. A morte era um fato chocante, distante. Mas a prova escrita, detalhada, da minha exclusão sistemáti

de mim?", perguntei ao Inspetor Ri

a. Para ele, era apenas mais uma peça do quebra-cabeça, um p

da na cozinha, com comentários sobre meu cabelo "sem vida". Prints de posts das minha

lhando numa tela. Quando contei a elas, Bruna pegou um dos meus rascunhos e disse: "Ah, que fofo. Você desenha essas coisas tristes. Combina co

que vai ser a próxima F

onhar. É a única

a raiva que eu nem sabia que existia dentro de mim, ente

de Ricardo cortou minhas memórias. "É compr

na mesa de metal. Elas e

estava com raiva.

rguntou, a pergunta flutuando perigosamente no ar. "Você já pensou

itado na minha cama ouvindo as risadas delas na sala, eu desejei silêncio. Um silêncio permane

voz cheia de uma exaustão que vinha de anos, n

stante na minha alma, como água pingando numa pedra, dia após dia. Era o cansaço de t

de dentes brancos e felicidade encenada. E ali, no canto da foto, quase cortada, estava eu. Minha figura estava um pouco borrada, meu rosto virado para o lado, olhando para algo fora do quadro. Eu est

r a foto foi avassaladora. Era

a foto para mim, s

ode matar uma pessoa por dentro muito

usa, seus olho

gunto... talvez você já estivesse morta para elas. E tal

estavam funcionando. A ideia de ser um "cadáver ambulante", uma pessoa psicologicamente morta pela indiferença dos outros, era um horror existencial que me d

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O Lado Sombrio do Cuidado
O Lado Sombrio do Cuidado
“O cheiro de café requentado e perfume barato nunca me incomodou, mas naquela manhã, o silêncio era tão pesado que sufocava. Minhas quatro colegas de quarto – Ana, Bruna, Carla e Diana, as garotas da moda que viviam de risadas e me ridicularizavam – jaziam imóveis na sala, pálidas, com lábios azulados. O pânico me dominou, e me vi discando o número da emergência, sentindo o frio subir pela espinha enquanto gaguejava as palavras. Fui a única de pé, sem um arranhão, e a polícia, liderada pelo incrédulo Inspetor Ricardo, imediatamente me transformou na principal suspeita. Minhas memórias fragmentadas da noite anterior, o bilhete em minha caligrafia que eu não lembro de ter escrito, a gravação de Carla pedindo minha ajuda... tudo se virava contra mim. Mas a coisa mais estranha de tudo foi quando Ricardo me disse: "Ana já estava morta quando vocês saíram para o jantar de formatura." Como poderia ser? Eu a vi, eu falei com ela! Minha realidade começou a desmoronar. Ainda mais perturbador foi uma mensagem enigmática em meu celular: "Eles não podiam mais te machucar. Agora estamos seguras." A psicóloga Dra. Helena então revelou a assustadora verdade: eu tinha Transtorno Dissociativo de Identidade, e a "outra Sofia" – minha protetora – havia silenciado as vozes que me atormentavam por anos. A câmera escondida na sala confirmou: fui eu, ou uma parte de mim, quem as envenenou, observando friamente enquanto morriam. Agora, confinada em uma instituição psiquiátrica, vivo com um medo constante: se a "outra Sofia" eliminou todas as fontes de dor externa, o que acontecerá quando minha própria angústia interna se tornar insuportável e ela precisar me silenciar também?”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10