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Farsa Revelada, Destino Resgatado

Capítulo 3 

Palavras: 947    |    Lançado em: 04/07/2025

rante todo esse tempo. Talvez ele soubesse e não se importasse. Talvez eles fossem iguais, duas almas cruéis que se encontraram. Para mim, ele era apenas

. Guilherme. Eu tive que cozinhar e servir. Enquanto eu colocava os pratos na mesa,

. Ele mora aqui e me dá um

isse isso com um tom casual, como se estivesse falando do jardineiro ou do

brindes, as conversas cheias de insinuações. Depois do jantar, eles se sentaram no sofá da sala, ouvindo mú

foram substituídas por sussurros, e depois por sons de beijos. S

es e me atingiu diretamente no peito. Fechei os olhos com força, tentando bloquear o som, mas ele e

A mulher que eu amei, a mulher por quem eu sacrifiquei tudo, estava no cômodo ao l

ntes do "acidente". Eu estava apaixonado por ela, um amor de adolescente, puro e desesperado. U

", gaguejei, o rosto queimando. "Não

o ou mesmo com constrangimento. El

lo. Você é uma criança.

mando em devoção cega após o "acidente". Agora, ouvindo os sons do outro cômodo, eu percebi que ela nunca sentiu

não estava mais lá, mas na mesa de centro da sala, ao lado de um copo de vinho vazio, estava um par de a

o atirei contra a parede. O vidro se estilhaçou em mil ped

quarto, na sua cadeira de rodas, o cabelo perfeitamente

ocê está fazendo?", el

abotoaduras na mesa

e ele estava fazend

áscara de vítima caiu por um segu

minha casa, não gerenciando a minha vida.

ha vida a você! Eu desisti de tudo!",

nar? Você é meu sobrinho. Seu dever é cuidar de mim

descu

quebrar o copo. Por me desres

r. Uma demonstração de controle. Ela estava me colocando de

ora exigia um pedido de desculpas por minha dor. E, para minh

rgo da palavra enchendo minha boc

m pequeno sor

eça de levar aquelas abotoaduras para a lavanderia. E

uarto, deixando-me ali, no meio dos caco

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Farsa Revelada, Destino Resgatado
Farsa Revelada, Destino Resgatado
“Minha vida era um sacrifício. Desde os dezessete, após a tragédia que a deixou paraplégica, dediquei cada suspiro à minha tia amada, Ana Clara. Abandonei meu sonho de ser jogador de futebol, transformando-me em seu cuidador, sua sombra, seu mundo – ou assim eu pensava. Mas naquela noite chuvosa, parado na porta entreaberta do quarto dela, um sussurro gelou meu sangue: "Você não acha que já foi longe demais, Ana? O garoto largou a vida dele por você." A risada dela, clara e sem remorso, foi a resposta: "Ele estragou a minha vida. Ele merece cada segundo disso." Foi a voz da melhor amiga dela, Lúcia, que dilacerou minha alma: "Mas, Ana, fingir uma paraplegia? Contratar um médico falso?" Meu amado mundo desabou ao ouvir a confissão de Ana Clara: "Ele me deve isso. Ele me devia uma vida com o Ricardo, agora ele me paga com a vida dele. É justo." A bandeja de sopa caiu, o barulho abafado pelo som do meu coração se partindo em mil pedaços. Eu a encarei, a mulher que um dia idolatrei, vendo agora a crueldade fria em seus olhos. Cinco anos roubados, sonhos esmagados, uma devoção pura usada para me torturar por um rancor mesquinho. A dor era insuportável, um buraco negro de ódio se abrindo no meu peito. Mas naqueles escombros, uma nova determinação nasceu: a vingança dela durou cinco anos, a minha estava apenas começando. Eu menti que tropecei, limpando os cacos do prato e da minha dignidade, enquanto uma certeza ardente me guiava: eu escaparia e a faria pagar. Naquela mesma noite, fui mais uma vez humilhado por ela e seu amante, Ricardo, mas o sofrimento só fortaleceu meu plano. Cada passo para longe daquele hotel era um passo rumo à liberdade. Com a ajuda da minha tia Patrícia, planejei minha fuga, uma nova vida longe das garras de Ana Clara. Eu faria a farsa dela se tornar a sua mais cruel realidade.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10