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Minha Filha, Minha Dor, Minha Força

Capítulo 2 

Palavras: 949    |    Lançado em: 04/07/2025

r atrás dela!" , eu gritei, te

problema" , ele disse, a voz dura. "A Clara sab

viu o medo nos olhos

vindo do quintal inter

Lúcia, a empregada da casa, uma mulhe

mos um barulho alto, um

angue

que tinha e corri em direção à porta dos fundos

uintal era

piscina, com as mãos na cab

nho para baixo, estava um pequ

fi

gelada. A água encheu meus pulmões, minha roupa pesou, mas eu não me importei

va mole, seus

eu amor, fale com

spiração boca a boca, as lágrimas se mist

a

sirene da ambulância ao longe, os gritos de Tia Lúcia, a vo

o peso morto da minha

a encharcada, tremendo de frio e de choque, mas me recusava a sol

io até mim, com o rosto

ele dissesse na

o reconstruir com tanto esforço,

lá quando o médico deu a notícia. Ele não esta

hospital, o terno ainda impecável,

lara? Ela deve

ava morta, e ele estava preocupado com a

isse, a voz vazia. "E a So

rmação de negócios. Nenhuma lágrima. Nen

como se estivesse se convencen

lusão que eu tinha sobre

época estava no auge de sua carreira. E eu precisava de um marido, de uma família, de uma vida que parecesse normal. Sofia nã

a estava lá, um buraco negro no meu peito, mas ao

homem que um dia

z firme e clara, sem nenhum t

. "Agora não é hora para isso, Ju

ra soou como um i

ncontramos Clara na sala. Ela chorava nos braços de Dona Silv

sozinha por um minuto, um único minu

incandescente. Eu andei até ela. El

vantei a mão e dei um tapa em seu r

u na sala

ais de surpresa

er outra coisa, Pedro me agarrou

ouca? Bater na Clara? Ela já

nsolar Clara, abraçando-a, protegend

antou, me olhando

morrer e você está aqui, agredindo uma convid

nte. Clara, a assassina dissimulada. Dona Silva

risada seca

Silva. "Eu não faço mais parte desta farsa. Eu vou

u não tinha mais nada ali. Minha filha estava morta. Meu casamento,

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Minha Filha, Minha Dor, Minha Força
Minha Filha, Minha Dor, Minha Força
“Finalmente recebi alta. Um ano de depressão pós-parto, agora curada. Hoje eu buscaria minha Sofia. Mas ao chegar na mansão dos meus sogros, a Clara, ex-namorada do meu marido, abriu a porta com um sorriso satisfeito. Ela cuidava da minha filha, supostamente. Mas Sofia estava pálida, magra, com a roupa suja e um hematoma no bracinho. Meu coração gritou quando a vi encolhida no chão frio, parecendo um animal assustado. Exigi explicações ao Pedro, meu marido, que desceu as escadas impecável, alheio a tudo. "Pedro, olhe para a nossa filha!" , implorei. "Ela está sendo maltratada!" Ele sequer olhou direito, mas defendeu Clara: "Não diga bobagens. A Clara está fazendo um ótimo trabalho. Sofia está ótima." Ele me chamou de louca, de exagerada, usando minha própria doença contra mim. E então, Clara, com aquela voz falsamente doce, usou o apelido da minha filha. "Vem, Tong Tong, meu amorzinho. A titia Clara vai te levar lá pra cima." Pedro segurou meu ombro com tanta força que não pude impedi-la de levar minha filha, que chorava nos braços dela. Não tive tempo de processar a cena, pois fomos interrompidos por um grito e um "splash" vindo do quintal. Meu sangue gelou. Corri para a piscina, e lá estava ela. minha Sofia, boiando na água. No hospital, o tempo parou ao saber que Sofia havia morrido. E Pedro chegou, preocupado apenas com Clara: "Onde está a Clara? Ela deve estar arrasada." Minha filha estava morta, e ele só pensava na mulher que a matou. Naquele hospital, com a dor me rasgando por dentro, uma certeza se formou: "Eu quero o divórcio, Pedro." No funeral, Dona Silva, minha sogra, veio me propor um acordo financeiro para eu voltar com Pedro. "Você realmente acha que pode consertar tudo com dinheiro?" "O dinheiro conserta a maioria das coisas" , ela respondeu, com um sorriso de desprezo. Mas a única coisa que eu queria era a minha liberdade. "Nunca imaginei que nossa filha poderia ser um obstáculo para eles." Tia Lúcia, uma das poucas pessoas decentes que conheci, me contou a verdade: "Eu vi como a menina estava, Senhor Pedro. Magra, assustada. A Senhora Clara não tinha paciência com ela." A raiva me impulsionou a confrontar Clara no cemitério. Ela, com um sorriso triunfante, confessou: "Eu admito, eu não gostava da menina. Eu fiz o que pude para... acelerar as coisas. Deixei a porta do quintal aberta de propósito. Eu sabia que ela gostava de ir perto da piscina." Minha filha não foi apenas vítima de negligência. Ela foi assassinada.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10