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Traição e Dor Infindável

Capítulo 1 

Palavras: 966    |    Lançado em: 04/07/2025

etrar a bolha de ansiedade que crescia dentro de mim. O cheiro de festa, de fritura e d

deveria ter voltad

om o filho dela, Pedro. A promessa era simples: "Fi

luz, agora era um breu cortado pelas luzes colo

fia na tela parecia zombar de mim. Respirei fund

o me atingiu. Tentei

a

eus pés descalços não me acalmava. Onde elas estavam? Por que Sofia não atendia? Um acid

ortura, meu celular tocou. Era ela. Atend

tão? Aconteceu alguma

calma, quase sonolenta. Um contras

que estresse.

vocês estão? Já

minha casa de praia. As crianças estavam exaustas, já

gelou. Casa de pra

ocê devia ter me ligado, Sofi

só carregou agora. Mas fica tranquila, amanhã de manhã

irritava profundamente. Não parec

o, meu marido, entrou. Ele cheirava a álcool e seu rosto estava verm

agora, Ma

borbulhando junto com o alívio de sabe

raia dela. Sem me avisar. Eu passei

de centro. Ele abriu um pote de plástico que esta

cuida bem dela. Você sabe di

Ele sempre usava essa palavra quando eu expressava qual

co do pote e colocou na boca

fia é a melhor do mundo.

o. Eu só quero a m

s olhos, pega

o morreu. Ela é a mãe do meu sobrinho. Você tem que confiar nela

taurante caro no bolso da calça dele, um lugar que ele dizia ser muito caro para nós. Na mesma semana, Sofia postou uma foto usando um vestido novo, com a legenda "noite especial". Eu confrontei João, mostrei o recibo. Ele explodiu. Diss

me invadiu. Eu queria gritar, queria dizer que o instinto de uma mãe não mente

. Apenas me virei e f

mas ninguém atendeu. Como podiam estar dormindo tão profundamente? Sofia não di

corpo tremendo. João entrou

novo, vai? Deixa elas em paz,

mas o cheiro de coco vindo do hálit

oca em

u, um som d

é impo

a parecendo uma marcha fúnebre. Um pressentimento terrível se instalou no meu peito, pesado e frio. Eu não conseguia nomeá-lo, mas sabia, com cada fibra d

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Traição e Dor Infindável
Traição e Dor Infindável
“O barulho do carnaval abafava a bolha de ansiedade que crescia em mim, pois Clara, minha filha, ainda não havia voltado para casa. Minha cunhada, Sofia, prometeu devolvê-la antes de anoitecer, mas o sol já havia se posto e o silêncio do celular dela me mergulhou em pânico e milhares de cenários terríveis. Quando finalmente atendeu, a voz de Sofia era estranhamente calma, alegando que se empolgaram e foram para a casa de praia, onde as crianças já dormiam como anjinhos. Mal sabia eu que essa calma era o prenúncio de uma traição que viria à tona quando João, meu marido, chegou, defendendo cegamente Sofia, chamando-me de neurótica, e devorando doces feitos por ela. A negação dele, o carinho incomum pela cunhada e minhas próprias memórias de suas "reuniões de trabalho" revelaram uma verdade chocante: ele estava com ela, enquanto minha filha estava sabe-se lá onde. Não, eu não dormiria. O sol nem havia nascido quando peguei as chaves do carro, decidida a ir buscar minha filha, custasse o que custasse. Mas João me barrou, os olhos inchados de raiva, acusando-me de loucura: "Você está insultando a memória do meu irmão com essa sua desconfiança doentia!". A raiva dele, a defesa cega da mulher com quem ele me traía, atiçaram meu desespero: "A sua família sou eu! E a Clara!". No entanto, o pior ainda estava por vir: o som abafado de intimidade vindo do telefone de João, ao ligarmos um para o outro, revelou a cruel verdade – ele estava com Sofia naquela maldita casa de praia. A dor da traição me rasgou, mas o terror pela minha filha, usada como peão no jogo doentio deles, me impulsionou: "Polícia, quero reportar o desaparecimento da minha filha!". O atendente disse que eu era apenas uma "esposa neurótica". João, então, teve a audácia de me ligar, avisando-me que soube da queixa e a retirou, dizendo ser seu "direito de pai" e que não o envergonhasse. "Você vai se arrepender disso, João. Eu juro que você vai." A polícia e meu marido haviam me abandonado, mas um fato se impôs em mim: eu faria isso sozinha. Corri para o apartamento de Sofia, a raiva fervendo, mas não encontrei Clara, apenas a visão sórdida da minha cunhada em um roupão de seda e de João sem camisa: "Eu quero o divórcio!". Ele me empurrou, me jogou para fora do apartamento, e me deixou ouvir, do lado de fora, Sofia rindo e a voz dele murmurando para ela: "Onde a gente parou?". Foi quando meu celular tocou, e uma voz grave e oficial do outro lado mudou para sempre minha vida: "Sargento Almeida. A criança que bate com a descrição da sua filha... foi vítima de um acidente de trânsito. Ela não resistiu." Eu me recusei a acreditar que minha Clara estava morta, mesmo com a confirmação no IML. Mas quando a mãe de Sofia, em um interrogatório, confessou com um sorriso doentio que atropelara minha filha, para "tirar do caminho" e depois contara a Sofia que misturara as cinzas de Clara nas cocadas que João comia com prazer, o mundo ruiu. Meu marido vomitando a filha que ele, sem saber, devorara com tanto prazer. A justiça, no entanto, parecia ser uma piada de mau gosto, pois a mãe de Sofia foi considerada insana e Sofia sumiu do mapa. Eu peguei todos os remédios para dormir. Foi então que descobri que Pedro, o filho de Sofia, era também filho de João, e que Sofia não havia fugido sozinha com ele, mas sim com um amante adolescente chamado Lin, deixando Pedro para trás. Usei o conhecimento que João me dera contra ele e o forcei a me levar até a fábrica abandonada onde os dois se escondiam. A polícia entrou e os prendeu. Meses depois, João se entregou à polícia por ter matado o irmão de Sofia, que a ajudava a forjar documentos. No memorial de Clara, eu, Maria, decidi que, embora a dor fosse imensa, não me deixaria consumir. Eu seguiria em frente, viveria por nós duas, carregando a memória de Clara no coração e a dor como uma companheira silenciosa.”
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