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Traição e Dor Infindável

Capítulo 2 

Palavras: 929    |    Lançado em: 04/07/2025

Clara piscava na escuridão. Eu a ouvia me chamando. "Mamãe!" A voz dela ecoava

lefone. Eu me levantava, ia até a porta, mas só encontrava o silêncio. Er

inha língua. A calma dela, a desculpa e

sti a primeira roupa que encontrei e peguei as chaves do carro. Eu ia até

, o pote de cocada vazio ao lado dele. Uma onda de repulsa me percorr

fia mais uma vez. Talvez ela estivesse aco

a atendeu no

stou indo para aí

ais para ser notada por alguém que não estivesse

e que levaria ela de manhã. Não

uave, controlada

u saindo. Me passa o endereç

.. tem certeza? A Clara acabou de acordar, está tomando café com o P

nsaiada. Cada resposta era

eza, Sofia. Es

alguma coisa. Eu precisava sair dali ante

tarde

, ele estava parado lá, os o

cê pensa

ar a minh

ficou. Ele andou na minha direçã

lema por nada? Eu já te falei, a Sofia é de confiança! Você está i

levou, enchendo

eito de me preocupar! Ela nunca dormiu fora de ca

Sofia se afaste de nós? Que o Pedro nunca mais brinque com a Cla

ecia. Aquele não era o homem com quem eu me casei. E

se esqueceu disso! Você se importa mais com os senti

garganta, carregadas de toda a d

m som amar

ma sem fim. A Sofia é uma santa por te aguentar. Ela perdeu o marid

o celula

ar pra ela e dizer que você teve uma das

mim. Ele ia me sabotar. Ele ia me i

porta. Ele tentou me segurar, mas eu o empurrei com uma forç

ignição. Enquanto dava a partida, vi pelo retrovisor João parado na porta, o te

a se formava no meu peito: eu estava correndo contra o tempo. E estava completamente sozinha. Decidi fazer uma última tentat

amou. Uma, du

e um "alô". Apenas o som de um telefone sendo tirado

mamãe!" gritei no viva

Apenas o som mudo

dro? Tem a

segundos e depois foi desligada. Um clique se

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Traição e Dor Infindável
Traição e Dor Infindável
“O barulho do carnaval abafava a bolha de ansiedade que crescia em mim, pois Clara, minha filha, ainda não havia voltado para casa. Minha cunhada, Sofia, prometeu devolvê-la antes de anoitecer, mas o sol já havia se posto e o silêncio do celular dela me mergulhou em pânico e milhares de cenários terríveis. Quando finalmente atendeu, a voz de Sofia era estranhamente calma, alegando que se empolgaram e foram para a casa de praia, onde as crianças já dormiam como anjinhos. Mal sabia eu que essa calma era o prenúncio de uma traição que viria à tona quando João, meu marido, chegou, defendendo cegamente Sofia, chamando-me de neurótica, e devorando doces feitos por ela. A negação dele, o carinho incomum pela cunhada e minhas próprias memórias de suas "reuniões de trabalho" revelaram uma verdade chocante: ele estava com ela, enquanto minha filha estava sabe-se lá onde. Não, eu não dormiria. O sol nem havia nascido quando peguei as chaves do carro, decidida a ir buscar minha filha, custasse o que custasse. Mas João me barrou, os olhos inchados de raiva, acusando-me de loucura: "Você está insultando a memória do meu irmão com essa sua desconfiança doentia!". A raiva dele, a defesa cega da mulher com quem ele me traía, atiçaram meu desespero: "A sua família sou eu! E a Clara!". No entanto, o pior ainda estava por vir: o som abafado de intimidade vindo do telefone de João, ao ligarmos um para o outro, revelou a cruel verdade – ele estava com Sofia naquela maldita casa de praia. A dor da traição me rasgou, mas o terror pela minha filha, usada como peão no jogo doentio deles, me impulsionou: "Polícia, quero reportar o desaparecimento da minha filha!". O atendente disse que eu era apenas uma "esposa neurótica". João, então, teve a audácia de me ligar, avisando-me que soube da queixa e a retirou, dizendo ser seu "direito de pai" e que não o envergonhasse. "Você vai se arrepender disso, João. Eu juro que você vai." A polícia e meu marido haviam me abandonado, mas um fato se impôs em mim: eu faria isso sozinha. Corri para o apartamento de Sofia, a raiva fervendo, mas não encontrei Clara, apenas a visão sórdida da minha cunhada em um roupão de seda e de João sem camisa: "Eu quero o divórcio!". Ele me empurrou, me jogou para fora do apartamento, e me deixou ouvir, do lado de fora, Sofia rindo e a voz dele murmurando para ela: "Onde a gente parou?". Foi quando meu celular tocou, e uma voz grave e oficial do outro lado mudou para sempre minha vida: "Sargento Almeida. A criança que bate com a descrição da sua filha... foi vítima de um acidente de trânsito. Ela não resistiu." Eu me recusei a acreditar que minha Clara estava morta, mesmo com a confirmação no IML. Mas quando a mãe de Sofia, em um interrogatório, confessou com um sorriso doentio que atropelara minha filha, para "tirar do caminho" e depois contara a Sofia que misturara as cinzas de Clara nas cocadas que João comia com prazer, o mundo ruiu. Meu marido vomitando a filha que ele, sem saber, devorara com tanto prazer. A justiça, no entanto, parecia ser uma piada de mau gosto, pois a mãe de Sofia foi considerada insana e Sofia sumiu do mapa. Eu peguei todos os remédios para dormir. Foi então que descobri que Pedro, o filho de Sofia, era também filho de João, e que Sofia não havia fugido sozinha com ele, mas sim com um amante adolescente chamado Lin, deixando Pedro para trás. Usei o conhecimento que João me dera contra ele e o forcei a me levar até a fábrica abandonada onde os dois se escondiam. A polícia entrou e os prendeu. Meses depois, João se entregou à polícia por ter matado o irmão de Sofia, que a ajudava a forjar documentos. No memorial de Clara, eu, Maria, decidi que, embora a dor fosse imensa, não me deixaria consumir. Eu seguiria em frente, viveria por nós duas, carregando a memória de Clara no coração e a dor como uma companheira silenciosa.”
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