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Swing

3 Livros Publicados

Livros e Histórias de Swing

Traição e Dor Infindável

Traição e Dor Infindável

História
5.0
O barulho do carnaval abafava a bolha de ansiedade que crescia em mim, pois Clara, minha filha, ainda não havia voltado para casa. Minha cunhada, Sofia, prometeu devolvê-la antes de anoitecer, mas o sol já havia se posto e o silêncio do celular dela me mergulhou em pânico e milhares de cenários terríveis. Quando finalmente atendeu, a voz de Sofia era estranhamente calma, alegando que se empolgaram e foram para a casa de praia, onde as crianças já dormiam como anjinhos. Mal sabia eu que essa calma era o prenúncio de uma traição que viria à tona quando João, meu marido, chegou, defendendo cegamente Sofia, chamando-me de neurótica, e devorando doces feitos por ela. A negação dele, o carinho incomum pela cunhada e minhas próprias memórias de suas "reuniões de trabalho" revelaram uma verdade chocante: ele estava com ela, enquanto minha filha estava sabe-se lá onde. Não, eu não dormiria. O sol nem havia nascido quando peguei as chaves do carro, decidida a ir buscar minha filha, custasse o que custasse. Mas João me barrou, os olhos inchados de raiva, acusando-me de loucura: "Você está insultando a memória do meu irmão com essa sua desconfiança doentia!". A raiva dele, a defesa cega da mulher com quem ele me traía, atiçaram meu desespero: "A sua família sou eu! E a Clara!". No entanto, o pior ainda estava por vir: o som abafado de intimidade vindo do telefone de João, ao ligarmos um para o outro, revelou a cruel verdade – ele estava com Sofia naquela maldita casa de praia. A dor da traição me rasgou, mas o terror pela minha filha, usada como peão no jogo doentio deles, me impulsionou: "Polícia, quero reportar o desaparecimento da minha filha!". O atendente disse que eu era apenas uma "esposa neurótica". João, então, teve a audácia de me ligar, avisando-me que soube da queixa e a retirou, dizendo ser seu "direito de pai" e que não o envergonhasse. "Você vai se arrepender disso, João. Eu juro que você vai." A polícia e meu marido haviam me abandonado, mas um fato se impôs em mim: eu faria isso sozinha. Corri para o apartamento de Sofia, a raiva fervendo, mas não encontrei Clara, apenas a visão sórdida da minha cunhada em um roupão de seda e de João sem camisa: "Eu quero o divórcio!". Ele me empurrou, me jogou para fora do apartamento, e me deixou ouvir, do lado de fora, Sofia rindo e a voz dele murmurando para ela: "Onde a gente parou?". Foi quando meu celular tocou, e uma voz grave e oficial do outro lado mudou para sempre minha vida: "Sargento Almeida. A criança que bate com a descrição da sua filha... foi vítima de um acidente de trânsito. Ela não resistiu." Eu me recusei a acreditar que minha Clara estava morta, mesmo com a confirmação no IML. Mas quando a mãe de Sofia, em um interrogatório, confessou com um sorriso doentio que atropelara minha filha, para "tirar do caminho" e depois contara a Sofia que misturara as cinzas de Clara nas cocadas que João comia com prazer, o mundo ruiu. Meu marido vomitando a filha que ele, sem saber, devorara com tanto prazer. A justiça, no entanto, parecia ser uma piada de mau gosto, pois a mãe de Sofia foi considerada insana e Sofia sumiu do mapa. Eu peguei todos os remédios para dormir. Foi então que descobri que Pedro, o filho de Sofia, era também filho de João, e que Sofia não havia fugido sozinha com ele, mas sim com um amante adolescente chamado Lin, deixando Pedro para trás. Usei o conhecimento que João me dera contra ele e o forcei a me levar até a fábrica abandonada onde os dois se escondiam. A polícia entrou e os prendeu. Meses depois, João se entregou à polícia por ter matado o irmão de Sofia, que a ajudava a forjar documentos. No memorial de Clara, eu, Maria, decidi que, embora a dor fosse imensa, não me deixaria consumir. Eu seguiria em frente, viveria por nós duas, carregando a memória de Clara no coração e a dor como uma companheira silenciosa.
Traição e Dor: Um Amor Perdido

Traição e Dor: Um Amor Perdido

Moderno
5.0
A saúde do meu filho se esvaía a cada dia, e eu trabalhava em dois empregos, exausta, mal dormia, entregando cada centavo para os remédios e o hospital. Hoje era o sétimo aniversário de Leo, e ele, mais fraco do que nunca, sussurrou com a última chama de esperança: "Mamãe, o papai vem? Ele prometeu o robô 'Guardião do Espaço'." Marcos, meu marido, o pai de Leo, não atendia minhas ligações há dois dias, mas eu confiava que ele estava lutando para salvar nossos negócios. Desesperada, fui ao seu "novo escritório" sem avisar, apenas para encontrar um luxuoso apartamento e uma mulher jovem em um robe de seda. Foi quando Marcos apareceu, molhado do banho, e seu rosto mudou de confusão para raiva ao me ver. Ele estava vivendo uma vida de luxo, enquanto nosso filho morria em um hospital, e a caixa do "Guardião do Espaço" estava em sua mesa de centro, esperando o sobrinho de Isabela. Aquele dia, entrei no quarto de Leo, que me olhou fixamente e perguntou: "O papai não veio, né, mamãe? Ele não gosta mais de mim?" Horas depois, o monitor cardíaco de Leo disparou um alarme assustador. Liguei para Marcos em pânico, mas ele, irritado e sonolento, desligou dizendo: "Pare de ser histérica. Ele sempre tem essas crises. Tenho uma reunião." Naquele momento, enquanto os médicos lutavam pela vida de Leo, uma fria determinação me envolveu. Eu estava sozinha. A raiva me queimou, ao ver a Isabela postar uma foto com Marcos em um iate, brindando ao futuro, enquanto o médico me dizia que Leo tinha semanas de vida sem uma cirurgia caríssima. "VOCÊ FICOU LOUCA?", ele gritou quando liguei. "QUE MERDA VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?" Eu tinha que salvar meu filho dele.
A Herdeira da Ruína: Sua Ascensão Triunfante

A Herdeira da Ruína: Sua Ascensão Triunfante

Moderno
5.0
No funeral do meu pai, a dor da perda era palpável, mas o que dilacerava a minha alma era ver o meu noivo, Léo, a consolar a minha madrasta Sofia, ignorando-me completamente sob a chuva fria de Lisboa. Mal sabia eu que aquele era apenas o começo de uma traição que viria a mudar tudo. Quando o advogado de meu pai revelou a leitura do testamento, o choque foi imenso: a casa em Cascais e todas as poupanças para a Sofia e a Camila. Para mim? Apenas uma construtora afundada em dívidas, um fardo que o meu pai, que eu pensei que me amava, me tinha deixado. Senti-me duplamente abandonada, castigada por uma fortuna podre. Regressei a casa para confrontar o Léo, que, ao saber da empresa, não hesitou em revelar a sua verdadeira face. O sorriso ganancioso no seu rosto desmascarou o homem que eu achava amar. "Isto vale milhões em dívidas!", atirei, e a sua expressão de nojo e frustração não tardou. A sua preocupação não era comigo, mas com o dinheiro. Com "os nossos" planos que agora voavam pelos ares. Aquela que devia ser a minha rocha, tornou-se areia. Como é que o pai que me ensinou a ser forte me pôde deixar num buraco tão profundo? E como é que o homem com quem ia casar, por quem sacrifiquei tanto, me virou as costas no momento de maior desamparo, revelando uma ganância tão fria? Senti-me esmagada, mas também uma raiva crescente: de onde veio tanta insensibilidade? Foi então que encontrei uma fotografia antiga de mim e da minha mãe, com a caligrafia do meu pai no verso: "A minha verdadeira riqueza. Perdoa-me, Ana." Uma centelha acendeu-se. Será que esta "herança" não era um castigo, mas o seu último e mais difícil presente? Eu não ia deixar aquele fardo destruir-me. Eu ia salvar a empresa. Não por ele, não por mais ninguém… mas por mim.