icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

Amor e Ódio na Canção

Capítulo 1 

Palavras: 770    |    Lançado em: 04/07/2025

preenchia o vazio. Mas a melancolia da música não era nada comparada à dor no meu peito. Minha filha,

na cama, prometendo

o, Sofia

o reconhecia, entrou na sala como um furacão. Atrás dela, vinha ele, o amante.

a música de funeral. N

fia era fri

oz um apelo. "Ela está queimando de febre. Ela pr

um som se

ha. Ela vai ficar bem. O show de hoje

ou a mão no ombro de So

tão jovem e dedicada, dançando enquanto eu canto sobre super

ão viam uma menina doente. Eles viam

ça. Ela não é um

evirou

mãe dela, eu decido

batendo forte de pânico. Encontrei Sofia no quarto de Clara, tirando min

cabeça dói. Eu

cisa ser forte pela mamãe e pelo tio Heitor," Sof

ido branco que parecia um sudário em seu corpo frágil. Cl

na frente del

r. Olhe para ela.

e da minha esposa, do am

e graça. Eu desapareço da sua vida. Mas, por favor,

as, minha voz embargada. Eu estava

olhou com

cer? Sua música de fado? Ninguém mais ouve essa porcaria. É música de ve

rou para o l

nha frente. Você e

do ombro, seus olhos grandes e assustados, um apelo silencioso que eu não

r cantava. Mas não era a dança graciosa da minha filha. Eram movimentos débeis, tropeços, o corpo lutando con

ma música, Clar

e levan

eu soube, naquele instan

ia oficial. Uma infecção grave, complicada pela e

e estéril, o mundo girando ao me

or em um canto, falando co

aixão dela pela arte... Heitor está arrasado, mas

capitalizando. A morte da minha filha

lo se formou ao redor do meu coração. A música dentro de mi

gan

Reclame seu bônus no App

Abrir
Amor e Ódio na Canção
Amor e Ódio na Canção
“Minha guitarra portuguesa chorava, um lamento que mal escondia a dor: minha filha Clara estava ardendo em febre, lá em cima. Mas o furacão Sofia, minha esposa e produtora musical, chegou com Heitor, o cantor sertanejo, para arrancar Clara da cama, ignorando meu apelo: "Ela precisa de médico!" Eles tinham um show, e Clara, a bailarina prodigiosa, era a peça que faltava para a fama. Sofia riu da minha súplica, do meu ajoelhar, me oferecendo para desaparecer, para tocar de graça, só para deixar nossa filha descansar. Ela me empurrou: "Levante-se, Miguel. Você é patético. Música de velho, perdedor. O futuro é o Heitor." Assistir deitado no chão enquanto ela arrastava Clara, que me olhava com olhos assustados, foi minha ruína. Naquela noite, a imagem de Clara dançando, débil e tropeçando, projetada no telão, foi a "emoção" que o público aplaudiu. Até que ela caiu. E não se levantou mais. No hospital, o médico confirmou: infecção grave, exaustão. E a enfermeira revelou o horror: Sofia sabia que Clara estava doente. E pior, a drogou com estimulantes. Não foi negligência. Foi assassinato. Eles capitalizaram a morte da nossa filha. Então, um advogado me ligou, dizendo que eu estava proibido de ir ao funeral. Proibido de me despedir da minha própria filha. Fiquei lá, paralisado, a dor se transformando em um gelo. A música morreu dentro de mim, e em seu lugar, nasceu um único e sombrio acorde. Vingança.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10