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Amor e Ódio na Canção

Capítulo 4 

Palavras: 726    |    Lançado em: 04/07/2025

isse nada, apenas se sentou ao meu lado, o chão duro e frio nã

falou, a voz t

do nela. A ambição como um câncer. E eu não fiz na

la. "Não vá embora. Esta família, o

i seria viver para sempre

ão, com convites para turnês internacionais. Eu desisti de tudo. Desisti da minha carreira para apoiá-la, para que ela pudesse construir a dela. Eu investi meu dinheiro, meu tempo, meu talen

isse, a voz rouca. "Não há

nha guitarra, algumas roupas, os poucos vestígios de C

ca pulsava de dentro, tão alta que fazia as paredes vibrarem.

que vi queimou e

dançava em cima da mesa de centro, suado e eufórico. Sofia estava jogada no

ela sala e parou.

de balé de Clara. As que ela usou em sua última dança. Heitor peg

elinha! Que nos deu asas

ando a cena a mais

a última e mais sagrad

com minhas próprias mãos. Mas a imagem de Clara, seu sorriso doce, me veio à

na porta. Seu sorriso

uel! Pega sua guitarra. Toque um fado bem chor

u ainda

ra nós! Toque a trilha

me humilhar

ri. Meus dedos tremiam ao tocar as cordas. Eu olhei para eles, para a zo

eu comece

quando ela nasceu. Uma melodia simples, pura, cheia de amor. Cada nota era um

ica, silenciando as risadas. Por um momento, a pure

em desconforto, depois em raiva. A minha dor, traduzida

, jogando uma almofada em mim.

os olhos fechados, tocando apenas p

jo e saí daquela casa para sempre, sem olhar para trás. A humilhação que eles tentaram me im

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Amor e Ódio na Canção
Amor e Ódio na Canção
“Minha guitarra portuguesa chorava, um lamento que mal escondia a dor: minha filha Clara estava ardendo em febre, lá em cima. Mas o furacão Sofia, minha esposa e produtora musical, chegou com Heitor, o cantor sertanejo, para arrancar Clara da cama, ignorando meu apelo: "Ela precisa de médico!" Eles tinham um show, e Clara, a bailarina prodigiosa, era a peça que faltava para a fama. Sofia riu da minha súplica, do meu ajoelhar, me oferecendo para desaparecer, para tocar de graça, só para deixar nossa filha descansar. Ela me empurrou: "Levante-se, Miguel. Você é patético. Música de velho, perdedor. O futuro é o Heitor." Assistir deitado no chão enquanto ela arrastava Clara, que me olhava com olhos assustados, foi minha ruína. Naquela noite, a imagem de Clara dançando, débil e tropeçando, projetada no telão, foi a "emoção" que o público aplaudiu. Até que ela caiu. E não se levantou mais. No hospital, o médico confirmou: infecção grave, exaustão. E a enfermeira revelou o horror: Sofia sabia que Clara estava doente. E pior, a drogou com estimulantes. Não foi negligência. Foi assassinato. Eles capitalizaram a morte da nossa filha. Então, um advogado me ligou, dizendo que eu estava proibido de ir ao funeral. Proibido de me despedir da minha própria filha. Fiquei lá, paralisado, a dor se transformando em um gelo. A música morreu dentro de mim, e em seu lugar, nasceu um único e sombrio acorde. Vingança.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10