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Amor e Ódio na Canção

Capítulo 3 

Palavras: 648    |    Lançado em: 04/07/2025

ular, perfeitamente maquiado, emoldurado por cabelos que pareciam ter acabado de sair

minha avó me ameaçando? Você coloc

e, irritada. Nenhuma som

inha voz baixa e controlada. "A enfermeira me contou. Sobre

seu rosto. Mas desapareceu tão rápido quanto

o uma verdadeira artista. Sua morte teve um propósito, um significado! Ela se torno

ei sem palavras. Ela realmente acreditava na própria mentira.

monstro," e

ia

o no passado com essa sua música triste e ultrapassada. Você nunca entend

uma garrafa de champanhe na mão. Ele beijo

entende nossa arte. Ele não entende a nossa p

eio de adoração. Ela se virou de vol

e as de Clara. E eu não quero você na minha casa quando eles ch

terminou a

s ainda em meus ouvidos. A casa era dela. As coisas eram de

rta. Eles não disseram uma palavra. Apenas entraram e começaram a empaco

ei impe

em nas coi

mpotente. Ouvi-os no andar de cima, abrindo gavetas, jogando roupas, br

apagando a ex

chão. Ele me entregou um papel. Era uma ordem de restriç

berta. A casa parecia enorme e

evastado. O guarda-roupa aberto e vazio. A cam

ue houvesse um pingo de humanidade em Sofia, morreu. Ela não tinha apenas matado noss

me deitei no chão frio do quarto vazio de Clara e, pela primeira vez, desejei estar morto tamb

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Amor e Ódio na Canção
Amor e Ódio na Canção
“Minha guitarra portuguesa chorava, um lamento que mal escondia a dor: minha filha Clara estava ardendo em febre, lá em cima. Mas o furacão Sofia, minha esposa e produtora musical, chegou com Heitor, o cantor sertanejo, para arrancar Clara da cama, ignorando meu apelo: "Ela precisa de médico!" Eles tinham um show, e Clara, a bailarina prodigiosa, era a peça que faltava para a fama. Sofia riu da minha súplica, do meu ajoelhar, me oferecendo para desaparecer, para tocar de graça, só para deixar nossa filha descansar. Ela me empurrou: "Levante-se, Miguel. Você é patético. Música de velho, perdedor. O futuro é o Heitor." Assistir deitado no chão enquanto ela arrastava Clara, que me olhava com olhos assustados, foi minha ruína. Naquela noite, a imagem de Clara dançando, débil e tropeçando, projetada no telão, foi a "emoção" que o público aplaudiu. Até que ela caiu. E não se levantou mais. No hospital, o médico confirmou: infecção grave, exaustão. E a enfermeira revelou o horror: Sofia sabia que Clara estava doente. E pior, a drogou com estimulantes. Não foi negligência. Foi assassinato. Eles capitalizaram a morte da nossa filha. Então, um advogado me ligou, dizendo que eu estava proibido de ir ao funeral. Proibido de me despedir da minha própria filha. Fiquei lá, paralisado, a dor se transformando em um gelo. A música morreu dentro de mim, e em seu lugar, nasceu um único e sombrio acorde. Vingança.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10