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Amor e Traição em Pães

Capítulo 1 

Palavras: 796    |    Lançado em: 07/07/2025

Como assim

profissional, que antes era música para seus ouvidos, agora parecia u

ito contorcido numa máscara de desesper

imento que deu errado, meu pai me co

harmoso, de família rica, que parecia ter o mundo aos seus pés. Ela

ma. Nós vamos dar um j

um segundo. A confeitaria dela era um sucesso, ela tinha econom

em sua mente. "Vou pegar todo o dinheiro que guardei. A gente pode recomeçar. Abrir a

ou, os olho

a isso por

espondeu, beijando o rosto dele

doces finos, fechou as portas. Luana liquidou o estoque, encerrou co

, um lugar que cheirava a graxa e a comida barata.

uas mãos, antes acostumadas com a delicadeza de um macaron, agora estavam ásperas e doloridas de s

ente tentando resolver seus "negócios falidos" . Luana não reclamava. Ela amassava, assava, limpava o chão, atend

bairro. As pessoas gostavam dela. Em seis meses, a caixa registradora estava sempre cheia no fim do dia

eles. Para quando P

limpando o balcão quando a porta dos fundos, que dava para um b

daria está bombando. A 'padeir

ão. A voz era de Pedro, mas o

teleira de pães, o coração começ

lta o suficiente para ela ouvir. E

ou quanto nessa bri

tou uma g

tudo numa caixa de sapatos. Acha que

ltar. Padeira? Idiot

tava aco

o da Isabela. Você é um gênio, cara. Fazer a confeiteirazinha

tômago de Luana. Isabela era a socialite com

ou, a voz pin

rgulhosa das mãos cheias de calos, cheirando a fermento... Ela realmente acreditou que eu tinh

u no chão

tenho que admitir, o dinheiro que essa

o o barulho de seu mundo se partindo em mil pedaços. Ela ficou

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Amor e Traição em Pães
Amor e Traição em Pães
“"Quebrou? Como assim, Pedro?" Sua voz mal saiu quando Pedro, o homem que eu amava e que parecia ter o mundo aos seus pés, desabou na minha frente. Ele chorava, dizendo que havia perdido tudo em um investimento errado. Eu não hesitei. Fechei minha confeitaria chique, a "Doce Luana" , o sonho da minha vida, e usei todas as minhas economias para abrirmos uma padaria humilde num bairro operário. Minhas mãos, antes delicadas para macarons, viraram puro calo de tanto sovar pão. Eu trabalhava 16 horas por dia. O Pedro dizia que me ajudava, mas estava sempre no celular. Até que, um dia chuvoso, ouvi a risada dele nos fundos da padaria. "Cara, você não acredita. A padaria está bombando. A 'padeira' aqui leva jeito pra coisa." Era o Gustavo, o melhor amigo dele. "E aí? Ela já juntou quanto nessa brincadeira de pobre?" "Quase duzentos mil. A idiota guarda tudo numa caixa de sapatos. Acha que é pra 'nossa padaria dos sonhos' ." Meu mundo desabou. "Padeira" ? "Idiota" ? Eles estavam rindo de mim. "Isso paga a entrada do carro novo da Isabela. Você é um gênio, cara. Fazer a confeiteirazinha de luxo virar padeira de bairro pra bancar sua vida... épico." Isabela, a socialite que ele dizia não ter mais contato. Pedro continuou, a voz pingando desprezo: "Ela realmente acreditou que eu tinha falido. Que eu, Pedro Alcântara, ia acabar meus dias vendendo pão de sal num muquifo desses." "Ela é tão patética. Tão... comum." Eu era a "padeirazinha" , a "idiota" , a "princesinha" que ele usou para financiar a vida dele e o casamento com outra. Meu corpo inteiro tremia de raiva e humilhação. Eu ia confrontá-lo? Chorar? Eu não sabia o que fazer, mas uma coisa era certa: ele não teria o prazer de me ver desmoronar. Peguei o dinheiro da caixa registradora e o resto do meu suor, guardado na caixa de sapatos. Minha antiga vida, meu apartamento, meu sonho, tudo foi destruído por ele. Mas algo acendeu dentro de mim. Aquele Pedro, o homem que eu amava, tinha rasgado meu coração e minha alma. Agora, ele sentiria a força da padeira que ele tanto desprezou.”
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