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Amor e Traição em Pães

Capítulo 3 

Palavras: 719    |    Lançado em: 07/07/2025

uana permaneceu imóvel, escondida atrás da prateleira. Sua mente, antes um turbilhão de d

ab

a lágrimas na frente dele. Ela

segundos, até ouvir a v

r uma saída rápida, res

entrada do carro de Isabela, tal

respiração até ouvir a porta

ela s

a a abriu. Estava cheia com as vendas do dia. Ela pegou tod

cou. Voltou para a loja e trancou a porta d

ncioso. Só se ouvi

e lixou, para os fornos que limpava todos os dias. Tudo comprado

em cada detalhe daquela padaria humild

a simples. Um quarto, uma pequena sala, uma cozinha. Pedro nunca se preocupou em decorar

umada, as roupas dele jogadas numa cadeira. Ajoelho

u a

s com elásticos. O fruto de seis meses de trabalho desumano. Q

imeira vez, não sentiu orgulho. Sent

, seus livros de receita, um porta-retratos com uma foto dela

rsário de namoro. Era uma peça delicada, de prata. Na época, ela achou o gesto lindo.

radas no escuro. "Um dia, Lu, vou te dar

ainha de um castelo de mentiras, cons

s. O dinheiro era pesado. E

encarava de volta parecia uma estranha. Pálida, magra, com

ia de sucesso, tinha desaparecido.

ruel de todas. Ela não tinha perdido apenas seu di

iramente "deles" . As poucas coisas de valor eram dele. As coisas simples, do di

cima de uma mentira. Tinha regado com seu

da sua humilhação, ela não tinha nada. Absolutamente nada. Nem mesmo

amor e esperança. Mas no fundo desse buraco, uma pequena cham

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Amor e Traição em Pães
Amor e Traição em Pães
“"Quebrou? Como assim, Pedro?" Sua voz mal saiu quando Pedro, o homem que eu amava e que parecia ter o mundo aos seus pés, desabou na minha frente. Ele chorava, dizendo que havia perdido tudo em um investimento errado. Eu não hesitei. Fechei minha confeitaria chique, a "Doce Luana" , o sonho da minha vida, e usei todas as minhas economias para abrirmos uma padaria humilde num bairro operário. Minhas mãos, antes delicadas para macarons, viraram puro calo de tanto sovar pão. Eu trabalhava 16 horas por dia. O Pedro dizia que me ajudava, mas estava sempre no celular. Até que, um dia chuvoso, ouvi a risada dele nos fundos da padaria. "Cara, você não acredita. A padaria está bombando. A 'padeira' aqui leva jeito pra coisa." Era o Gustavo, o melhor amigo dele. "E aí? Ela já juntou quanto nessa brincadeira de pobre?" "Quase duzentos mil. A idiota guarda tudo numa caixa de sapatos. Acha que é pra 'nossa padaria dos sonhos' ." Meu mundo desabou. "Padeira" ? "Idiota" ? Eles estavam rindo de mim. "Isso paga a entrada do carro novo da Isabela. Você é um gênio, cara. Fazer a confeiteirazinha de luxo virar padeira de bairro pra bancar sua vida... épico." Isabela, a socialite que ele dizia não ter mais contato. Pedro continuou, a voz pingando desprezo: "Ela realmente acreditou que eu tinha falido. Que eu, Pedro Alcântara, ia acabar meus dias vendendo pão de sal num muquifo desses." "Ela é tão patética. Tão... comum." Eu era a "padeirazinha" , a "idiota" , a "princesinha" que ele usou para financiar a vida dele e o casamento com outra. Meu corpo inteiro tremia de raiva e humilhação. Eu ia confrontá-lo? Chorar? Eu não sabia o que fazer, mas uma coisa era certa: ele não teria o prazer de me ver desmoronar. Peguei o dinheiro da caixa registradora e o resto do meu suor, guardado na caixa de sapatos. Minha antiga vida, meu apartamento, meu sonho, tudo foi destruído por ele. Mas algo acendeu dentro de mim. Aquele Pedro, o homem que eu amava, tinha rasgado meu coração e minha alma. Agora, ele sentiria a força da padeira que ele tanto desprezou.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10