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Quando a Morte Revela a Verdade

Capítulo 2 

Palavras: 642    |    Lançado em: 07/07/2025

s amargas. O stresse e a dor emocional desencadearam os sintomas da sua doença. Correu p

a porcelana foi manchado

o a prova da sua mortalidade a ser levada pela água. No

eu olhar a varrer a

igo? Estás mais páli

disparou. Ele não po

u ela, a voz mais calma do que se senti

antes que pudesse questionar mais,

ido! Onde t

anho sem outra palavra. Juliette encostou-se à porta,

convidada, mas como a nova senhora da casa. Ele exibia o seu afeto por ela abertamente, beijando

diferença gélida, uma apatia que parecia perturbar Hugo mais do que q

eno estúdio de música de Juliette, onde ela guardava as suas posses mais pre

ecilia, com um sorriso desdenhoso. "

ette foi baixa, mas carregada d

era mais do que um objeto; era um elo com o seu passado, com a

a mão para a guitarra. "

proteger a herança de Juliette. Ele colocou-se ao lado de Cecilia, um

contrário. Cecilia, sentindo-se encorajada pela su

m um som horrível de madeira

uitarra partida, o seu coração a partir-se com ela. Era como

ilenciosas e incontroláveis. Ela caiu de joelhos, tocando nos des

ette. A sua fachada de indiferença tinha-se desmoronado, e o que rest

rosto. Ele sentiu um impulso estranho de a c

" disse ele, a sua voz mais áspera do que pr

eitadas, apenas aprofundaram a ferida

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Quando a Morte Revela a Verdade
Quando a Morte Revela a Verdade
“Por três anos, a minha vida foi um campo de batalha. Eu, Juliette Lawrence, a cantora de Fado, vivia uma guerra fria com Hugo Gordon, o meu marido. Éramos o casal mais disfuncional de Lisboa, consumidos por um ódio que nos devorava por dentro. Aquele ódio trivializou-se subitamente quando o médico pronunciou as palavras: "cancro no pâncreas, fase terminal." Seis meses. Era tudo o que me restava. Desesperada por paz, liguei a Hugo, a implorar por uma trégua. Mas a sua voz fria, seguida pela risada sarcástica da minha melhor amiga, Cecilia Perez, a convidá-lo para a cama, reduziu a minha esperança a cinzas. Eles estavam juntos. A minha melhor amiga e o meu marido. A traição esmagou-me, um golpe mais forte que a notícia da morte. Hugo, cego de ódio e manipulado por Cecilia desde o início da nossa união – ela editara uma gravação para fazê-lo crer que eu era uma caça-fortunas, levado depois à falência a adega da minha família – recusava-se a ver a verdade. Ele exibiu Cecilia na nossa mansão, humilhou-me publicamente, e até permitiu que ela, por inveja pura, me destruísse a herança mais preciosa: a guitarra da minha avó. Como ele podia ser tão cruel? Como podia acreditar nas mentiras dela, mesmo quando eu me desfazia à sua frente? A injustiça queimava. Não entendia o propósito de tanto sofrimento. Porque é que eu estava a pagar por uma mentira arquitetada pela minha suposta amiga, e porque ele, que outrora me amava, agora me queria destruir? A dor tornou-se física, quando, num ato de desespero e para o silenciar, cortei a minha própria mão. A apatia tomou conta de mim. Foi nesse abismo que tomei uma decisão radical: fazer o procedimento experimental para apagar Hugo Gordon da minha memória. Eu queria viver os meus últimos dias em paz, mesmo que essa paz fosse uma ilusão. Ele não existiria mais para mim. Para esquecer o homem que me causou tanta dor, para apagar essa parte sombria da minha vida e, quem sabe, encontrar um alívio antes do fim.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 9