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Quando a Morte Revela a Verdade

Capítulo 1 

Palavras: 640    |    Lançado em: 07/07/2025

s no casal mais notoriamente disfuncional da alta sociedade de Lisboa. O ódio entre eles

ntudo, a

nas suas mãos, as palavras "cancro do pâncreas, fase terminal" a

inuava a girar, mas

fligiam mutuamente... tudo isso pareceu subitamente trivial, cansat

lemóvel e ligou para Hugo. Talvez, ap

antes de ele atender, a sua voz

ueres, J

a voz firme. "Hugo, podemos conver

Conversar? Sobre o quê? Sobre como és uma estátua de gelo tanto no

udesse responder, ouviu uma voz feminina familiar

stás a falar? Deixa isso p

Perez, a sua

de um golpe físico, tirando-lhe o ar. A

minha espera. Ela sabe como aquecer um homem. Ao contrário de ti, que s

desl

ado a ecoar no silêncio do consultório. A dor da traição era tã

idade. Um romance intenso, apaixonado, que parecia saído de um conto de fadas. Ele, o herd

nveja, editou uma gravação de uma conversa privada. Na gravação manipulada, Juliette p

o interesse inicial pudesse ter sido superficial

ais cruel que conseguiu imaginar: arruinou a adega da família de Juliette, leva

estruição da sua família fizeram-na dizer exata

ício do abism

o. O médico tinha-lhe falado de um tratamento experimental, um procedimento a

es a odiar Hugo. Não queria lembrar-se da

eria e

rme. "Eu quero fazer o procedimento. Qu

paz, mesmo que essa paz fosse uma i

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Quando a Morte Revela a Verdade
Quando a Morte Revela a Verdade
“Por três anos, a minha vida foi um campo de batalha. Eu, Juliette Lawrence, a cantora de Fado, vivia uma guerra fria com Hugo Gordon, o meu marido. Éramos o casal mais disfuncional de Lisboa, consumidos por um ódio que nos devorava por dentro. Aquele ódio trivializou-se subitamente quando o médico pronunciou as palavras: "cancro no pâncreas, fase terminal." Seis meses. Era tudo o que me restava. Desesperada por paz, liguei a Hugo, a implorar por uma trégua. Mas a sua voz fria, seguida pela risada sarcástica da minha melhor amiga, Cecilia Perez, a convidá-lo para a cama, reduziu a minha esperança a cinzas. Eles estavam juntos. A minha melhor amiga e o meu marido. A traição esmagou-me, um golpe mais forte que a notícia da morte. Hugo, cego de ódio e manipulado por Cecilia desde o início da nossa união – ela editara uma gravação para fazê-lo crer que eu era uma caça-fortunas, levado depois à falência a adega da minha família – recusava-se a ver a verdade. Ele exibiu Cecilia na nossa mansão, humilhou-me publicamente, e até permitiu que ela, por inveja pura, me destruísse a herança mais preciosa: a guitarra da minha avó. Como ele podia ser tão cruel? Como podia acreditar nas mentiras dela, mesmo quando eu me desfazia à sua frente? A injustiça queimava. Não entendia o propósito de tanto sofrimento. Porque é que eu estava a pagar por uma mentira arquitetada pela minha suposta amiga, e porque ele, que outrora me amava, agora me queria destruir? A dor tornou-se física, quando, num ato de desespero e para o silenciar, cortei a minha própria mão. A apatia tomou conta de mim. Foi nesse abismo que tomei uma decisão radical: fazer o procedimento experimental para apagar Hugo Gordon da minha memória. Eu queria viver os meus últimos dias em paz, mesmo que essa paz fosse uma ilusão. Ele não existiria mais para mim. Para esquecer o homem que me causou tanta dor, para apagar essa parte sombria da minha vida e, quem sabe, encontrar um alívio antes do fim.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 9