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Quando a Morte Revela a Verdade

Capítulo 4 

Palavras: 626    |    Lançado em: 07/07/2025

ão enfraquecida, foi demais para Juliette. A

zém húmido e escuro, amarrada a uma cadeira. Ao seu lado,

perguntou Juliett

arregalados de medo. Mas havia um brilho nos s

Um deles segurava um telemóvel, com uma chamada de

Temos as tuas duas mulheres. Só

e cruel, uma encenação doentia. E ela sa

a escorrerem-lhe pelo rosto. "Eu amo-te! A Jul

liette. Ele estava a ser testado, e a sua escolha revelaria tudo. Ele queria

lhou para Juliette, esperando uma reação, um apelo.

a apatia, ele tomou a sua de

ívio, um sorriso vitorioso a br

zar," disse um deles, arrastando-a para uma porta a

humilhá-la, e depois libertá-la. Mas os homens que

ram Juliet

a corrido terrivelmente mal. A possibilidade de a pe

ua escura e gelada atrás dela. O seu corpo a afu

l. A primeira coisa que viu foi o ros

eu lado, tinha-lhe enchido a cabeça com mentiras, dizendo que Juliette tinha orquestrad

ado fraca e cansada para discut

da de sangue jorrou da sua boca, manchando os lençóis brancos do hospita

de Hugo foi subs

ette, e a verdade atingiu-a. Isto não era um fingimento. J

r ajuda. Mas depois, um pensamento mais sombrio tomou forma. Se Hugo soubesse a verda

stava. Enquanto Hugo corria para fora do quarto à procura de um mé

voz uma mistura de pânico e determina

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Quando a Morte Revela a Verdade
Quando a Morte Revela a Verdade
“Por três anos, a minha vida foi um campo de batalha. Eu, Juliette Lawrence, a cantora de Fado, vivia uma guerra fria com Hugo Gordon, o meu marido. Éramos o casal mais disfuncional de Lisboa, consumidos por um ódio que nos devorava por dentro. Aquele ódio trivializou-se subitamente quando o médico pronunciou as palavras: "cancro no pâncreas, fase terminal." Seis meses. Era tudo o que me restava. Desesperada por paz, liguei a Hugo, a implorar por uma trégua. Mas a sua voz fria, seguida pela risada sarcástica da minha melhor amiga, Cecilia Perez, a convidá-lo para a cama, reduziu a minha esperança a cinzas. Eles estavam juntos. A minha melhor amiga e o meu marido. A traição esmagou-me, um golpe mais forte que a notícia da morte. Hugo, cego de ódio e manipulado por Cecilia desde o início da nossa união – ela editara uma gravação para fazê-lo crer que eu era uma caça-fortunas, levado depois à falência a adega da minha família – recusava-se a ver a verdade. Ele exibiu Cecilia na nossa mansão, humilhou-me publicamente, e até permitiu que ela, por inveja pura, me destruísse a herança mais preciosa: a guitarra da minha avó. Como ele podia ser tão cruel? Como podia acreditar nas mentiras dela, mesmo quando eu me desfazia à sua frente? A injustiça queimava. Não entendia o propósito de tanto sofrimento. Porque é que eu estava a pagar por uma mentira arquitetada pela minha suposta amiga, e porque ele, que outrora me amava, agora me queria destruir? A dor tornou-se física, quando, num ato de desespero e para o silenciar, cortei a minha própria mão. A apatia tomou conta de mim. Foi nesse abismo que tomei uma decisão radical: fazer o procedimento experimental para apagar Hugo Gordon da minha memória. Eu queria viver os meus últimos dias em paz, mesmo que essa paz fosse uma ilusão. Ele não existiria mais para mim. Para esquecer o homem que me causou tanta dor, para apagar essa parte sombria da minha vida e, quem sabe, encontrar um alívio antes do fim.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 9