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Quando a Morte Revela a Verdade

Capítulo 3 

Palavras: 672    |    Lançado em: 07/07/2025

cos da sua herança nos braços. Ela passou por ele como se

-a até ao quarto dela, vendo-a colocar os restos da guitarra cuidadosamente sobre a cama. O

ele perguntou, e

tte parou. Eram os

peu, vinda da porta. Ela entrou, salvando Juliette sem o s

Cecilia para fora do quarto, deixand

te no jardim. O sol de Lisboa brilhav

deios. "O teu talento, a atenção que recebeste, a forma

a traição a assentar finalmente. "E

. "Eu só dei um empurrão. Fui eu que editei a gravação, Juliette. Fui

definitiva. Cecilia sorriu, um sor

tirar-te tud

ancinho de jardim e arranhou o próprio braço, fundo

Juliette está a

cara de fúria ao ver o braço ensanguentado de

fizeste?" rugiu e

ela, mas sabia que era inút

u estou contigo!" choramingou

e sentiu algo dentro dela a quebrar para sempre. Ela estava cansada de lutar, ca

ertar, ela disse as palavras

a, a voz fria e vazia. "Mas não tanto como eu te odeio

mesma dor que ele sentiu no dia do casamento, e vê-l

a voz a tremer de raiva contida.

ia triunfante por trás do ombro de Hugo. Ajoelhar-se?

ã

o brilhava ao sol. Sem hesitar, ela baixou-se, pegou no caco e, com

la olhou diretamente para Hugo, o seu olhar desafiador, a

ra?" perguntou ela, a

seu triunfo vacilou. Ele queria uma reação, queria ciúmes, raiva,

bado, e pela primeira vez

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Quando a Morte Revela a Verdade
Quando a Morte Revela a Verdade
“Por três anos, a minha vida foi um campo de batalha. Eu, Juliette Lawrence, a cantora de Fado, vivia uma guerra fria com Hugo Gordon, o meu marido. Éramos o casal mais disfuncional de Lisboa, consumidos por um ódio que nos devorava por dentro. Aquele ódio trivializou-se subitamente quando o médico pronunciou as palavras: "cancro no pâncreas, fase terminal." Seis meses. Era tudo o que me restava. Desesperada por paz, liguei a Hugo, a implorar por uma trégua. Mas a sua voz fria, seguida pela risada sarcástica da minha melhor amiga, Cecilia Perez, a convidá-lo para a cama, reduziu a minha esperança a cinzas. Eles estavam juntos. A minha melhor amiga e o meu marido. A traição esmagou-me, um golpe mais forte que a notícia da morte. Hugo, cego de ódio e manipulado por Cecilia desde o início da nossa união – ela editara uma gravação para fazê-lo crer que eu era uma caça-fortunas, levado depois à falência a adega da minha família – recusava-se a ver a verdade. Ele exibiu Cecilia na nossa mansão, humilhou-me publicamente, e até permitiu que ela, por inveja pura, me destruísse a herança mais preciosa: a guitarra da minha avó. Como ele podia ser tão cruel? Como podia acreditar nas mentiras dela, mesmo quando eu me desfazia à sua frente? A injustiça queimava. Não entendia o propósito de tanto sofrimento. Porque é que eu estava a pagar por uma mentira arquitetada pela minha suposta amiga, e porque ele, que outrora me amava, agora me queria destruir? A dor tornou-se física, quando, num ato de desespero e para o silenciar, cortei a minha própria mão. A apatia tomou conta de mim. Foi nesse abismo que tomei uma decisão radical: fazer o procedimento experimental para apagar Hugo Gordon da minha memória. Eu queria viver os meus últimos dias em paz, mesmo que essa paz fosse uma ilusão. Ele não existiria mais para mim. Para esquecer o homem que me causou tanta dor, para apagar essa parte sombria da minha vida e, quem sabe, encontrar um alívio antes do fim.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 9