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A Vida Paralela Dele

Capítulo 1 

Palavras: 817    |    Lançado em: 07/07/2025

indicava uma casa de classe média, com um pequeno jardim na frente. A paciente, uma tal de Sofia, tinha ligado mais cedo, desesperada, dizendo que

emana, e ela parecia genuinamente aflita, senti pena e concordei e

Ele estava em um voo longo, segundo me disse, para a Ásia. Uma viagem de cinco dias. A casa era exatamente como eu im

cia frágil, com uma barriga proeminente

obrigada por vir. Eu e

, vamos ver o qu

ecia melhor do que o meu próprio. Era Ricardo. Meu marido. Em todas as fotos, ele sorria, abraçando Sofia, segurando a menina no colo, co

coisa, doutora?

eguia responder. Minha garganta travou. Olhei para uma foto na estante: Ricardo, a menina e Sofia na praia, c

desceu as escadas correndo. Ela tinha os olhos de

o papai

, vindo do quintal, com um saco de carvão nas mãos, vestindo uma camiseta velha e bermudas. Ele estava com a barba por f

preto pelo chão limpo da cozinha. Seu rosto perdeu toda a cor.

. o que você es

eu e abraçou

mamãe disse que a gente

edes do meu crânio. Sofia olhou de Ricardo para mim, a confusã

nhecem?", ela pergunt

depois se escondeu atrás da perna de Ric

ê falou? A que não te deix

i de todas as vezes que ele disse que me amava antes de uma "viagem longa". Lembrei-me da nossa conversa na semana passada, quando eu sugeri que tentássemos ter um fil

ardo, para a barriga de grávida de Sofia, para a menina que o chamava de pai. Eram anos de me

óprios pés, e corri para fora daquela casa. Corri sem olhar para trás, fugindo da cena de uma vida que não era minha, mas que destruiu a minha completa

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A Vida Paralela Dele
A Vida Paralela Dele
“O cheiro de desinfetante ainda estava em mim quando cheguei para uma visita domiciliar. Recebi uma paciente desesperada, dizendo que sua filha estava mal e ela não podia sair de casa devido a uma gravidez de risco. Mal sabia eu que a casa daquela mulher guardava um segredo que explodiria minha vida em pedaços. Ao entrar, vi fotos de família: uma mulher, uma menina e... ele. Ricardo. Meu marido. Fotos dele sorrindo, abraçando aquela mulher, segurando a menina no colo. Meu coração afundou, sufocado por uma verdade que eu não queria enxergar. E então a menina correu, os mesmos olhos castanhos dele. "Mamãe, o papai chegou!" A voz infantil soou como um trovão. Olhei para a porta dos fundos e lá estava ele, Ricardo, meu marido, vindo do quintal com um saco de carvão, com a barba por fazer, com um ar caseiro que eu nunca via. Ele não estava na Ásia. Ele estava ali. O saco de carvão caiu de suas mãos. Seu rosto empalideceu. "Maria? O que... o que você está fazendo aqui?" A menina apontou para mim: "Papai, é a tia má que você falou?" Eu era a vilã. A dor era física. Ele me viu ali, testemunha de sua farsa. Tudo o que construímos era uma mentira. Percebi que não era apenas um caso, era uma vida paralela, uma família inteira, enquanto eu vivia na cegueira, bancando sua farsa. A raiva me deu força. Não havia mais volta. Eu, que era médica e curava, agora precisava curar a mim mesma, ou destruir o que me destruía. Essa guerra estava apenas começando.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10