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A Vida Paralela Dele

Capítulo 2 

Palavras: 737    |    Lançado em: 07/07/2025

a esquina, trazia a imagem daquela cena de volta: Ricardo, com a camiseta suja de carvão, a meni

o parecia uma mentira. O porta-retrato na mesinha de centro, com uma foto nossa do casamento, sorrindo como dois idiotas. A can

e eu não sabia que possuía. E então eu encontrei. Uma pequena pasta azul. Dentro, não havia passaportes ou vistos. Havia uma certidão de nasc

as da esposa. Vasculhei mais fundo e achei um recibo de uma joalheria. Um anel de noivado. Comprado há seis anos, um ano ant

guei a primeira coisa que vi, um vaso de c

da sua avó!", eu g

ncioso. Eu caí de joelhos no chão, no meio dos cacos, e chorei. Chorei por minha ingenuidade, por cada "eu te amo" que acredite

om a mesma roupa, o rosto pálido e os olhos arregalados de quem foi pego. Ele viu os cacos de vidro,

o explicar. Não é o qu

molhado de lágrimas, mas

u rouca, quase um sussurro. "Eu vi, Ricardo. Eu

mãos levantadas, como se estivesse

r isso, você va

ntei-me, trêmula, e apontei para a pasta azul jogada na cama. "Você a registrou,

rou. Ele não tinha mais como negar. Ele apenas ficou lá, parado, o

carregada de um veneno que eu não sabia que po

com aqueles olhos que um dia eu am

! Enquanto isso, você já tinha uma! Você me usou! Usou me

por fa

Você não tem esse

i o marido que eu amava. Vi um estranho. Um mentiroso. Um monstro. E naquele momento, em meio aos

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A Vida Paralela Dele
A Vida Paralela Dele
“O cheiro de desinfetante ainda estava em mim quando cheguei para uma visita domiciliar. Recebi uma paciente desesperada, dizendo que sua filha estava mal e ela não podia sair de casa devido a uma gravidez de risco. Mal sabia eu que a casa daquela mulher guardava um segredo que explodiria minha vida em pedaços. Ao entrar, vi fotos de família: uma mulher, uma menina e... ele. Ricardo. Meu marido. Fotos dele sorrindo, abraçando aquela mulher, segurando a menina no colo. Meu coração afundou, sufocado por uma verdade que eu não queria enxergar. E então a menina correu, os mesmos olhos castanhos dele. "Mamãe, o papai chegou!" A voz infantil soou como um trovão. Olhei para a porta dos fundos e lá estava ele, Ricardo, meu marido, vindo do quintal com um saco de carvão, com a barba por fazer, com um ar caseiro que eu nunca via. Ele não estava na Ásia. Ele estava ali. O saco de carvão caiu de suas mãos. Seu rosto empalideceu. "Maria? O que... o que você está fazendo aqui?" A menina apontou para mim: "Papai, é a tia má que você falou?" Eu era a vilã. A dor era física. Ele me viu ali, testemunha de sua farsa. Tudo o que construímos era uma mentira. Percebi que não era apenas um caso, era uma vida paralela, uma família inteira, enquanto eu vivia na cegueira, bancando sua farsa. A raiva me deu força. Não havia mais volta. Eu, que era médica e curava, agora precisava curar a mim mesma, ou destruir o que me destruía. Essa guerra estava apenas começando.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10