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A Vida Paralela Dele

Capítulo 3 

Palavras: 681    |    Lançado em: 07/07/2025

, mas as palavras que saíram de sua b

m momento difícil da minha vida. Eu achei que ela estava gr

dos meus lábios. "Você chama isso de cavalheirismo?

uro! Eu só estava espe

o segundo filho nascesse? Ou talvez no aniversário

heria de cima da cama e

de me conhecer! Você ia casar com ela! O que aconteceu? Ela t

r em apuros" era uma farsa. A cronologia não batia. A filha deles tinha cinco anos. Nós estávamos ca

la voltou pra mim depois que a gente já estava junto. Ela disse que a filha era

is. Cada palavra era uma pá de terr

comigo! Com a sua esposa! Você deitou na nossa cama todas as noites sabendo que tinha outra famíl

le caiu de joelhos na minha frente. Agarrou minhas

. É você que eu amo. A Sofia foi um erro, um peso

revirou. O grande piloto, o homem charmoso e confiante, ajoe

ocê não está em um filme

nas com força, m

dica com um bom emprego que te dava estabilidade, enquanto a outra era a 'família de verdad

espero em seu rosto da

ue eu faça? Eu err

iu. Você me transformou em um 'step'. Eu fui o seu 'plano B' que deu certo, o 'tapa-buraco' de luxo. Você me fez de quem assume o fardo alheio, co

o que significava. Em uma de suas viagens, ele me contou sobre esse termo,

e assim,

eu ajudei a pagar enquanto você sustentava sua outra famí

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A Vida Paralela Dele
A Vida Paralela Dele
“O cheiro de desinfetante ainda estava em mim quando cheguei para uma visita domiciliar. Recebi uma paciente desesperada, dizendo que sua filha estava mal e ela não podia sair de casa devido a uma gravidez de risco. Mal sabia eu que a casa daquela mulher guardava um segredo que explodiria minha vida em pedaços. Ao entrar, vi fotos de família: uma mulher, uma menina e... ele. Ricardo. Meu marido. Fotos dele sorrindo, abraçando aquela mulher, segurando a menina no colo. Meu coração afundou, sufocado por uma verdade que eu não queria enxergar. E então a menina correu, os mesmos olhos castanhos dele. "Mamãe, o papai chegou!" A voz infantil soou como um trovão. Olhei para a porta dos fundos e lá estava ele, Ricardo, meu marido, vindo do quintal com um saco de carvão, com a barba por fazer, com um ar caseiro que eu nunca via. Ele não estava na Ásia. Ele estava ali. O saco de carvão caiu de suas mãos. Seu rosto empalideceu. "Maria? O que... o que você está fazendo aqui?" A menina apontou para mim: "Papai, é a tia má que você falou?" Eu era a vilã. A dor era física. Ele me viu ali, testemunha de sua farsa. Tudo o que construímos era uma mentira. Percebi que não era apenas um caso, era uma vida paralela, uma família inteira, enquanto eu vivia na cegueira, bancando sua farsa. A raiva me deu força. Não havia mais volta. Eu, que era médica e curava, agora precisava curar a mim mesma, ou destruir o que me destruía. Essa guerra estava apenas começando.”
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