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A Vida Paralela Dele

Capítulo 4 

Palavras: 677    |    Lançado em: 07/07/2025

por baixo. Ele se levantou, limpando a poeira imaginária dos joelhos, e sua postura mudou

ssim que eu queria, mas já que estam

Dar um jeito? Que jeito, R

esperando também é meu. Eles são meus filhos. E você é minha esposa. Nós podemos trazê-los para cá. Ou arr

penas confessando. Ele estava me propondo a aceitar seus filhos bastardo

os da sua amante? Você acha que eu vou dividir meu teto, minha vida, com a prova viva d

o. "Eu estou tentando consertar as coisas! Estou tent

o a verdade há seis anos! Seria não ter se casado c

u rosto estava a centímetro

trabalho! Está sempre cansada, sempre ocupad

s na quina da cômoda. A dor aguda me fez ofegar. Foi a primeira vez que ele encostou um dedo em mim

", sussurrei, mais par

lta à realidade por um segundo. Ele olhou pa

va voltou. "Você me provocou! Você não entende a situação.

Ela foi cúmplice da sua mentira por todos esses

o, andando de um lado para o

pa de nada. O bebê que vai nascer também não. E

emocional. Usar crianças inocen

nhas costas me lembrando exatamente com quem eu estava lidando. "Eles já têm uma família. Com voc

ou no ar, pesa

estar falando sério. Depo

sei SOZINHA que eu estou falando sério", e

ele retrucou,

s. Saia.

nha desaparecido para sempre, se é que um dia existiu. No lugar dele, havi

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A Vida Paralela Dele
A Vida Paralela Dele
“O cheiro de desinfetante ainda estava em mim quando cheguei para uma visita domiciliar. Recebi uma paciente desesperada, dizendo que sua filha estava mal e ela não podia sair de casa devido a uma gravidez de risco. Mal sabia eu que a casa daquela mulher guardava um segredo que explodiria minha vida em pedaços. Ao entrar, vi fotos de família: uma mulher, uma menina e... ele. Ricardo. Meu marido. Fotos dele sorrindo, abraçando aquela mulher, segurando a menina no colo. Meu coração afundou, sufocado por uma verdade que eu não queria enxergar. E então a menina correu, os mesmos olhos castanhos dele. "Mamãe, o papai chegou!" A voz infantil soou como um trovão. Olhei para a porta dos fundos e lá estava ele, Ricardo, meu marido, vindo do quintal com um saco de carvão, com a barba por fazer, com um ar caseiro que eu nunca via. Ele não estava na Ásia. Ele estava ali. O saco de carvão caiu de suas mãos. Seu rosto empalideceu. "Maria? O que... o que você está fazendo aqui?" A menina apontou para mim: "Papai, é a tia má que você falou?" Eu era a vilã. A dor era física. Ele me viu ali, testemunha de sua farsa. Tudo o que construímos era uma mentira. Percebi que não era apenas um caso, era uma vida paralela, uma família inteira, enquanto eu vivia na cegueira, bancando sua farsa. A raiva me deu força. Não havia mais volta. Eu, que era médica e curava, agora precisava curar a mim mesma, ou destruir o que me destruía. Essa guerra estava apenas começando.”
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