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O Preço do Desprezo: Um Amor Proibido

Capítulo 1 

Palavras: 937    |    Lançado em: 08/07/2025

r. Maria, que todos na fazenda chamavam de Chica, olhava pela janela, vendo a paisagem seca de Minas Gerais

a de couro, sua única amiga de verdade. Pedro, seu irmão mais velho, saiu gritando, furioso porque o barulho a atrapalhava jogar videogame. Na discussão, ela chutou

o agronegócio, não quis ouvir explicações. Ele só viu o troféu quebrado e

café. Vai aprender a ter responsabilidade

alavras que ouviu

ida por um senhor de cabelos brancos e sorriso gentil. Mestre Zé, um antigo mestre d

ça. Ela é uma Filha do Axé" , ele di

terra, nas rezas antigas, no poder que corria em suas veias e qu

festa de dezoito anos de Pedro. Seu pai a trouxera de volta, dizendo que era hor

egurou sua mão. A mão dele era calejada, mas transmitia um calor q

a apertar seu coração, se você não souber que

em dentro

que você va

xo que a esperava lá dentro. O som da música eletrônica vazava pelas paredes altas. Ela res

palha seca. Ela viu Pedro no centro do salão, cercado por jovens de roupas de marca e sorriso

ar no rosto do irmão algum traço do me

feliz ani

iu baixa, qua

alta, debochada. Seu

u! A caipira resolveu

paz loiro de rosto esnobe

ê tinha dito que ela era... sei lá, norm

e firme, o rosto inexpressivo. Anos com Mestre Zé a ensinaram a cont

cheiro de álcool em

? Você não pertence a este lugar, Maria. Você nunca vai se encaixar. Olh

arganta. A vontade era de virar as costas e ir embora, voltar para o único lug

os aniversários que passou em branco, enquanto as revistas de fofoca mostravam as festas

no bolso e sentiu o amuleto de couro. A dúvida a consumia. Valia a pena es

to. Dentro, um pequeno pedaço de papel dobrado. Com os dedos trêmulos, ela o ab

ver, g

osta não era sobre ficar ou ir embora. A resposta era sobre ser qu

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O Preço do Desprezo: Um Amor Proibido
O Preço do Desprezo: Um Amor Proibido
“A picape velha sacudia, levantando poeira vermelha. Maria, ou melhor, Chica, contava dez anos longe do asfalto da capital. Dez anos desde que seu pai a mandou para a fazenda, aos oito. A lembrança era um corte: ela, chutando sem querer a bola na sala de troféus. Quebrando a taça de ouro de hipismo de Pedro, seu irmão. O choro estridente dele, a fúria do pai. "Vai aprender responsabilidade longe daqui", disse ele. Foram as últimas palavras dele por uma década. Naquele dia, ela estava de volta. A festa de 18 anos de Pedro. O casarão imponente e o cheiro de perfume caro a sufocavam. Mestre Zé, seu protetor e mentor, segurou sua mão antes de ela descer. Ele colocou um amuleto de couro em sua palma. "Se a dúvida apertar, abra. Mas só nesse momento." Ela guardou a peça, vestindo seu simples vestido. Assim que entrou, os olhares perfuraram-na. Pedro a viu, e seu sorriso morreu. "Olha só quem apareceu! A caipira!", ele zombou. Seus amigos riram, medindo-a com desdém. A humilhação era pública, mas Mestre Zé a ensinou a não ceder. Pedro se aproximou, o hálito marcado pelo álcool. "Você não pertence a este lugar, Maria. Volta pro seu buraco." As palavras feriam, mas ela não abaixaria a cabeça. Com os olhos de todos sobre ela, ela pegou o amuleto. Dentro, um papel dobrado. Ela abriu, os dedos tremendo. Quatro palavras na caligrafia de Mestre Zé: "Manda ver, garota!" Um sorriso brotou em seus lábios. A dúvida sumiu. Ela era uma Filha do Axé, e Filhas do Axé não se curvam.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10