icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

Amor e Ódio na Tempestade

Capítulo 1 

Palavras: 898    |    Lançado em: 08/07/2025

o de fumaça e o chei

que vi foi o rosto de Ana, minha filha adotiva, contorcido por

comecei o

ço de fogo para levar todos comigo. Ana

juntos na casa qu

lho para o calendário na parede. É o dia em que a temperatura despencou, o dia

ren

erida aberta na minha alma. Lembro-me d

meu quarto, com os olhos ch

no interior, a casa deles não tem aquecimento. Com

uma piedade filial que agor

e encheu de compaixão por aquela menina que criei como se fos

erigoso pegar a estrada com o tempo assim. Por que não trazem

decisão da

meçar a cair sem parar. A cidade parou. As estradas foram bloque

evasca não parou. Os dias se transformaram em semana

adeira natureza d

três pessoas. Escondiam comida nos bolsos, nos quartos. Reclamavam que as po

aziguar a situação, mas ele não conseguia ver a maldade nos

ta de sopa acabou,

, agarrou-me pelos cabelos. "Acabou a comida

nos, começou a chorar, assustad

e a boca, sua pirralha! Você

caminhou até a janela do segundo andar, abriu-a com um moviment

ha garganta, um som

"Seu marido vai sair e encontrar comida para nós. Se

e de neve, sem roupas adequadas, se

aqueles monstros e com a filha que eu criei

me arrastou

, com a voz fria como o gelo lá fora. "Pelo men

ancou

formou em ódio. Um ódio tão puro e intenso que me deu forças.

rer, levaria

atendo na porta, implorando. Mas tudo que eu via era o rosto de Sofia

cordei. Aq

que tudo

tiram do meu transe. A

dei de aniversário. Seu rosto tem a mesma expressã

po? A temperatura vai cair muito. E

calafrio percorre minha espinha. Mas

a vez desde que acordei. Não vejo a minha filha. Vejo

a nos meus lábios. Eu s

etir. Desta vez, eu protegerei minha

z soa estranha, mais dura.

Reclame seu bônus no App

Abrir
Amor e Ódio na Tempestade
Amor e Ódio na Tempestade
“A morte tinha o gosto de fumaça e o cheiro de carne queimada. A última coisa que vi foi o sorriso satisfeito de Ana, minha filha adotiva, do outro lado da porta trancada do porão, enquanto minhas chamas consumiam tudo. Fui eu quem começou o incêndio, meu ato final de vingança. Levar todos comigo: Ana, seus pais biológicos gananciosos, e eu, na casa que um dia foi um lar. Morrendo juntos. Mas então, eu renasci. Acordei no dia em que a nevasca apocalíptica começou, o mesmo dia em que tudo deu errado na minha vida anterior. A memória da minha vida passada é uma ferida aberta, cada detalhe terrível. Lembro-me de Ana entrando no meu quarto, com os olhos cheios de uma falsa preocupação, implorando para trazer seus pais biológicos, os Silva, para nossa casa. Eu, a tola Maria, acreditei. Essa foi a pior decisão da minha vida. Eles chegaram, e a princípio, parecia uma grande família feliz. Mas, quando a comida que eu havia estocado começou a diminuir, a verdadeira natureza dos Silva apareceu. Eles comiam como se não houvesse amanhã, escondiam comida e reclamavam de tudo. João, meu gentil marido, tentava apaziguar a situação, mas não via a maldade neles. Quando a última lata de sopa acabou, o inferno começou. O Sr. Silva, com olhos injetados, agarrou-me pelos cabelos, chamando-me de "mulher inútil". Minha pequena Sofia, de cinco anos, chorava. A Sra. Silva a agarrou. "Cale a boca, sua pirralha! Você comeu mais do que todos nós!" E então, o impensável aconteceu. Ela jogou minha filha pela janela, na neve profunda. Um grito rasgou minha garganta. João correu para a janela, mas o Sr. Silva o segurou. "Seu marido vai sair e encontrar comida para nós. Se ele não voltar em duas horas, sua vez será a próxima." Eles o forçaram a sair na tempestade, sem esperança. Ele nunca mais voltou. Fiquei sozinha, catatônica de dor, presa com aqueles monstros e com Ana, que assistiu a tudo sem dizer uma palavra. Foi Ana quem me arrastou para o porão. "Você não serve para mais nada, mãe", disse ela, com a voz fria. Ela trancou a porta. Converti minha dor em ódio, ateando fogo em tudo, com a imagem de Sofia caindo na neve e o silêncio da ausência de João em minha mente. Agora, ela está parada na minha frente, em carne e osso, com a mesma falsa preocupação, pedindo para eu trazer seus pais. "Mãe, você já viu a previsão do tempo? A temperatura vai cair muito. Estou tão preocupada com meus pais..." Um calafrio percorre minha espinha, não de frio, mas de raiva. Eu olho para ela, não vejo minha filha, mas a traidora egoísta. Um sorriso frio se forma em meus lábios. Desta vez, a tragédia não vai se repetir. "Ana", eu digo, minha voz mais dura. "Nós precisamos conversar."”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10