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Amor e Ódio na Tempestade

Capítulo 2 

Palavras: 911    |    Lançado em: 08/07/2025

minha cama macia. O sol da manhã entra pela janela, mas não

de um soco. Eu me sento na cama, o coração martelando contra minhas costelas. Olho para m

tura de alívio e dor profunda. Eu tenho u

ficamente. Seu rosto de anjo é a coisa mais preciosa do mundo. Eu a beijo na testa, inalando seu che

está aqui há anos, uma mulher leal e observadora. Na

virou, não é? Parece que vam

ra. Uma d

Ela me dá um beijo no rosto, um

meus pais e levar algumas coisas para eles,

caro, e

u poderia levá-lo? Meus pais estão passando por dificuldades, e se as cois

eu teria ficado chocada, mas teria acabado ceden

a dela. Diamantes. Ela quer diamantes pa

tá-la. Anos depois, quando Ana era adolescente, eles reapareceram, cheios de desculpas e lágrimas de crocodilo. Nós, querendo que Ana conhecesse suas raíze

que não chega aos meus olhos. "É uma óti

sabia que você entenderi

ar toda a minha força de vontade

rápido. "E com essa neve toda, não sei se consigo ir até lá. Mas tenho o

erve, mãe! Eles f

éti

mo Dona Clara a

a uma coisa. É muito importante

ta que comprei em uma viagem. Também pego alguma

digo, "com as peças mais brilh

que estamos fazendo isso? A menina Ana não v

ssada, ela tentou me avisar. "Dona Maria, essa gente não

o escuro. A fome. O desespero. O rosto de

o a dor nos meus olhos, porque sua expr

obrir. Pelo menos não at

m acreditaria. Mas explico que Ana planeja levar os itens para seus

Clara resmunga, confirmando meus pensamentos. "Eles enc

sei disso melhor do

io. A mulher que está aqui agora é uma sobrevivente

ários por uma semana. Pague o dobro. Diga que a casa vai entrar em uma pequena reforma de

om a urgência no meu tom. Ela não entende

ia. O que a se

peça falsa que colocamos ali é um prego no caixão

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Amor e Ódio na Tempestade
Amor e Ódio na Tempestade
“A morte tinha o gosto de fumaça e o cheiro de carne queimada. A última coisa que vi foi o sorriso satisfeito de Ana, minha filha adotiva, do outro lado da porta trancada do porão, enquanto minhas chamas consumiam tudo. Fui eu quem começou o incêndio, meu ato final de vingança. Levar todos comigo: Ana, seus pais biológicos gananciosos, e eu, na casa que um dia foi um lar. Morrendo juntos. Mas então, eu renasci. Acordei no dia em que a nevasca apocalíptica começou, o mesmo dia em que tudo deu errado na minha vida anterior. A memória da minha vida passada é uma ferida aberta, cada detalhe terrível. Lembro-me de Ana entrando no meu quarto, com os olhos cheios de uma falsa preocupação, implorando para trazer seus pais biológicos, os Silva, para nossa casa. Eu, a tola Maria, acreditei. Essa foi a pior decisão da minha vida. Eles chegaram, e a princípio, parecia uma grande família feliz. Mas, quando a comida que eu havia estocado começou a diminuir, a verdadeira natureza dos Silva apareceu. Eles comiam como se não houvesse amanhã, escondiam comida e reclamavam de tudo. João, meu gentil marido, tentava apaziguar a situação, mas não via a maldade neles. Quando a última lata de sopa acabou, o inferno começou. O Sr. Silva, com olhos injetados, agarrou-me pelos cabelos, chamando-me de "mulher inútil". Minha pequena Sofia, de cinco anos, chorava. A Sra. Silva a agarrou. "Cale a boca, sua pirralha! Você comeu mais do que todos nós!" E então, o impensável aconteceu. Ela jogou minha filha pela janela, na neve profunda. Um grito rasgou minha garganta. João correu para a janela, mas o Sr. Silva o segurou. "Seu marido vai sair e encontrar comida para nós. Se ele não voltar em duas horas, sua vez será a próxima." Eles o forçaram a sair na tempestade, sem esperança. Ele nunca mais voltou. Fiquei sozinha, catatônica de dor, presa com aqueles monstros e com Ana, que assistiu a tudo sem dizer uma palavra. Foi Ana quem me arrastou para o porão. "Você não serve para mais nada, mãe", disse ela, com a voz fria. Ela trancou a porta. Converti minha dor em ódio, ateando fogo em tudo, com a imagem de Sofia caindo na neve e o silêncio da ausência de João em minha mente. Agora, ela está parada na minha frente, em carne e osso, com a mesma falsa preocupação, pedindo para eu trazer seus pais. "Mãe, você já viu a previsão do tempo? A temperatura vai cair muito. Estou tão preocupada com meus pais..." Um calafrio percorre minha espinha, não de frio, mas de raiva. Eu olho para ela, não vejo minha filha, mas a traidora egoísta. Um sorriso frio se forma em meus lábios. Desta vez, a tragédia não vai se repetir. "Ana", eu digo, minha voz mais dura. "Nós precisamos conversar."”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10