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Adeus, Casamento de Aparências

Capítulo 4 

Palavras: 794    |    Lançado em: 08/07/2025

ltei para

de cresci. Era um lugar pequeno, simples, que eu mantive em segredo todos esses anos,

, meu plano de

de dificuldades, agora parecia um palácio de paz. O cheiro de mofo e poe

mi por doze horas seguidas,

da. Uma amiga da minha única amiga, Ana

tudo que ele construiu durante o cas

eiro me parecia estranha,

iça. É pelo reconhecimento dos ano

processo de divó

mana de silêncio. Marcos não

feira à noite, meu c

i, mas

a voz era controlada, mas eu

interessa

está com febre alta e não

gelou. Léo

? Vocês o levar

você. Ele precisa da mãe. Venha par

doente era meu ponto f

respondi, sem pe

a chamei de lar. As luzes estavam acesas, e havia vários carros caros

a cena que vi

cos estava toda lá: seus pais, tios, primos. E

Ele estava rindo, brinca

ço da poltrona, estava Cami

comercial de margarina. O p

juntos. Uma famíl

ra a i

e levantou. O sor

. Você

stava doente." Minha vo

vicção. "Mas já que você está aqui, j

lha. Uma humil

le demonstrava para Camila. Havia uma distância, uma caut

xa. E então, se virou para Cami

so direcionado a mim, e se levan

sulto. Meu próprio filho me trocand

suco e, ao passar

lvez você devesse voltar para o seu psiquiatra. Su

tempo começou a borbulhar. A calma fria q

Camila. Olhei dire

sso filho para me traze

não

cê visse o que est

um riso

não estou perdendo nada

mila, que me olhava com

mais fale do meu filho ou da minha saúde mental. Voc

a vez, ela viu algo em meus olhos que não

e do meu filho. Fique

ara ir embora. Mas Ma

vai a lug

nha acabado

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Adeus, Casamento de Aparências
Adeus, Casamento de Aparências
“Hoje era nosso oitavo aniversário de casamento, e Marcos me deu um broche de camélia barato. "A camélia combina com você, Luana" , disse ele, com um sorriso sem calor, me chamando de "simples e discreta" . Eu via o broche sem graça na minha mão e o luxo da nossa mansão; o contraste era cômico. Naquele exato momento, decidi que era hora de acabar com tudo: "Marcos, precisamos conversar." A impaciência tomou conta do rosto dele, revelando o desprezo habitual. Então, a porta se abriu, e Camila, a irmã dele, entrou, lançando veneno com um sorriso falso. Ela sussurrou que eu tinha "mãos ásperas como as de uma faxineira" , e Marcos me ignorou, como sempre. A raiva subiu pela minha garganta, um gosto amargo e familiar, e eu disse as palavras que ecoavam no meu coração: "Eu quero o divórcio." Camila fingiu surpresa, mas Marcos apenas riu debochado, tirou um cartão de crédito e jogou na mesa. "Compre o que você quiser. Mas pare com esse drama, ok? Estou cansado." Ele tentou me comprar de novo, mas o dinheiro dele não me compraria mais. Eu recusei, mas ele zombou da minha origem humilde, dizendo que eu não duraria uma semana fora daquele "bairro imundo" . Meu filho, Léo, de cinco anos, desceu as escadas e, em vez de vir para mim, correu para os braços de Camila. Marcos disse, com um sorriso cruel: "Até o Léo sabe quem cuida bem dele. Camila é mais mãe para ele do que você jamais foi." Aquelas palavras foram a gota d' água da dor que eu vinha engolindo há anos. Com uma calma assustadora, eu olhei para ele e revelei a verdade mais dolorosa: "Eu não fui uma boa mãe para ele, porque nem tive a chance de segurá-lo. Eu o perdi no chão frio do banheiro desta casa luxuosa. Sozinha." O sorriso de Marcos congelou, o ar ficou irrespirável, e eu chorei a dor do nosso filho perdido, que enterrei sozinha, longe dos olhos dele e de todos. Naquele hospital, onde ele me culpou pela nossa perda, ele escolheu a irmã, me abandonando novamente, mas a dor se transformou em alívio. Senti a certeza de que minha decisão era a certa.”
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