Qin Wei
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Livros e Histórias de Qin Wei
Quando o Amor Vira Fogo
Fantasia A dor aguda no meu ventre foi um lembrete cruel do inferno que eu já havia vivido uma vez.
Abri os olhos para o quarto que dividia com Pedro, sentindo o pânico subir com as memórias: a festa, o anúncio, a dor do parto, o porão, o sangue, um filho chorando e o outro em silêncio.
Eu tinha morrido, mas agora, minha barriga grande e pesada provava o impossível: meus dois filhos ainda estavam aqui, e eu tinha voltado.
Voltei para o dia exato do baile de gala, o mesmo dia em que meu mundo desabou.
A voz de Pedro, vinda do banheiro, a voz que eu amei e que me condenou, perguntou: "Joana? Você está bem, meu amor?".
Forçando um sorriso, menti sobre estar ótima, enquanto ele beijava minha barriga, falando dos "herdeiros" ansiosos pela festa.
Ele não sabia que, nesta vida, eu já entendia. Ele era infértil, e essa obsessão por um herdeiro mascarava uma teia de mentiras e traições.
Testei as águas, mencionando a surpresa que seria anunciar os gêmeos, e vi um flash sombrio em seus olhos antes que ele recompusesse o sorriso.
Ele mentia. Patrícia, a influenciadora e sua amante, já esperava o "primeiro filho" dele, resultado de um esquema com mães de aluguel.
Eu não seria mais a vítima ingênua que foi arrastada para o inferno sem lutar.
Eu iria àquele baile, não como a esposa amorosa, mas como uma guerreira.
Lembrei-me do frio do cimento do porão, da solidão do parto, do primeiro filho forte e da minha menina, tão frágil, que nasceu em silêncio.
Segurei seu corpo frio, chorei até não ter mais lágrimas, enquanto Pedro nunca veio.
Essa memória era meu combustível: a dor, a raiva, a perda.
Desta vez, eu protegeria meus filhos. Custe o que custar.
Escolhi meu vestido com cuidado: não o branco da sonhadora da vida passada, mas um vermelho sangue. A cor da raiva. A cor da guerra.
Quando Pedro me viu, ele ficou sem fôlego.
"Joana... você está... deslumbrante."
"Eu sei," respondi, minha voz cortante.
No salão luxuoso, eu sabia que o show estava prestes a começar.
E desta vez, eu não seria a única a sangrar.
Minha bolsa estourou ali mesmo, na frente de todos, no palco da humilhação de Pedro e Patrícia.
A dor era dilacerante, o pânico me dominava.
"Pedro!" gritei, a voz rasgada. "O bebê... os bebês estão vindo!"
Mas ele, cego pelas mentiras de Patrícia, rugiu: "Seguranças! Tirem essa mulher daqui!".
Fui arrastada para a calçada fria, sob a garoa fina, em trabalho de parto, sozinha, enquanto ele me acusava de farsa.
"Mentira!" ele gritou, "Você fingiu essa gravidez para tentar roubar minha fortuna!".
A humilhação era insuportável.
Ele levantou a mão e me bateu. A dor do tapa somada à traição era pior que as contrações.
"Você não precisa de um médico, você precisa de uma lição," ele disse, antes que eu sentisse a dor da agressão.
Mas o que me atingiu mais foi a terrível clareza: Patrícia o manipulava, e sua história sobre meu pai era uma invenção.
Ele me odiava por uma mentira que ela criou, uma vingança que não fazia sentido.
Presa em um quarto, em agonia, sem ninguém acreditando em mim, ele me ofereceu divórcio em troca de silêncio.
Então, sua mãe, Eleonora, me encontrou. Chocada, ela viu a verdade.
"Pedro, o que você fez?" ela exigiu, "Chame uma ambulância! Agora!".
"Eu não sei que mentiras aquela mulher colocou na sua cabeça, mas isso acaba agora. Você vai sair deste quarto. Eu vou cuidar da sua esposa."
Eleonora tinha um plano de fuga, uma faísca de esperança.
Mas Patrícia, com sua performance digna de Oscar, apareceu, fingindo terror, brandindo uma tesoura contra a própria garganta.
"Pedro, não! Abaixe isso! Eu faço o que você quiser!"
Ele me agarrou, a fúria cega em seus olhos. "Eu vou ligar para o meu contato na polícia federal e mandar prender seu pai por fraude e negligência médica."
"Ele não salvou minha vida, Joana. Ele a arruinou. Ele é a razão pela qual eu não podia ter filhos. Patrícia me contou a verdade."
A mentira era muito mais profunda, mais antiga, mais venenosa.
"É mentira! Meu pai nunca faria isso!"
Me debati, mas um segurança me agarrou. Senti um novo fluxo de sangue.
"Estou sangrando..."
Patrícia mostrou uma falsa mensagem. A dúvida de Pedro se transformou em fúria.
Ele me deu um soco no estômago. O ar foi expulso de mim.
"Levem-na para o porão," Pedro ordenou, "Sem comida, sem água. Até ela aprender a lição."
Enquanto era arrastada, o celular de Pedro tocou. O policial informou: "O carro do Dr. Alencar, seu sogro, foi encontrado em uma ribanceira."
"Lamento, senhor. Ele não resistiu."
Não. Meu pai. Assassinado.
"ASSASSINO!" Gritei para Pedro. "VOCÊ O MATOU! MONSTRO! ASSASSINO!"
Ele não vacilou. A última coisa que vi antes da escuridão do porão foi o sorriso vitorioso de Patrícia.
No hospital, os médicos confirmaram a pior notícia: Joana, morta. E os gêmeos, um vivo, outro morto.
O mundo de Pedro desabou. A lembrança da primeira vida o atingiu.
"MENTIRA!" ele gritou.
Ele se lembrava de tudo. A verdade cruel de Patrícia, a inocência de Joana e de seu pai.
Ele havia cometido os mesmos erros. Ele havia sido o monstro novamente.
A dor e a culpa de Pedro se transformaram em uma fúria gelada.
Ele ligou para o hospital, descobriu que Patrícia nunca tinha trabalhado lá. Eleonora confirmou: "O bebê... não é seu. Ela tem um histórico de se envolver com homens ricos e depois chantageá-los."
A verdade era esmagadora. Ele tinha sido completamente enganado.
Pedro reuniu os seguranças. "Eu quero a verdade. Quem ajudou Patrícia? Quem sabia que a mensagem de Joana era falsa? Quem sabia do meu sogro?"
Os seguranças confessaram, revelando toda a farsa de Patrícia.
Ele sacou a arma e atirou no seu chefe de segurança.
"Ninguém sai desta sala," ele rosnou.
Pedro arrastou Patrícia até o porão, forçando-a a ver Joana e sua filha mortas.
"Olhe para o que você me fez fazer."
Ele a abandonou lá, com os mortos. Pegou seu filho sobrevivente dos braços do médico.
"Eleonora," ele sussurrou, "Leve-o. Dê a ele o nome que Joana teria escolhido. Diga a ele que sua mãe era uma heroína. Nunca diga a ele sobre mim."
Ele entregou o bebê para sua mãe.
Pedro voltou à mansão, jogando Patrícia e o bebê dela de volta ao porão.
"Uma família reunida," ele disse.
Ele ateou fogo à mansão. Os gritos da sala de jantar e do porão foram rapidamente silenciados pelo rugido do incêndio.
A mansão Ferreira, o símbolo de seu império, tornou-se sua pira funerária.
Longe, à beira do bosque, uma mulher observava as chamas iluminarem o céu noturno.
Joana não estava morta.
Eleonora e o médico a resgataram, junto com seu filho sobrevivente.
Ela segurava seu filho e não sentia nada. Apenas um vazio silencioso.
Ela deu as costas para o fogo, para as cinzas de sua vida passada.
Ela não olhou para trás. Ela caminhou em direção ao futuro, uma mãe solitária, com o coração partido, mas finalmente livre. Adeus, Casamento de Aparências
Moderno Hoje era nosso oitavo aniversário de casamento, e Marcos me deu um broche de camélia barato.
"A camélia combina com você, Luana" , disse ele, com um sorriso sem calor, me chamando de "simples e discreta" .
Eu via o broche sem graça na minha mão e o luxo da nossa mansão; o contraste era cômico.
Naquele exato momento, decidi que era hora de acabar com tudo: "Marcos, precisamos conversar."
A impaciência tomou conta do rosto dele, revelando o desprezo habitual.
Então, a porta se abriu, e Camila, a irmã dele, entrou, lançando veneno com um sorriso falso.
Ela sussurrou que eu tinha "mãos ásperas como as de uma faxineira" , e Marcos me ignorou, como sempre.
A raiva subiu pela minha garganta, um gosto amargo e familiar, e eu disse as palavras que ecoavam no meu coração: "Eu quero o divórcio."
Camila fingiu surpresa, mas Marcos apenas riu debochado, tirou um cartão de crédito e jogou na mesa.
"Compre o que você quiser. Mas pare com esse drama, ok? Estou cansado."
Ele tentou me comprar de novo, mas o dinheiro dele não me compraria mais.
Eu recusei, mas ele zombou da minha origem humilde, dizendo que eu não duraria uma semana fora daquele "bairro imundo" .
Meu filho, Léo, de cinco anos, desceu as escadas e, em vez de vir para mim, correu para os braços de Camila.
Marcos disse, com um sorriso cruel: "Até o Léo sabe quem cuida bem dele. Camila é mais mãe para ele do que você jamais foi."
Aquelas palavras foram a gota d' água da dor que eu vinha engolindo há anos.
Com uma calma assustadora, eu olhei para ele e revelei a verdade mais dolorosa: "Eu não fui uma boa mãe para ele, porque nem tive a chance de segurá-lo. Eu o perdi no chão frio do banheiro desta casa luxuosa. Sozinha."
O sorriso de Marcos congelou, o ar ficou irrespirável, e eu chorei a dor do nosso filho perdido, que enterrei sozinha, longe dos olhos dele e de todos.
Naquele hospital, onde ele me culpou pela nossa perda, ele escolheu a irmã, me abandonando novamente, mas a dor se transformou em alívio.
Senti a certeza de que minha decisão era a certa. O Décimo Despertar: Sofia Renasce
Sci-fi Esta era a décima vez que Sofia acordava naquele quarto luxuoso.
A missão flutuava em letras azuis translúcidas: [Reconquistar o amor de Ricardo].
Simples, direto, impossível. Ela já havia morrido nove vezes, cada uma mais brutal que a anterior, orquestrada pelo mesmo homem que supostamente deveria amar.
Ele a empurrou da escada, a deixou congelar, sabotou seus freios, a afogou.
Envenenou-a, a deixou em um incêndio, a entregou a homens cruéis. As mortes se tornaram um borrão de humilhação e agonia, todas justificadas por uma suposta "traição" com Juliana.
Ela se humilhava, pedia perdão por crimes que não cometeu, absorvendo o desprezo dele.
"Você ainda está aqui?" Sua presença me dá nojo."
"Olhe para você. Patética."
O sistema dizia que o amor dele a libertaria, uma lógica doentia que ela seguiu, até que, em sua décima tentativa, o mundo piscou.
Uma falha no sistema a fez ver através dos olhos de Ricardo, revelando sua dor profunda e uma promessa de vingança eterna para alguém que não era ela.
"Eu sinto tanto a sua falta. Eu juro que vou fazê-la pagar. Ela vai sentir tudo o que você sentiu. Vez após vez. Para sempre."
Não era amor, mas ódio, um teatro de vingança.
Ele se lembrava de cada ciclo, cada morte.
A verdade a atingiu com a força de um trem: ela era um brinquedo nas mãos de um louco em luto.
"O que foi? Viu um fantasma?"
Não havia amor para reconquistar, apenas ódio.
Uma raiva fria brotou. A jaula se mostrou, e a única saída não era agradar o carcereiro, mas destruir a jaula.
Ela riu, um som seco. Libertada Para Amar Novamente
Moderno Aqui estou eu, de volta ao fatídico Dia Internacional da Mulher.
A voz melíflua de Beatriz, nossa bolsista, soou ao meu lado: "Duda, meu amor, empresta aqui rapidinho seu celular e seus documentos?"
Na minha vida passada, a ingênua Maria Eduarda teria entregue tudo. Acreditei quando ela disse ter ganhado na loteria e que queria compartilhar a sorte.
O resultado? Uma dívida milionária em meu nome. Meus pais, um engenheiro e uma professora, levaram meses tentando entender e resolver.
Mas o pesadelo não parou aí. Beatriz, com a popularidade comprada, me isolou. Pedro, meu namorado, ficou do lado dela.
Na competição de dança, meu maior sonho, ela me empurrou da escada. Quebrei as duas pernas.
Mesmo assim, fui confrontá-la. Pedro e os outros a defenderam, me acusando de inveja.
No meio da discussão, ela me empurrou para a rua. Um caminhão me atingiu em cheio.
A última coisa que vi foi o sorriso vitorioso no rosto dela.
Agora, vendo aquele mesmo rosto, com a mesma expressão de falsa inocência, um calafrio percorreu minha espinha, mas não era de medo. Era de ódio.
"Duda? Você está bem? Ficou pálida de repente," Beatriz insistiu, estendendo a mão para pegar meu celular. Seus olhos tinham um brilho de ganância que antes eu era cega demais para ver.
Segurei meu celular com força, os dedos brancos.
"Não."
Minha voz saiu fria e firme, cortando o barulho da festa.
Beatriz congelou, a mão no ar.
"O quê?"
"Eu disse não," repeti, olhando diretamente nos olhos dela. "Não vou te emprestar meu celular nem meus documentos."
O sorriso dela vacilou. A confusão deu lugar à irritação.
Mas desta vez, eu não era mais a mesma Maria Eduarda. Eu era a que voltou da morte, e eles iriam pagar por cada segundo do meu inferno. Rainha do Samba Renasce
História O cheiro de fumaça e cinzas, que um dia foi celebração, agora era o fedor da perda de tudo que amei.
Eu, Maria, a Rainha do Samba que salvou o Carnaval, vi o homem que coloquei no trono, João, me cuspir na cara e me chamar de bruxa.
Ele, seduzido pela inveja venenosa de Sofia, não só destruiu minha reputação, mas ordenou a queima de cada fantasia que eu havia criado, o berço do meu filho ainda não nascido, a essência do samba que corria em minhas veias.
Com as cinzas da minha arte e a dor da comunidade no ar, João, cego por sua loucura, ainda arrancou meu coração, matando-me.
Mas ele não matou a Phoenix, ele a despertou.
Enganado por Sofia e traído até pelo próprio irmão, João não sabia que a verdadeira Fênix era meu filho, que em seu último suspiro, me transformou na própria essência do renascimento.
E agora, eu, Maria, renascida das cinzas e da lama, prometo: para cada vida que você tirou, João, para cada sonho que você queimou, o Carnaval cobrará seu preço, uma dança de purificação que fará seu corpo se desintegrar, e sua alma nunca encontrará descanso.
A vingança é um samba que apenas a Phoenix pode dançar. Meu Lar, Uma Farsa
Romance Minha vida estava prestes a virar de cabeça para baixo, mas eu ainda não sabia.
Se alguém me dissesse que no nosso aniversário de casamento, eu encontraria meu marido, Pedro, rindo com a ex-amante dele e nossa filha, Ana, em um jantar de luxo, eu teria rido na cara dessa pessoa.
Mas a verdade é que o castelo de cartas que eu chamava de lar desabou de uma vez.
Pior que a traição sexual ou financeira que eu já suspeitava, foi a crueldade.
Ana, minha filha, que eu criei com tanto amor, revelou com um sorriso zombeteiro o "ingrediente especial" do ensopado que estavam comendo.
Era Fofinho, meu coelhinho de estimação.
Aquele bichinho indefeso, meu único consolo, foi brutalmente assassinado e servido na mesa deles, com a cumplicidade da minha própria filha.
A dor da traição se misturou ao horror mais profundo.
Como eles puderam ser tão monstruosos?
Minha filha, a pessoa por quem eu sacrifiquei tudo, ria da minha dor e ajudava a me destruir.
Em meio ao caos do restaurante, com os olhos vidrados de fúria e o coração em pedaços, eu joguei um copo de água no rosto da amante de Pedro.
E então, com uma voz que eu não reconhecia, mas que era mais firme do que nunca, eu disse:
"Pedro, eu quero o divórcio."
Ele ainda não entendia.
Ele achou que era só por causa do coelho.
Mas era por tudo.
Era a descoberta de que eu vivia com monstros.
E essa noite, o jogo deles mudaria para sempre. A Noiva De Sangue Frio: Vingança Por Leo
Moderno Estava a preparar-me para o dia mais feliz da minha vida, o meu casamento, com o meu noivo Miguel ao meu lado.
Mas a chamada que recebi no salão de beleza destruiu tudo.
O meu irmão mais novo, Leo, que vinha entregar o meu vestido de noiva, morrera num acidente de carro brutal.
O meu mundo desabou, mas Miguel só pensou no vestido e nos convidados: "E o vestido? Os convidados já estão quase a chegar!".
A sua mãe, minha futura sogra, Helena, ligou a ignorar a minha mãe doente no hospital, querendo o quarto dela para outro familiar.
Miguel nem hesitou em ceder.
Quando lhe implorei para cancelar o casamento, ele respondeu: "Estás louca? O nosso casamento é hoje, e vai acontecer!".
A sua indiferença era chocante, a sua frieza incompreensível.
Mas o golpe final veio de uma testemunha, uma mulher chamada Ana: "Ele não teve culpa. Um carro preto cortou-lhe a frente de propósito. Parecia intencional."
Intencional. Olhei para o meu noivo, que me arrastava para a porta, alheio à tragédia.
O carro do Leo.
Aquele que Miguel usava e pedia emprestado constantemente.
Seria possível que o alvo fosse o Miguel, e Leo morrera no seu lugar? Ou, ainda pior, que Leo fora o alvo desde o início?
Naquele exato momento, soube que a minha vingança começava ali.
Não havia casamento. Havia apenas justiça para o meu irmão. A Escolha Fatal: Quando a Prioridade Não Era Eu
Moderno O cheiro a desinfetante no hospital era sufocante.
Eu estava ali, com o braço engessado, depois de um acidente de carro que quase me custou a vida.
Atrás de mim, o meu namorado, Leo, falava ao telemóvel com a mãe, minimizando a minha dor.
"A Ana? Ah, ela só partiu um braço. Não é nada de grave."
A sua voz era leve, vazia de preocupação.
Ele tinha o meu namorado, a pessoa que eu amava, tinha-me deixado presa nos destroços, a sangrar, para socorrer o pai dele, que tinha uma fratura ligeira na perna.
«Mais urgente?», perguntei, a minha voz rouca, sem conseguir conter a incredulidade e a traição.
Ele justificou-se com a maior naturalidade, como se fosse óbvio: "Sim, ele é mais velho. Tu és jovem, recuperas depressa."
Ali, naquele leito de hospital, percebi que nunca seria a sua prioridade.
Nem mesmo quando a minha vida estava em risco.
Foi naquele momento que a minha desilusão se transformou em decisão.
"Leo, vamos terminar", disse, com uma calma que me surpreendeu.
Mas a confusão e a raiva dele foram imediatas, seguidas de uma incessante onda de manipulação vinda dele e da sua família.
Mensagens, chamadas, presentes, e acusações de que eu era egoísta e ingrata.
Eu, a vítima, estava a ser culpada.
«Estás a ser egoísta, Ana. O Leo precisa de ti agora. A nossa família passou por um trauma», dizia a mãe dele, ignorando completamente o meu.
Mas não era apenas a dor do abandono que me assombrava.
Era a constatação de que o homem que eu amava era um estranho que me via como uma segunda opção, descartável.
O que eu não esperava era que a sua obsessão o levasse a passar de suplicante a perseguidor.
Fotos minhas tiradas à distância, do lado de fora do meu apartamento, revelaram o horror: ele estava a vigiar-me.
Aquele que um dia prometeu cuidar de mim, agora era a minha maior ameaça.
Quando ele me encurralou na rua, com uma chave de fendas na mão, a minha vida não era mais sobre recuperar de um acidente.
Era sobre lutar pela minha liberdade, pela minha sanidade, e por fim, pela minha vida.
Estaria eu condenada a ser a sua posse ou teria finalmente a força para me levantar e salvar-me? A Escolha Dele, A Minha Guerra
Moderno O cheiro a gasolina e a pneu queimado encheu o ar.
Grávida de sete meses, a minha única preocupação era o bebé.
A minha cabeça bateu no vidro lateral.
A dor era excruciante.
Mas foi a voz do meu marido, Leo, que me quebrou.
Em vez de chamar ajuda depois do acidente, ele atendeu uma chamada.
"Sofia? O que se passa? Estás bem?".
Não era para mim.
Era para a irmã dele, cujo gato tinha vomitado.
Lá jazia eu, grávida e a sangrar, e ele saiu do carro.
"Clara, não vês que a minha irmã precisa de mim?".
Partiu, deixando-me sozinha nos destroços.
O meu filho, Tiago, nasceu prematuro, uma luta que ele infelizmente perdeu.
Pior que a perda, foi a indiferença do Leo, a sua preocupação constante com a "traumatizada" Sofia e o seu gato.
A sua família ligou-me no hospital, não para saber do neto, mas para me acusar de stressar o Leo.
Com o coração dilacerado, descobri a derradeira traição: o Leo transferia fortunas para a Sofia, enquanto me negava o essencial.
Mas o fundo do poço veio na mediação do divórcio.
Sofia olhou-me nos olhos e vociferou: "Ela nunca quis o bebé! Provavelmente ficou aliviada por se livrar dele!".
O ar saiu dos meus pulmões.
As suas palavras cruéis não me destruíram.
Em vez disso, alimentaram uma chama fria e implacável dentro de mim.
"Obrigada, Sofia", disse eu, a minha voz clara e firme.
"Acabaste de garantir que eu não vou aceitar menos do que cada cêntimo a que tenho direito."
A guerra tinha começado.
E eu estava pronta. A Escolha de Sofia: Um Destino Longe do Desprezo
Moderno Por três longos anos, eu, Sofia, uma jovem rotulada como "mimada" por meu pai, o Senhor Almeida, fui enviada para uma estação de pesquisa remota no coração do Pantanal. Lá, em meio à natureza selvagem e isolamento, minha única esperança era conquistar o afeto do Capitão Ricardo.
Mas ele, o homem por quem eu nutria uma paixão obstinada, só me oferecia frieza e desdém, tratando-me como um fardo. Enquanto isso, minha meia-irmã Laura, a "doce" assistente da estação, incessantemente me incriminava e manipulava as situações, envenenando qualquer chance de aceitação.
A dor se tornou insuportável no dia em que, após uma perigosa picada de cobra, Ricardo friamente me abandonou à minha sorte para salvar Laura. Mas a humilhação final veio quando Laura, em um ato de pura maldade, rasgou a única e preciosa foto da minha falecida mãe. E Ricardo? Ele, o Capitão "justo", mais uma vez cegamente tomou o lado dela, e como punição, fui obrigada a passar a noite inteira sob uma chuva gélida e persistente.
Como ele pôde ser tão cego à verdade? Tão cruelmente injusto? Meu coração, que um dia o amou com fervor, se despedaçou e virou cinzas, e a dor da sua traição era excruciante. As lágrimas que se misturavam à chuva em meu rosto eram de libertação.
Basta! Eu não seria mais a Sofia mimada, aprisionada por uma busca vã por aprovação. Com a herança da minha mãe, que era minha por direito, tomei uma decisão drástica: aceitei o casamento arranjado no sertão desconhecido da Bahia. Era hora de fugir. Iria me libertar, construir uma vida genuína onde encontraria o verdadeiro amor, respeito e valor que ele jamais me deu, custasse o que custasse. Que a minha nova vida comece! Você pode gostar
A vingança da Loba traída
Yuneika Gonzalez Freya Sith, uma garota de 19 anos, sofreu uma traição cruel de seu tio que a deixou à beira da morte. Seus gritos chegaram até a deusa Selene, que, comovida com sua angústia, concedeu-lhe uma segunda chance.
Apesar dessa nova oportunidade, o destino de Freya já estava selado: ela se casaria com seu companheiro, Crono Apka, um homem de 32 anos que não acreditava em parceiros predeterminados.
Freya e Crono são ameaçados por três inimigos. Primeiro, os ferozes Orcs, feras temíveis que surgiram das sombras no momento da reencarnação de Freya. Em segundo lugar, Pallas retornará para recuperar o que ele considera seu. O terceiro inimigo é o temível Pyrrhus, tio de Freya e líder da região sul das terras dos lobos, que anseia pela mulher que deseja desde que a viu pela primeira vez, sua própria sobrinha.
Uma segunda tentativa de assassinato forçou Freya a fugir grávida. Sua sede de vingança foi saciada com o nascimento de seus três filhotes. A pequena Metis, ao nascer, tinha problemas de mobilidade, mas se destacava por sua inteligência e bravura. Cinco anos depois, Metis, Psyche e Ajax partiram em uma jornada sozinhos em busca de seu pai.
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A traição do meu namorado
Astra Após uma doação de medula óssea para salvar meu irmão, uma complicação inesperada me deixou em coma por cinco anos.
Quando despertei, descobri que minha família havia me substituído. Agora tinham outra filha, Hailie, uma jovem que era praticamente minha cópia.
Mais tarde, me disseram que o meu ciúme por Hailie havia provocado um acidente de carro que obrigou meus pais e ela a se esconderem.
Para que eu pagasse pelo que fiz, meu namorado, Caleb, e meu irmão prenderam-me em uma vila afastada durante três anos.
Lá, tornei-me prisioneira deles, apanhando e obedecendo, porque acreditava que esse tormento era o preço da segurança de quem eu amava.
Até que um médico me deu uma sentença: câncer de pulmão em estágio terminal.
Meu corpo estava se desfazendo, mas meus carcereiros decidiram me oferecer um último gesto de "bondade": uma viagem de aniversário para um resort de luxo.
Lá, vi todos eles - meus pais, meu irmão, meu namorado... e Hailie, vivos e saudáveis, bebendo champanhe.
E ouvi o plano deles. Minha dor nunca havia sido uma penitência, apenas uma "lição", e minha vida inteira não passava de um espetáculo doentio.
Então, no dia do meu aniversário, caminhei até a ponte mais alta da ilha, deixei para trás meu laudo médico junto à gravação de uma confissão de Hailie, e pulei.
A Confeiteira da Revanche
Ren Ping Sheng O cheiro de antisséptico no hospital se tornou o lembrete constante de uma nova e dolorosa realidade: meu irmão, Lucas, paralisado na cama.
Em uma vida passada, este foi o momento exato do meu desespero, quando aceitei qualquer ajuda para curá-lo, inclusive a oferta da poderosa família Silva.
Meu dom era único – minhas sobremesas podiam curar – e a filha deles, Clara, que não andava, era a promessa de cura para Lucas.
Eu acreditei neles, curei Clara, mas a promessa era uma mentira cruel: eles me descartaram, destruíram minha vida e garantiram que Lucas nunca recebesse o tratamento de que precisava, levando-o à morte e, logo depois, a mim, em um mar de arrependimento.
Mas agora, no mesmo hospital, com Lucas ainda pálido, o toque do meu celular e o nome "Beatriz Silva" na tela me trouxeram uma certeza fria: desta vez, eu não seria a garota ingênua; eu recusaria, e o jogo cruel deles não se repetiria. Ladar - Sangue & Sacrifício - Série a Ascensão dos Heróis - Livro 1
Sebastian Pereira Setecentos anos antes de Sangue & Honra.
Em um mundo onde a lua ilumina um terreno de trevas e traições, Calum Fireblade emerge das profundezas da Floresta Sufocante. Criado como um simples caçador, o destino o leva a um caminho de sangue e glória quando sua vida é devastada por uma traição inimaginável. As sombras dançam ao redor de Calum, e os corvos, espiões da noite, observam seus passos enquanto ele se transforma de um jovem perdido em um guerreiro temido.
Nas cortes traiçoeiras e nos campos de batalha ensanguentados, alianças são formadas e quebradas com a mesma rapidez de um golpe de espada. Amores proibidos florescem e murcham, enquanto o poder corrupto se esconde em cada esquina. Calum deve navegar por um labirinto de conspirações e segredos sombrios, onde a verdade é uma moeda rara e a confiança pode ser fatal.
Enquanto tempestades de magia antiga e vingança implacáveis varrem a terra, Calum descobre um poder adormecido dentro de si, um legado ancestral que pode mudar o curso de sua vida e do mundo ao seu redor. "Ceifador da Lua" tece uma tapeçaria complexa de personagens inesquecíveis e destinos entrelaçados, onde cada decisão pode selar o destino de reinos e a sobrevivência de almas.
Neste épico de traição, paixão e guerra, a linha entre herói e vilão é tênue, e a batalha pelo poder nunca termina realmente. Calum Fireblade é mais do que um homem; ele é uma força da natureza, destinada a deixar um legado indelével nas páginas da história. Da Ruína à Noiva Bilionária
Blue Meu pai criou sete órfãos brilhantes para serem meus potenciais maridos. Durante anos, eu só tive olhos para um deles, o frio e distante Damião Paiva, acreditando que sua distância era um muro que eu só precisava derrubar.
Essa crença se estilhaçou na noite passada, quando o encontrei no jardim, beijando sua irmã de criação, Eva - a garota frágil que minha família acolheu a pedido dele, aquela que eu tratei como minha própria irmã.
Mas o verdadeiro horror veio quando ouvi os outros seis Bolsistas conversando na biblioteca.
Eles não estavam competindo por mim. Estavam trabalhando juntos, orquestrando "acidentes" e zombando da minha devoção "estúpida e cega" para me manter longe de Damião.
A lealdade deles não era a mim, a herdeira que segurava o futuro deles em suas mãos. Era a Eva.
Eu não era uma mulher a ser conquistada. Eu era um fardo tolo a ser administrado. Os sete homens com quem cresci, os homens que deviam tudo à minha família, eram um culto, e ela era a rainha deles.
Esta manhã, entrei no escritório do meu pai para tomar uma decisão que queimaria o mundo deles até as cinzas. Ele sorriu, perguntando se eu finalmente havia conquistado Damião.
- Não, pai - eu disse, com a voz firme. - Eu vou me casar com Heitor Bastos.