Libertada Para Amar Novamente

Libertada Para Amar Novamente

Qin Wei

5.0
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Capítulo

Aqui estou eu, de volta ao fatídico Dia Internacional da Mulher. A voz melíflua de Beatriz, nossa bolsista, soou ao meu lado: "Duda, meu amor, empresta aqui rapidinho seu celular e seus documentos?" Na minha vida passada, a ingênua Maria Eduarda teria entregue tudo. Acreditei quando ela disse ter ganhado na loteria e que queria compartilhar a sorte. O resultado? Uma dívida milionária em meu nome. Meus pais, um engenheiro e uma professora, levaram meses tentando entender e resolver. Mas o pesadelo não parou aí. Beatriz, com a popularidade comprada, me isolou. Pedro, meu namorado, ficou do lado dela. Na competição de dança, meu maior sonho, ela me empurrou da escada. Quebrei as duas pernas. Mesmo assim, fui confrontá-la. Pedro e os outros a defenderam, me acusando de inveja. No meio da discussão, ela me empurrou para a rua. Um caminhão me atingiu em cheio. A última coisa que vi foi o sorriso vitorioso no rosto dela. Agora, vendo aquele mesmo rosto, com a mesma expressão de falsa inocência, um calafrio percorreu minha espinha, mas não era de medo. Era de ódio. "Duda? Você está bem? Ficou pálida de repente," Beatriz insistiu, estendendo a mão para pegar meu celular. Seus olhos tinham um brilho de ganância que antes eu era cega demais para ver. Segurei meu celular com força, os dedos brancos. "Não." Minha voz saiu fria e firme, cortando o barulho da festa. Beatriz congelou, a mão no ar. "O quê?" "Eu disse não," repeti, olhando diretamente nos olhos dela. "Não vou te emprestar meu celular nem meus documentos." O sorriso dela vacilou. A confusão deu lugar à irritação. Mas desta vez, eu não era mais a mesma Maria Eduarda. Eu era a que voltou da morte, e eles iriam pagar por cada segundo do meu inferno.

Introdução

Aqui estou eu, de volta ao fatídico Dia Internacional da Mulher.

A voz melíflua de Beatriz, nossa bolsista, soou ao meu lado: "Duda, meu amor, empresta aqui rapidinho seu celular e seus documentos?"

Na minha vida passada, a ingênua Maria Eduarda teria entregue tudo. Acreditei quando ela disse ter ganhado na loteria e que queria compartilhar a sorte.

O resultado? Uma dívida milionária em meu nome. Meus pais, um engenheiro e uma professora, levaram meses tentando entender e resolver.

Mas o pesadelo não parou aí. Beatriz, com a popularidade comprada, me isolou. Pedro, meu namorado, ficou do lado dela.

Na competição de dança, meu maior sonho, ela me empurrou da escada. Quebrei as duas pernas.

Mesmo assim, fui confrontá-la. Pedro e os outros a defenderam, me acusando de inveja.

No meio da discussão, ela me empurrou para a rua. Um caminhão me atingiu em cheio.

A última coisa que vi foi o sorriso vitorioso no rosto dela.

Agora, vendo aquele mesmo rosto, com a mesma expressão de falsa inocência, um calafrio percorreu minha espinha, mas não era de medo. Era de ódio.

"Duda? Você está bem? Ficou pálida de repente," Beatriz insistiu, estendendo a mão para pegar meu celular. Seus olhos tinham um brilho de ganância que antes eu era cega demais para ver.

Segurei meu celular com força, os dedos brancos.

"Não."

Minha voz saiu fria e firme, cortando o barulho da festa.

Beatriz congelou, a mão no ar.

"O quê?"

"Eu disse não," repeti, olhando diretamente nos olhos dela. "Não vou te emprestar meu celular nem meus documentos."

O sorriso dela vacilou. A confusão deu lugar à irritação.

Mas desta vez, eu não era mais a mesma Maria Eduarda. Eu era a que voltou da morte, e eles iriam pagar por cada segundo do meu inferno.

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A dor aguda no meu ventre foi um lembrete cruel do inferno que eu já havia vivido uma vez. Abri os olhos para o quarto que dividia com Pedro, sentindo o pânico subir com as memórias: a festa, o anúncio, a dor do parto, o porão, o sangue, um filho chorando e o outro em silêncio. Eu tinha morrido, mas agora, minha barriga grande e pesada provava o impossível: meus dois filhos ainda estavam aqui, e eu tinha voltado. Voltei para o dia exato do baile de gala, o mesmo dia em que meu mundo desabou. A voz de Pedro, vinda do banheiro, a voz que eu amei e que me condenou, perguntou: "Joana? Você está bem, meu amor?". Forçando um sorriso, menti sobre estar ótima, enquanto ele beijava minha barriga, falando dos "herdeiros" ansiosos pela festa. Ele não sabia que, nesta vida, eu já entendia. Ele era infértil, e essa obsessão por um herdeiro mascarava uma teia de mentiras e traições. Testei as águas, mencionando a surpresa que seria anunciar os gêmeos, e vi um flash sombrio em seus olhos antes que ele recompusesse o sorriso. Ele mentia. Patrícia, a influenciadora e sua amante, já esperava o "primeiro filho" dele, resultado de um esquema com mães de aluguel. Eu não seria mais a vítima ingênua que foi arrastada para o inferno sem lutar. Eu iria àquele baile, não como a esposa amorosa, mas como uma guerreira. Lembrei-me do frio do cimento do porão, da solidão do parto, do primeiro filho forte e da minha menina, tão frágil, que nasceu em silêncio. Segurei seu corpo frio, chorei até não ter mais lágrimas, enquanto Pedro nunca veio. Essa memória era meu combustível: a dor, a raiva, a perda. Desta vez, eu protegeria meus filhos. Custe o que custar. Escolhi meu vestido com cuidado: não o branco da sonhadora da vida passada, mas um vermelho sangue. A cor da raiva. A cor da guerra. Quando Pedro me viu, ele ficou sem fôlego. "Joana... você está... deslumbrante." "Eu sei," respondi, minha voz cortante. No salão luxuoso, eu sabia que o show estava prestes a começar. E desta vez, eu não seria a única a sangrar. Minha bolsa estourou ali mesmo, na frente de todos, no palco da humilhação de Pedro e Patrícia. A dor era dilacerante, o pânico me dominava. "Pedro!" gritei, a voz rasgada. "O bebê... os bebês estão vindo!" Mas ele, cego pelas mentiras de Patrícia, rugiu: "Seguranças! Tirem essa mulher daqui!". Fui arrastada para a calçada fria, sob a garoa fina, em trabalho de parto, sozinha, enquanto ele me acusava de farsa. "Mentira!" ele gritou, "Você fingiu essa gravidez para tentar roubar minha fortuna!". A humilhação era insuportável. Ele levantou a mão e me bateu. A dor do tapa somada à traição era pior que as contrações. "Você não precisa de um médico, você precisa de uma lição," ele disse, antes que eu sentisse a dor da agressão. Mas o que me atingiu mais foi a terrível clareza: Patrícia o manipulava, e sua história sobre meu pai era uma invenção. Ele me odiava por uma mentira que ela criou, uma vingança que não fazia sentido. Presa em um quarto, em agonia, sem ninguém acreditando em mim, ele me ofereceu divórcio em troca de silêncio. Então, sua mãe, Eleonora, me encontrou. Chocada, ela viu a verdade. "Pedro, o que você fez?" ela exigiu, "Chame uma ambulância! Agora!". "Eu não sei que mentiras aquela mulher colocou na sua cabeça, mas isso acaba agora. Você vai sair deste quarto. Eu vou cuidar da sua esposa." Eleonora tinha um plano de fuga, uma faísca de esperança. Mas Patrícia, com sua performance digna de Oscar, apareceu, fingindo terror, brandindo uma tesoura contra a própria garganta. "Pedro, não! Abaixe isso! Eu faço o que você quiser!" Ele me agarrou, a fúria cega em seus olhos. "Eu vou ligar para o meu contato na polícia federal e mandar prender seu pai por fraude e negligência médica." "Ele não salvou minha vida, Joana. Ele a arruinou. Ele é a razão pela qual eu não podia ter filhos. Patrícia me contou a verdade." A mentira era muito mais profunda, mais antiga, mais venenosa. "É mentira! Meu pai nunca faria isso!" Me debati, mas um segurança me agarrou. Senti um novo fluxo de sangue. "Estou sangrando..." Patrícia mostrou uma falsa mensagem. A dúvida de Pedro se transformou em fúria. Ele me deu um soco no estômago. O ar foi expulso de mim. "Levem-na para o porão," Pedro ordenou, "Sem comida, sem água. Até ela aprender a lição." Enquanto era arrastada, o celular de Pedro tocou. O policial informou: "O carro do Dr. Alencar, seu sogro, foi encontrado em uma ribanceira." "Lamento, senhor. Ele não resistiu." Não. Meu pai. Assassinado. "ASSASSINO!" Gritei para Pedro. "VOCÊ O MATOU! MONSTRO! ASSASSINO!" Ele não vacilou. A última coisa que vi antes da escuridão do porão foi o sorriso vitorioso de Patrícia. No hospital, os médicos confirmaram a pior notícia: Joana, morta. E os gêmeos, um vivo, outro morto. O mundo de Pedro desabou. A lembrança da primeira vida o atingiu. "MENTIRA!" ele gritou. Ele se lembrava de tudo. A verdade cruel de Patrícia, a inocência de Joana e de seu pai. Ele havia cometido os mesmos erros. Ele havia sido o monstro novamente. A dor e a culpa de Pedro se transformaram em uma fúria gelada. Ele ligou para o hospital, descobriu que Patrícia nunca tinha trabalhado lá. Eleonora confirmou: "O bebê... não é seu. Ela tem um histórico de se envolver com homens ricos e depois chantageá-los." A verdade era esmagadora. Ele tinha sido completamente enganado. Pedro reuniu os seguranças. "Eu quero a verdade. Quem ajudou Patrícia? Quem sabia que a mensagem de Joana era falsa? Quem sabia do meu sogro?" Os seguranças confessaram, revelando toda a farsa de Patrícia. Ele sacou a arma e atirou no seu chefe de segurança. "Ninguém sai desta sala," ele rosnou. Pedro arrastou Patrícia até o porão, forçando-a a ver Joana e sua filha mortas. "Olhe para o que você me fez fazer." Ele a abandonou lá, com os mortos. Pegou seu filho sobrevivente dos braços do médico. "Eleonora," ele sussurrou, "Leve-o. Dê a ele o nome que Joana teria escolhido. Diga a ele que sua mãe era uma heroína. Nunca diga a ele sobre mim." Ele entregou o bebê para sua mãe. Pedro voltou à mansão, jogando Patrícia e o bebê dela de volta ao porão. "Uma família reunida," ele disse. Ele ateou fogo à mansão. Os gritos da sala de jantar e do porão foram rapidamente silenciados pelo rugido do incêndio. A mansão Ferreira, o símbolo de seu império, tornou-se sua pira funerária. Longe, à beira do bosque, uma mulher observava as chamas iluminarem o céu noturno. Joana não estava morta. Eleonora e o médico a resgataram, junto com seu filho sobrevivente. Ela segurava seu filho e não sentia nada. Apenas um vazio silencioso. Ela deu as costas para o fogo, para as cinzas de sua vida passada. Ela não olhou para trás. Ela caminhou em direção ao futuro, uma mãe solitária, com o coração partido, mas finalmente livre.

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