A Escolha Dele, A Minha Guerra

A Escolha Dele, A Minha Guerra

Qin Wei

5.0
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Capítulo

O cheiro a gasolina e a pneu queimado encheu o ar. Grávida de sete meses, a minha única preocupação era o bebé. A minha cabeça bateu no vidro lateral. A dor era excruciante. Mas foi a voz do meu marido, Leo, que me quebrou. Em vez de chamar ajuda depois do acidente, ele atendeu uma chamada. "Sofia? O que se passa? Estás bem?". Não era para mim. Era para a irmã dele, cujo gato tinha vomitado. Lá jazia eu, grávida e a sangrar, e ele saiu do carro. "Clara, não vês que a minha irmã precisa de mim?". Partiu, deixando-me sozinha nos destroços. O meu filho, Tiago, nasceu prematuro, uma luta que ele infelizmente perdeu. Pior que a perda, foi a indiferença do Leo, a sua preocupação constante com a "traumatizada" Sofia e o seu gato. A sua família ligou-me no hospital, não para saber do neto, mas para me acusar de stressar o Leo. Com o coração dilacerado, descobri a derradeira traição: o Leo transferia fortunas para a Sofia, enquanto me negava o essencial. Mas o fundo do poço veio na mediação do divórcio. Sofia olhou-me nos olhos e vociferou: "Ela nunca quis o bebé! Provavelmente ficou aliviada por se livrar dele!". O ar saiu dos meus pulmões. As suas palavras cruéis não me destruíram. Em vez disso, alimentaram uma chama fria e implacável dentro de mim. "Obrigada, Sofia", disse eu, a minha voz clara e firme. "Acabaste de garantir que eu não vou aceitar menos do que cada cêntimo a que tenho direito." A guerra tinha começado. E eu estava pronta.

A Escolha Dele, A Minha Guerra Introdução

O cheiro a gasolina e a pneu queimado encheu o ar.

Grávida de sete meses, a minha única preocupação era o bebé.

A minha cabeça bateu no vidro lateral.

A dor era excruciante.

Mas foi a voz do meu marido, Leo, que me quebrou.

Em vez de chamar ajuda depois do acidente, ele atendeu uma chamada.

"Sofia? O que se passa? Estás bem?".

Não era para mim.

Era para a irmã dele, cujo gato tinha vomitado.

Lá jazia eu, grávida e a sangrar, e ele saiu do carro.

"Clara, não vês que a minha irmã precisa de mim?".

Partiu, deixando-me sozinha nos destroços.

O meu filho, Tiago, nasceu prematuro, uma luta que ele infelizmente perdeu.

Pior que a perda, foi a indiferença do Leo, a sua preocupação constante com a "traumatizada" Sofia e o seu gato.

A sua família ligou-me no hospital, não para saber do neto, mas para me acusar de stressar o Leo.

Com o coração dilacerado, descobri a derradeira traição: o Leo transferia fortunas para a Sofia, enquanto me negava o essencial.

Mas o fundo do poço veio na mediação do divórcio.

Sofia olhou-me nos olhos e vociferou: "Ela nunca quis o bebé! Provavelmente ficou aliviada por se livrar dele!".

O ar saiu dos meus pulmões.

As suas palavras cruéis não me destruíram.

Em vez disso, alimentaram uma chama fria e implacável dentro de mim.

"Obrigada, Sofia", disse eu, a minha voz clara e firme.

"Acabaste de garantir que eu não vou aceitar menos do que cada cêntimo a que tenho direito."

A guerra tinha começado.

E eu estava pronta.

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A dor aguda no meu ventre foi um lembrete cruel do inferno que eu já havia vivido uma vez. Abri os olhos para o quarto que dividia com Pedro, sentindo o pânico subir com as memórias: a festa, o anúncio, a dor do parto, o porão, o sangue, um filho chorando e o outro em silêncio. Eu tinha morrido, mas agora, minha barriga grande e pesada provava o impossível: meus dois filhos ainda estavam aqui, e eu tinha voltado. Voltei para o dia exato do baile de gala, o mesmo dia em que meu mundo desabou. A voz de Pedro, vinda do banheiro, a voz que eu amei e que me condenou, perguntou: "Joana? Você está bem, meu amor?". Forçando um sorriso, menti sobre estar ótima, enquanto ele beijava minha barriga, falando dos "herdeiros" ansiosos pela festa. Ele não sabia que, nesta vida, eu já entendia. Ele era infértil, e essa obsessão por um herdeiro mascarava uma teia de mentiras e traições. 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"Eu sei," respondi, minha voz cortante. No salão luxuoso, eu sabia que o show estava prestes a começar. E desta vez, eu não seria a única a sangrar. Minha bolsa estourou ali mesmo, na frente de todos, no palco da humilhação de Pedro e Patrícia. A dor era dilacerante, o pânico me dominava. "Pedro!" gritei, a voz rasgada. "O bebê... os bebês estão vindo!" Mas ele, cego pelas mentiras de Patrícia, rugiu: "Seguranças! Tirem essa mulher daqui!". Fui arrastada para a calçada fria, sob a garoa fina, em trabalho de parto, sozinha, enquanto ele me acusava de farsa. "Mentira!" ele gritou, "Você fingiu essa gravidez para tentar roubar minha fortuna!". A humilhação era insuportável. Ele levantou a mão e me bateu. A dor do tapa somada à traição era pior que as contrações. "Você não precisa de um médico, você precisa de uma lição," ele disse, antes que eu sentisse a dor da agressão. 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1

Introdução

23/06/2025

2

Capítulo 1

23/06/2025

3

Capítulo 2

23/06/2025

4

Capítulo 3

23/06/2025

5

Capítulo 4

23/06/2025

6

Capítulo 5

23/06/2025

7

Capítulo 6

23/06/2025

8

Capítulo 7

23/06/2025

9

Capítulo 8

23/06/2025

10

Capítulo 9

23/06/2025

11

Capítulo 10

23/06/2025