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O Sorriso Que Escondia Veneno

Capítulo 1 

Palavras: 917    |    Lançado em: 08/07/2025

no auge, a música alta e as risadas pre

tranha, uma quietude dentro do meu peito qu

a tempestade, a paz que se

aprovação na universidade federal, um f

rgulho e surpresa, a menina da roça

a celebração era, na

opo de cachaça na mão, seu sorriso largo

ue orgulho! Um

grossa pousando nas minhas costas

foi um lembrete do

va, o patriarca da família vizinha, seu

a, um sorriso ol

. Sabia que você era

o o raspar de uma

ei um s

a, senhor Silva. É tudo g

que eu me surpreendi

mesma havia preparado, a garrafa que eu di

z questão de trazer a melhor ca

rvir os copo

ãos não

ia num ritmo co

por cada homem, cada mulher, cada cúmplice que se beneficiou do meu sofri

, rindo e me

, eu ob

nda, eu vi o primeiro homem tossir,

no chão, se

te, como uma pequena ch

stituíram

ram a se cont

senti

um vazi

a, peguei o galão de querosene q

o pelos corpos que agora se

o chão de madeira, sobre a

osene se misturou ao c

m me i

pados demai

ficou vazio, o

bolso, risquei um palito e o j

rugido, rápido e v

iluminando os rost

nas observando o fogo purifi

con

ois.

pelas chamas era uma conta a

Vinte e oito

se misturava ao c

desviei

cada detalhe n

l que eles

.

e cinzenta, o ar pesado com o ch

teu com força na mesa de met

stava verme

s pessoas! Trinta e duas pessoas mortas! Queimada

a mesa, algemada, vestindo u

meu rosto e braços cobertos de

e cansado brinco

o que merecer

o dele, Pedro, deu um p

e viu crescer, que te deu doce qua

se alargando um pouco mais. "E

abilizá-los mais do que qu

remorso, dese

traram na

paz terríve

a cadeira, passando a mão pelo

pasta sobre a

rimeiro lugar em agronomia na federal. Todos os professores, todos os vizinhos de antes do divórcio dos seus pais

uscando uma resposta, uma

carei de volta

havia morrido há muito te

la, nasceu

o monstro final

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O Sorriso Que Escondia Veneno
O Sorriso Que Escondia Veneno
“A fazenda estava em festa. Todos celebravam minha aprovação na universidade federal. Um feito inédito para uma menina da roça como eu. Mas para mim, Ana Paula, a quietude dentro do peito contrastava com a alegria ao redor. Porque esta celebração não era uma comemoração. Era um funeral. Meu avô, Zé Pedro, com seu sorriso largo, se aproximou com a cachaça na mão. O senhor Joaquim Silva, o patriarca vizinho, ao lado. "Parabéns, Ana Paula. Sabia que você era uma menina esperta." A voz dele era como o raspar de lixa na minha pele. Minha mão não tremia ao servir os copos de cachaça especial. Aquela que preparei. Com veneno, claro. Enchi o copo de cada um que se beneficiou do meu sofrimento. Cada cúmplice que fechou os olhos para o inferno que eu vivi na minha própria casa. O caos começou lentamente. Corpos se contorcendo no chão. Gritos substituíram risadas. Eu observei. Não senti nada, apenas um vazio gelado. Peguei o querosene que escondi antes. Derramei sobre o chão, cortinas e móveis. Ninguém me impediu. Estavam ocupados demais morrendo. Um fósforo riscado. O fogo subirá com um rugido voraz. Vinte e nove. Trinta e dois. Na sala de interrogatório, o delegado Ricardo Santos batia na mesa. "Trinta e duas pessoas! Queimadas vivas! E você nem sequer derramou uma lágrima!" Eu sorri, os lábios chamuscados. "Ele mereceu mais do que todos." Minha calma o desestabilizava. Ele queria remorso. Eu era só uma paz terrível e resoluta. "Eu quero ver meus pais." A menina que ele descreveu havia morrido há muito tempo, naquela fazenda. No lugar dela, nasce um monstro. E naquela noite, o monstro finalmente se libertou.”
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