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O Sorriso Que Escondia Veneno

Capítulo 2 

Palavras: 683    |    Lançado em: 08/07/2025

interrogatório se esti

encarava, esperando u

edro, andava de um lado

rei o s

o ver meu

aiu firme,

a testa, surpre

eles vejam o monstro em que a

i, sem me abalar com suas pala

z um sinal para Pedro, que

ra foi

briu novamente e m

eus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto chorar, ela caminh

ma expressão de incredulidade e dor profunda,

ira, um soluço escapou de sua garganta e ela corr

Diz pra mim que não é verdade!

rnas, seu corpo tremen

o perto da porta, o

ca. "O delegado nos contou... Ele

como se tentasse afasta

e o errado. Nós nos matamos de trabalhar para te dar um futuro, para você i

ele deu um soco na parede, um so

tiado da minha mãe, depois

eles, abraçá-los e pedir perdão p

que cometeu o massacre, p

soando estranhamente calma no me

osto para en

u não consegui controlar,

faria tudo de novo. Queimar

to dos meus pai

ar, o rosto congelado e

para trás, como se eu foss

ás, batendo na parede, se

ou, a voz trêmula. "Essa não é a minha

riso desaparecendo e dando lugar a uma expressão de

pesado caiu

viam ficado em um canto para nos dar espaço,

ai, ignorando o medo e a

o aniversário do Lucas. Tem dinheiro lá. O dinheiro que vocês me deram para a faculdade e mais um pouco

diretas, como se eu estivesse

a desp

ceram entender a fin

tinha feito, e do qu

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O Sorriso Que Escondia Veneno
O Sorriso Que Escondia Veneno
“A fazenda estava em festa. Todos celebravam minha aprovação na universidade federal. Um feito inédito para uma menina da roça como eu. Mas para mim, Ana Paula, a quietude dentro do peito contrastava com a alegria ao redor. Porque esta celebração não era uma comemoração. Era um funeral. Meu avô, Zé Pedro, com seu sorriso largo, se aproximou com a cachaça na mão. O senhor Joaquim Silva, o patriarca vizinho, ao lado. "Parabéns, Ana Paula. Sabia que você era uma menina esperta." A voz dele era como o raspar de lixa na minha pele. Minha mão não tremia ao servir os copos de cachaça especial. Aquela que preparei. Com veneno, claro. Enchi o copo de cada um que se beneficiou do meu sofrimento. Cada cúmplice que fechou os olhos para o inferno que eu vivi na minha própria casa. O caos começou lentamente. Corpos se contorcendo no chão. Gritos substituíram risadas. Eu observei. Não senti nada, apenas um vazio gelado. Peguei o querosene que escondi antes. Derramei sobre o chão, cortinas e móveis. Ninguém me impediu. Estavam ocupados demais morrendo. Um fósforo riscado. O fogo subirá com um rugido voraz. Vinte e nove. Trinta e dois. Na sala de interrogatório, o delegado Ricardo Santos batia na mesa. "Trinta e duas pessoas! Queimadas vivas! E você nem sequer derramou uma lágrima!" Eu sorri, os lábios chamuscados. "Ele mereceu mais do que todos." Minha calma o desestabilizava. Ele queria remorso. Eu era só uma paz terrível e resoluta. "Eu quero ver meus pais." A menina que ele descreveu havia morrido há muito tempo, naquela fazenda. No lugar dela, nasce um monstro. E naquela noite, o monstro finalmente se libertou.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10