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O Sorriso Que Escondia Veneno

Capítulo 3 

Palavras: 766    |    Lançado em: 08/07/2025

a, os olhos arre

dida é essa, Ana Paula? D

tona. "Vendam a casa, saiam desta cidade. Finjam que eu

voz rasgada de dor. "Você é nossa filha! Nós

amor incondicional brilh

s do que qualqu

ês" , sussurrei. "

eu me joguei para frente, batendo com a cabe

i oco e

esta, e o mundo começou a

eu pai, o barulho de cadeiras caindo enqu

u, me puxando pa

Ela está tenta

me soltar, tentando b

eria

recia

aterrorizado dos meus pais e o carpete cinza da

.

ool invadiu minhas narinas ant

java com uma dor

olhos le

ospital, a luz do sol entra

faixada e meu braço es

adeiras ao lado da cama, dormin

rado nas mãos, e minha mãe tinh

chados e rastros de lágr

saíram do

tudo, eles não

rmou na min

se abriu e o deleg

nsado, com olh

s para mim. Sua expressão não era mais de ra

o mundo" , ele disse em voz bai

ondi. Apena

e vingar de forma tão brutal e depois tentar tirar a própria vida? O que el

ndicionado era o ú

entender" , respo

Na fazenda. Encontramos um diário escondido no seu quarto. E encontramos um tipo de remédio... um sedativo forte, escondi

ente, seus olhos af

s vamos decifrá-lo. A verdade sem

ário fez meu c

, os desenh

estav

eira, todo

e nojento do senhor Silva, das ameaças contra a

eu sentia

eu mantive represada por

ama, ignorei a dor na minha cabeça, e a

lhos a

dos eles!" , eu gritei, a voz rouca e che

aram com o baru

m deles! Você quer saber o que eles fizeram? Você quer saber

orrendo pelo meu rosto enquanto eu o sacudia, meu cor

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O Sorriso Que Escondia Veneno
O Sorriso Que Escondia Veneno
“A fazenda estava em festa. Todos celebravam minha aprovação na universidade federal. Um feito inédito para uma menina da roça como eu. Mas para mim, Ana Paula, a quietude dentro do peito contrastava com a alegria ao redor. Porque esta celebração não era uma comemoração. Era um funeral. Meu avô, Zé Pedro, com seu sorriso largo, se aproximou com a cachaça na mão. O senhor Joaquim Silva, o patriarca vizinho, ao lado. "Parabéns, Ana Paula. Sabia que você era uma menina esperta." A voz dele era como o raspar de lixa na minha pele. Minha mão não tremia ao servir os copos de cachaça especial. Aquela que preparei. Com veneno, claro. Enchi o copo de cada um que se beneficiou do meu sofrimento. Cada cúmplice que fechou os olhos para o inferno que eu vivi na minha própria casa. O caos começou lentamente. Corpos se contorcendo no chão. Gritos substituíram risadas. Eu observei. Não senti nada, apenas um vazio gelado. Peguei o querosene que escondi antes. Derramei sobre o chão, cortinas e móveis. Ninguém me impediu. Estavam ocupados demais morrendo. Um fósforo riscado. O fogo subirá com um rugido voraz. Vinte e nove. Trinta e dois. Na sala de interrogatório, o delegado Ricardo Santos batia na mesa. "Trinta e duas pessoas! Queimadas vivas! E você nem sequer derramou uma lágrima!" Eu sorri, os lábios chamuscados. "Ele mereceu mais do que todos." Minha calma o desestabilizava. Ele queria remorso. Eu era só uma paz terrível e resoluta. "Eu quero ver meus pais." A menina que ele descreveu havia morrido há muito tempo, naquela fazenda. No lugar dela, nasce um monstro. E naquela noite, o monstro finalmente se libertou.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10