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O Sorriso Que Escondia Veneno

Capítulo 4 

Palavras: 843    |    Lançado em: 08/07/2025

esgovernado, me levando de volta pa

stavam se d

dolorosa, cheia de

melhor para mim passar um tempo longe da cid

os olhos vermelhos e o rosto cansado. "Até a

despedida, sua mão tremendo

enina, Ana. Nós

o que

no meio da bagunça. Mas eu era s

fazenda parec

a a imagem do avô de

fazia ovos mexidos no café da manh

aquim Silva sempre me dava um torrão de açúcar quando eu pass

atavam com

são de paz

dilha be

a noite quente, cerca de um

se dormindo, quando a por

vovô Z

echou a porta e se sentou

e tinha vindo m

não di

o no escuro, com um so

o e tocou na minha perna

não era o toq

dife

io de medo, mas n

o lentamente,

ele roubou a

i aguda,

avesseiro, meu corpo pequeno e i

meu mundo se despedaço

levantou-se como se n

, com a voz calma de semp

ama, tremendo, o corpo d

e, eu não conseg

ar para alguém

ava so

e, vi uma cena que

avô conversando com o senhor

s r

guma coisa, apont

o, e

aço de dinheiro do bolso

s notas e as guardou no bolso da c

tômago

ent

era u

uma mer

or Silva me encont

ha frente, o mesmo so

você é uma menina muit

e tirou alg

m torrão

m f

s pais, saind

is novo, Lucas, brincand

seu irmãozinho... tão pequeno. Seria uma pena se acontecesse um acidente com eles, não

os olhos, o so

coisa para qualquer pessoa, sua família va

rimas silenciosas esco

ordaça, sufocando qua

u avô entrou no m

chorando

ma gentileza nojenta, enxugou

ui para cuidar de você. Você só precisa ser u

era anormal

diabo disfa

, minha vida se torn

va meu celular

ais sair da fa

do cigarro dele queimando

s, rezando para que meus p

ormaram em semanas, e

passava, um ped

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O Sorriso Que Escondia Veneno
O Sorriso Que Escondia Veneno
“A fazenda estava em festa. Todos celebravam minha aprovação na universidade federal. Um feito inédito para uma menina da roça como eu. Mas para mim, Ana Paula, a quietude dentro do peito contrastava com a alegria ao redor. Porque esta celebração não era uma comemoração. Era um funeral. Meu avô, Zé Pedro, com seu sorriso largo, se aproximou com a cachaça na mão. O senhor Joaquim Silva, o patriarca vizinho, ao lado. "Parabéns, Ana Paula. Sabia que você era uma menina esperta." A voz dele era como o raspar de lixa na minha pele. Minha mão não tremia ao servir os copos de cachaça especial. Aquela que preparei. Com veneno, claro. Enchi o copo de cada um que se beneficiou do meu sofrimento. Cada cúmplice que fechou os olhos para o inferno que eu vivi na minha própria casa. O caos começou lentamente. Corpos se contorcendo no chão. Gritos substituíram risadas. Eu observei. Não senti nada, apenas um vazio gelado. Peguei o querosene que escondi antes. Derramei sobre o chão, cortinas e móveis. Ninguém me impediu. Estavam ocupados demais morrendo. Um fósforo riscado. O fogo subirá com um rugido voraz. Vinte e nove. Trinta e dois. Na sala de interrogatório, o delegado Ricardo Santos batia na mesa. "Trinta e duas pessoas! Queimadas vivas! E você nem sequer derramou uma lágrima!" Eu sorri, os lábios chamuscados. "Ele mereceu mais do que todos." Minha calma o desestabilizava. Ele queria remorso. Eu era só uma paz terrível e resoluta. "Eu quero ver meus pais." A menina que ele descreveu havia morrido há muito tempo, naquela fazenda. No lugar dela, nasce um monstro. E naquela noite, o monstro finalmente se libertou.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10