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Amores Perdidos: O Mar Chora

Capítulo 2 

Palavras: 904    |    Lançado em: 08/07/2025

do tentei ir junto, eles me empurraram, me trataram como um criminoso. Um deles, o sargento BASTOS, me disse que eu

ra "ficar na minha". Consumido pela dor e por uma raiva impotente, fiz a única co

ro escuro que se erguia sobre nossas casas simples. O portão de ferro forja

z metálica de u

oão. Eu preciso falar

ando, um pescador sujo de sangue e lágrimas na entrada de um pa

ocê quer

s... eles mataram João. Eu só quero justiça. Por favor, senhor Ricar

ro me deixou cego. Talvez, em alguma parte doente da minha mente, eu esperasse

de quem espanta uma mosca. "Meus homens são pessoas de bem. Seu

oou ao fundo, abafada. "Ricardo, querido, quem é a

cardo respondeu, e o

jeição ecoando em meus ouvidos. O mundo girou. Meu

ue da Silva?", a v

im

que, devido a uma denúncia anônima de pesca ilegal e uso de redes predatórias, sua licença

ai me deixou. O barco com o qual eu criei João. Meu único bem, meu sustento,

o esmagadora que me impedia de respirar. Eu gritei. Um grito animalesco, sem palavras, que vinha do

s ferimentos. Havia um hematoma escuro em sua testa. Seus olhos, que a morte não conseguiu fechar completamente, pareciam encarar o teto com uma pergunta silenciosa. Era o olhar

nunca gostou de mim, sempre me achou pequeno demais para a irmã dele

ê precisa ser prático. Ouvi dizer que o Ricardo Mendes está disposto a oferecer uma.

ra ele,

alando de dinheiro? El

ntra um homem como o Ricardo. Ele é dono da cidade. Aceite o dinheiro, Pedro. Pague sua

pilar da minha fé na humanidade desabou. Olhei para o caixão do meu filho, para

daqueles que deveriam me apoiar. Ri porque, naquele momento, eu entendi. Não havia mais nada a perder. Minha esperança, meu amor, meu futuro... tudo estava naquele caixão

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Amores Perdidos: O Mar Chora
Amores Perdidos: O Mar Chora
“O cheiro de maresia e a promessa de um futuro, era tudo que meu filho João e eu conhecíamos. Até que, num piscar de olhos, vi seu corpo tombar no cais, a vida escorrendo para a madeira. Os homens de Ricardo Mendes, o magnata que sufocava nossa vila, o mataram por ver o que não devia. Num último suspiro, João me pediu para "não me preocupar" com ele. Tentou, ainda ferido, realizar meu sonho de um "barco maior". Lutei, implorei por ajuda, mas a polícia me tratou como criminoso, meu barco foi apreendido, e até meu cunhado sugeriu que eu aceitasse o "dinheiro de compensação" do assassino de meu filho. Eles me roubaram tudo: meu filho, meu sustento, minha fé na justiça, até a honra de João, quando Ricardo jogou seu celular no mar, alegando que ele era um "idiota envolvido com drogas". Mas a dor me deu um novo propósito, uma frieza que nem a morte de um filho conseguiu apagar. Lembrei-me então da lenda do Anzol de Prata, um poder antigo concedido a poucos. E naquele dia, Pedro o pescador humilde, sumiu. Deu lugar ao Pedro que faria Ricardo Mendes e seus capangas aprenderem que o mar, ele sim, cobraria a dívida de sangue.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10