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Morri por Sua Indiferença

Capítulo 1 

Palavras: 1180    |    Lançado em: 08/07/2025

hiado do motor morrendo e o gotejar de algum líquido quente no asfalto. O cheiro de gasolina e borracha queimada invadiu o que restava

de proteção. Do lado do passageiro, a porta se abriu com um rangido de protest

ão olhou

to por mim e focaram em

u Deus, voc

horamingava, segurando a testa, de onde um fio d

Acho que quebrou.

sageiro para abri-la mais e se esticou para dentro do carro, passando por cima de mim, para soltar

s do lado de fora, ele se virou para mim.

ocê está

nta de verdade. E

ns arranhões. Você sem

a dor na minha barriga, que parecia se espalhar como uma mancha de óleo quente por dentro de mim, mas minha voz nã

nardo explicou a situação, s

braço dela dói muito. A

médicos olh

cê, m

r de novo. "Mi

ardo int

Ela é forte. A Bianca é a que

redibilidade. Bianca foi colocada na maca primeiro. Eu fui ajudada a sair do carro e me sen

entado enquanto Leonardo acompanhava Bianca para a radiografia, segurando sua mão, suss

se s

dói muito", eu c

ida. O choque faz isso. O médico já vai te ver, só

do e Bianca tinham ido. A "grav

o escorrendo pela minha testa. O corredor do hospital começou a girar. As luzes brancas

hei para baixo e vi uma cena estranha. Eu estava ali, caída da cadeira de rodas no chão do corredor. Uma poça escura come

lenciosa da minha própria tragédia. Eu os vi me colocarem em uma maca, corrirem pa

or cardíaco, que antes apitava freneticamente, se transformar em um

tava

a tempo. Porque Leonardo, o homem que eu amava, d

a vê-lo. Precisava entender. Encontrei-o no quarto de Bianca. Ela estava deitada

lado dela, segurando sua

stou bem. A Bianca... ela quebrou o braço. Sim, a Sofia estava junt

rica que não tinha para onde ir. Morta. Eu estava morta por causa de

que eu não podia expressar. Eu gritei seu nome, mas nenhum som sai

mo se sentisse um

ele murmurou. "S

apertou

cansado, Leo. Foi

Ele não fa

nha amiga de verdade. Eu vi a dinâmica que sempre ignorei. A forma como o olhar dele se demorava nela, a

da, mas era a e

s chegaram, os rostos contorcidos de preocupação, perguntando por mim na r

ouvi as palavras que ele disse. "Fizemos tudo o que p

e me atingiu mesmo no meu estado fantasmagórico.

ma. Eu não podia mais falar, não podia mais tocar. Mas eu podia observar. Eu podia esperar. A v

. E minha primeira missão era assomb

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Morri por Sua Indiferença
Morri por Sua Indiferença
“O som do metal se contorcendo foi a última coisa que ouvi antes do silêncio ensurdecedor, quebrado apenas pelo gotejar de algo quente no asfalto. Minha cabeça doía, mas a dor mais estranha vinha da minha barriga, uma pressão surda e crescente que eu sabia não ser normal. Leonardo, meu namorado, abriu a porta do passageiro. Mas seus olhos não focaram em mim, a motorista ferida. "Bianca! Meu Deus, você está bem?" ele gritou, correndo para socorrer minha amiga no banco de trás. Ele a tirou do carro, segurando-a como se fosse feita de vidro, ignorando completamente minha existência. Só depois, segura e fora do carro, ele se virou para mim. "Sofia, você está bem, né?" Não era uma pergunta de verdade. Era uma afirmação. "Parece que foram só uns arranhões. Você sempre foi a mais forte." Eu tentei falar, dizer a ele sobre a dor excruciante na minha barriga, que parecia se espalhar como uma mancha de óleo quente por dentro de mim. Mas minha voz não saiu. No hospital, fui jogada em uma cadeira de rodas num corredor movimentado, enquanto Leonardo acompanhava Bianca para a radiografia, tratando-a como a única vítima. "Minha barriga... dói muito", eu consegui sussurrar para uma enfermeira apressada. "É normal sentir dores depois de um acidente, querida. O choque faz isso. O médico já vai te ver, só precisamos cuidar dos casos mais graves primeiro." O caso grave era Bianca. Eu era a "outra". A dor se tornou insuportável, e o corredor começou a girar. Fechei os olhos, e quando os abri, a dor tinha sumido. Tudo tinha sumido. Eu estava flutuando perto do teto. Olhei para baixo e vi meu próprio corpo caído da cadeira de rodas, uma poça escura se formando sob mim. Enfermeiras e médicos corriam em minha direção, seus rostos uma máscara de pânico tardio. Eles me levaram às pressas para a cirurgia, gritando sobre hemorragia interna e perda de pressão. Mas era tarde demais. Eu os vi declararem minha morte. Leonardo, o homem que eu amava, me deixou morrer. E a verdade sobre o que aconteceu naquele carro, sobre por que eu morri, não ficaria enterrada comigo. Eu me tornei um fantasma, e minha primeira missão era assombrar a consciência culpada de Leonardo.”