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Morri por Sua Indiferença

Capítulo 2 

Palavras: 869    |    Lançado em: 08/07/2025

éptico e a falsa preocupação de Leonardo. Ele ainda estava sentado ao lado da cama, agora descascando uma maçã par

a se formar sob seus olhos. Seu cabelo, normalmente impecável, estava bagun

fatia perfeitamente cortada. "Coma um

fez uma

ome, Leo. Só que

s você prec

a espectral passou por mim. Eu me aproximei, ficando entre

ONA

e, a que segurava a maçã. Minha forma fantasmagórica passou através dele, causando

a testa e ol

Parece que tem uma

ia. "Será que a Sofia já ligou? Ela devia ter pelo m

com tanta irritação. Leonardo suspirou, um som

para casa tomar um banho e se esqueceu de t

rpo sem vida usava no necrotério, meu celular começ

o em seus olhos enquanto ele ouvi

dade. Diga a ela que você está no necrotério, nã

. Ele desligou o telefon

telefone para não ser incomodada. Às vezes, o

ligada? Eu, que pintei inúmeros retratos dele, que decorei seu restaurante com minha

da hemorragia que me matou. Era a dor da desvalorização, a confirmação de que eu nun

dança em seu humor, col

ora, Leo. Ela está bem. Eu

, doce e pegajo

u rosto se suavizou, dando lugar a uma

culpe. Como está o b

estou com medo d

rometeu, apertando a mão dela. "Vo

idado para com ela era uma prova de sua negligência para comigo. Ele se preocupava com o conforto dela em uma cam

ros passavam, luzes se acendiam nos prédios. O mundo não tinha parado para a minha morte. E no

ue estava desenvolvendo. Ela riu, uma risadinha fraca e forçada. Eles pareciam u

elicado de sabores e texturas, foi incapaz de ver o desequilíbrio gritante

esolução. Se ele não se lembrava de mim, eu o faria lembrar. Se ele não sentia minha falta, eu faria

mas, eu estava descobrindo, têm to

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Morri por Sua Indiferença
Morri por Sua Indiferença
“O som do metal se contorcendo foi a última coisa que ouvi antes do silêncio ensurdecedor, quebrado apenas pelo gotejar de algo quente no asfalto. Minha cabeça doía, mas a dor mais estranha vinha da minha barriga, uma pressão surda e crescente que eu sabia não ser normal. Leonardo, meu namorado, abriu a porta do passageiro. Mas seus olhos não focaram em mim, a motorista ferida. "Bianca! Meu Deus, você está bem?" ele gritou, correndo para socorrer minha amiga no banco de trás. Ele a tirou do carro, segurando-a como se fosse feita de vidro, ignorando completamente minha existência. Só depois, segura e fora do carro, ele se virou para mim. "Sofia, você está bem, né?" Não era uma pergunta de verdade. Era uma afirmação. "Parece que foram só uns arranhões. Você sempre foi a mais forte." Eu tentei falar, dizer a ele sobre a dor excruciante na minha barriga, que parecia se espalhar como uma mancha de óleo quente por dentro de mim. Mas minha voz não saiu. No hospital, fui jogada em uma cadeira de rodas num corredor movimentado, enquanto Leonardo acompanhava Bianca para a radiografia, tratando-a como a única vítima. "Minha barriga... dói muito", eu consegui sussurrar para uma enfermeira apressada. "É normal sentir dores depois de um acidente, querida. O choque faz isso. O médico já vai te ver, só precisamos cuidar dos casos mais graves primeiro." O caso grave era Bianca. Eu era a "outra". A dor se tornou insuportável, e o corredor começou a girar. Fechei os olhos, e quando os abri, a dor tinha sumido. Tudo tinha sumido. Eu estava flutuando perto do teto. Olhei para baixo e vi meu próprio corpo caído da cadeira de rodas, uma poça escura se formando sob mim. Enfermeiras e médicos corriam em minha direção, seus rostos uma máscara de pânico tardio. Eles me levaram às pressas para a cirurgia, gritando sobre hemorragia interna e perda de pressão. Mas era tarde demais. Eu os vi declararem minha morte. Leonardo, o homem que eu amava, me deixou morrer. E a verdade sobre o que aconteceu naquele carro, sobre por que eu morri, não ficaria enterrada comigo. Eu me tornei um fantasma, e minha primeira missão era assombrar a consciência culpada de Leonardo.”