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Morri por Sua Indiferença

Capítulo 3 

Palavras: 889    |    Lançado em: 08/07/2025

do lado dela. Ele cochilou em uma poltrona desconfortável, acordando a cada pequeno som que ela fazia. Se ela tossia, ele

a raiva inicial havia se solidificado em uma espécie de desprezo gelado. Como e

olhava para a tela, franzindo a testa par

is para si mesmo do que para Bianca. "

para o seu rosto, um gesto infantil e inútil

, eu gritei em silêncio. "Estou

ingia dormir,

causa do carro, Leo. Você sabe co

susp

que a sua segurança era a prioridade. U

certo, uma vida não pode ser substituída. Mas era a minha vida

no quarto para dar alta a Bi

do, apenas uma contusão forte. Algumas s

eceu imensam

as a

rou para

a estava comigo no acidente. Ela foi li

o. Finalmente. Ele estava pergun

a testa, consulta

a... qual o so

. Sofia

u, substituído por uma máscara de compaixão e desconforto. Ela

melhor convers

a aparecer nos

eceu? Ela se machucou

or. Vamos conver

va congelado no lugar, uma estátua

ejou. "Ela só tinha arranhões. Eu

nsegui falar. Ele inventou ess

antaria tentar adiar o inevitável. Sua vo

impacto. Ela teve uma parada cardíaca enquanto aguardava atendimento. F

segurança de Bianca e da minha suposta indiferença, desabou em um instante. O

ar me confundindo com outra pessoa. A Sofi

Parte de mim, a parte que ainda o amava, sentiu uma pontada de pena. Mas a outra parte, a p

i para o ar vazio. "Eu morri

s assistir à sua dor inicial. Eu já tinha visto a minha. Eu me tornei um fantasma por u

lhei para Bianca, que estava na cama com os olhos arregalados, uma expressão calculada de choque e tristeza

s, e eu estaria lá para cada uma delas. Eu me aceitei como um fantasma. Eu aceitei meu destino. E, de uma fo

pso. Eu não olhei para trás. Eu tinha outros lugares para ir, outras pessoas para observar. M

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Morri por Sua Indiferença
Morri por Sua Indiferença
“O som do metal se contorcendo foi a última coisa que ouvi antes do silêncio ensurdecedor, quebrado apenas pelo gotejar de algo quente no asfalto. Minha cabeça doía, mas a dor mais estranha vinha da minha barriga, uma pressão surda e crescente que eu sabia não ser normal. Leonardo, meu namorado, abriu a porta do passageiro. Mas seus olhos não focaram em mim, a motorista ferida. "Bianca! Meu Deus, você está bem?" ele gritou, correndo para socorrer minha amiga no banco de trás. Ele a tirou do carro, segurando-a como se fosse feita de vidro, ignorando completamente minha existência. Só depois, segura e fora do carro, ele se virou para mim. "Sofia, você está bem, né?" Não era uma pergunta de verdade. Era uma afirmação. "Parece que foram só uns arranhões. Você sempre foi a mais forte." Eu tentei falar, dizer a ele sobre a dor excruciante na minha barriga, que parecia se espalhar como uma mancha de óleo quente por dentro de mim. Mas minha voz não saiu. No hospital, fui jogada em uma cadeira de rodas num corredor movimentado, enquanto Leonardo acompanhava Bianca para a radiografia, tratando-a como a única vítima. "Minha barriga... dói muito", eu consegui sussurrar para uma enfermeira apressada. "É normal sentir dores depois de um acidente, querida. O choque faz isso. O médico já vai te ver, só precisamos cuidar dos casos mais graves primeiro." O caso grave era Bianca. Eu era a "outra". A dor se tornou insuportável, e o corredor começou a girar. Fechei os olhos, e quando os abri, a dor tinha sumido. Tudo tinha sumido. Eu estava flutuando perto do teto. Olhei para baixo e vi meu próprio corpo caído da cadeira de rodas, uma poça escura se formando sob mim. Enfermeiras e médicos corriam em minha direção, seus rostos uma máscara de pânico tardio. Eles me levaram às pressas para a cirurgia, gritando sobre hemorragia interna e perda de pressão. Mas era tarde demais. Eu os vi declararem minha morte. Leonardo, o homem que eu amava, me deixou morrer. E a verdade sobre o que aconteceu naquele carro, sobre por que eu morri, não ficaria enterrada comigo. Eu me tornei um fantasma, e minha primeira missão era assombrar a consciência culpada de Leonardo.”