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Hei Bai Dong

4 Livros Publicados

Livros e Histórias de Hei Bai Dong

Morri por Sua Indiferença

Morri por Sua Indiferença

Moderno
5.0
O som do metal se contorcendo foi a última coisa que ouvi antes do silêncio ensurdecedor, quebrado apenas pelo gotejar de algo quente no asfalto. Minha cabeça doía, mas a dor mais estranha vinha da minha barriga, uma pressão surda e crescente que eu sabia não ser normal. Leonardo, meu namorado, abriu a porta do passageiro. Mas seus olhos não focaram em mim, a motorista ferida. "Bianca! Meu Deus, você está bem?" ele gritou, correndo para socorrer minha amiga no banco de trás. Ele a tirou do carro, segurando-a como se fosse feita de vidro, ignorando completamente minha existência. Só depois, segura e fora do carro, ele se virou para mim. "Sofia, você está bem, né?" Não era uma pergunta de verdade. Era uma afirmação. "Parece que foram só uns arranhões. Você sempre foi a mais forte." Eu tentei falar, dizer a ele sobre a dor excruciante na minha barriga, que parecia se espalhar como uma mancha de óleo quente por dentro de mim. Mas minha voz não saiu. No hospital, fui jogada em uma cadeira de rodas num corredor movimentado, enquanto Leonardo acompanhava Bianca para a radiografia, tratando-a como a única vítima. "Minha barriga... dói muito", eu consegui sussurrar para uma enfermeira apressada. "É normal sentir dores depois de um acidente, querida. O choque faz isso. O médico já vai te ver, só precisamos cuidar dos casos mais graves primeiro." O caso grave era Bianca. Eu era a "outra". A dor se tornou insuportável, e o corredor começou a girar. Fechei os olhos, e quando os abri, a dor tinha sumido. Tudo tinha sumido. Eu estava flutuando perto do teto. Olhei para baixo e vi meu próprio corpo caído da cadeira de rodas, uma poça escura se formando sob mim. Enfermeiras e médicos corriam em minha direção, seus rostos uma máscara de pânico tardio. Eles me levaram às pressas para a cirurgia, gritando sobre hemorragia interna e perda de pressão. Mas era tarde demais. Eu os vi declararem minha morte. Leonardo, o homem que eu amava, me deixou morrer. E a verdade sobre o que aconteceu naquele carro, sobre por que eu morri, não ficaria enterrada comigo. Eu me tornei um fantasma, e minha primeira missão era assombrar a consciência culpada de Leonardo.
Sofia: De Sombra a Luz

Sofia: De Sombra a Luz

Moderno
5.0
A festa de aniversário de Pedro estava no auge, e eu, Sofia, sua esposa, sorria como uma estátua decorativa ao seu lado. Por anos, fui apenas sua sombra, tendo abandonado minha faculdade de arquitetura para que ele fundasse sua empresa. Sua mãe veio, lançou veneno disfarçado de doçura, e ele, meu marido, me humilhou publicamente com piadas sobre meu lugar. A humilhação era um prato que ele me servia diariamente, e eu engolia, acreditando ser inútil sem ele. Mas naquela noite, algo se partiu. Olhei para Pedro e minha voz saiu firme: "Pedro, quero o divórcio." Ele riu, incrédulo: "Divórcio? Você não sobrevive um dia sem meu dinheiro!" Peguei o envelope pardo da minha bolsa e o joguei na mesa. "Aqui está o acordo de divórcio. Meu advogado já revisou. Sugiro que o seu faça o mesmo." Sua mãe gritou, chamando-me de parasita, mas eu sabia que estava finalmente livre. Na manhã seguinte, ele me confrontou, os olhos injetados de raiva. "Você me humilhou! O que você quer, Sofia? Destruir tudo que eu construí?" Eu apenas disse: "Respeito. Eu queria respeito." Ele zombou: "Você vive do meu dinheiro, não tem nem diploma, e quer falar de respeito?" "Somos casados em comunhão parcial de bens, Pedro," eu revelei. "E sua empresa foi fundada depois de nos casarmos." O pânico tomou conta de seu rosto, e ele bateu na mesa: "Você quer guerra, Sofia? Então terá!" "Ótimo. Fico feliz que concordamos," eu respondi, e senti o alívio que seria ser livre. Dias depois, ele me caluniou nas redes sociais, e amigos me traíram, com Clara me implorando para voltar atrás. Mas eu não me importei. Apenas postei no grupo: "Com a minha metade dos bens, pretendo abrir meu próprio escritório de arquitetura." Pedro saiu do grupo, e eu, pela primeira vez em anos, sorri sinceramente. Ainda bem, o passado estava virando irrelevante.