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A babá do meu filho

Capítulo 3 O orgulho

Palavras: 937    |    Lançado em: 20/10/2025

vista de

eu filho continuou se

os olhos marejados e com aque

servou. Suas roupas, discretas e impecáveis, pareciam g

disse ela, pousando um livro ilustrado

eu estava. Nossos olhos se encontraram por um instante. O meu fi

ciei, esperando que a pr

ouco? - perguntou Léa, s

entiu,

ontido. Sempre se contend

o som conhecido da beng

homem era a personificação de Hades e causava medo não só

ria autoridade, com o rosto impenetrável, o

quela voz que nunca se alterava,

assos dela eram suaves, quase

oe se me excedi, monsieur Apolo, mas... por que esse apego tão intens

a o que pe

lha como se estivesse esc

ida delas - ele respondeu. - Pers

u sou? Uma bab

filho - insistiu Léa. - E o senhor parece

boca dele

ideia do que provoca qu

minou, professora -

m consegui

io, madame Roux. - Praticament

s olhos semicerrados.

fessora Léa, mas não conhec

or, ela sorriu. Virou-se para Íc

ro. Amanhã, vou contar um

com o queixo a

Estendi a m

ndo chegamos à porta, senti um toq

será permitida durante a au

avam na língua. Mas as câmeras estavam ali

mim mesma, "'Não dê a e

! - Ícaro me c

as sobrancel

a mãe e não a ba

assos de Ícaro era leve e saltitante. Fui atrás dele, guardando a r

___________

respirar ódio. Minhas mãos estavam entrelaçadas no colo, os olhos perdidos entre

bora com Ícaro. Numa manhã de verão em Atenas, o meu filho foi tirado de mim

tive na vida. A mim, ele concedeu apenas um trabalho de ser a babá do meu filho e dormir na ala dos e

sto salgado da dor ao tocar o queixo. Após secar o meu rosto com as costas

assos e o toque seco da bengala. Nem p

de folga? - pergunto

me v

m, s

o mesmo jardim onde o sol tocava o rosto dele de lado, acen

fessora do Ícaro? - Ele

barba sombreava-lhe o maxilar. Os olhos profundos ain

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A babá do meu filho
A babá do meu filho
“Ao entrar na sala, eu o vi. Apolo Velentzas estava imóvel diante da janela, com os ombros largos levemente curvados. - Senta aí! - disse ele, sem me olhar. Acomodei-me no sofá e pousei minhas mãos entrelaçadas sobre os meus joelhos. - Está pensando em fugir de novo? - A voz dele soou áspera. Mantive o olhar estático, sem lhe dar a satisfação de me encarar. - Não - sussurrei. A verdade era que eu continuava tentando encontrar meios de escapar desde que pisei naquele inferno. - Da próxima vez, você nunca mais vai ver Ícaro - Apolo retrucou bruscamente. - Entendeu? - Sim. - Eu me encolhi no sofá. O contato da muleta com o chão produziu um ruído que fazia meu coração acelerar. No limiar, ele olhou sobre o ombro direito, mas não disse nada. Apenas retomou o caminho da saída, deixando-me sozinha. Certa manhã, abri a porta do quarto e lá estava Apolo, com aquele ar entediado e provocador que eu conhecia tão bem. Ele exibia a sua mais nova visitante. "Seria sua nova esposa troféu?" Ao lado dele, a mulher de pele de porcelana e cabelos platinados sorriu. A saia envelope, que realçava sua curva esguia, ia até o joelho. O blazer feminino se ajustava ao seu abdômen reto. Antes que eu pudesse sequer formular uma frase, Apolo se antecipou, roubando-me a voz e a dignidade: - Essa é a Perséfone. Ela é a babá do meu filho. O impacto daquela frase foi tão violento que, por um momento, tudo ao redor pareceu perder a cor. Meu coração bateu com fúria, minhas mãos suaram. "Babá? Sou a mãe dele!" Tive vontade de corrigir, mas não expressei em voz alta por medo de ser afastada de Ícaro.”