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A babá do meu filho

Capítulo 2 Íntimos

Palavras: 959    |    Lançado em: 20/10/2025

vista de

Ícaro franziu a testa, apertados os lábios em recus

murmurei, passando o

ueria ir pra escola e brincar com os amiguinhos, mas fico

ntados à mesa conosco. Provavelmente, ele

com passos leves e silencios

reta e as mãos unidas na frente do avental.

ronto - acariciei os cabelos dele, depois me levante

orredor. Suspirei antes de me abaixa

levar para longe de todo este hor

Léa? - sugeri, tentando

om janelas abertas que deixavam entrar a luz da manhã francesa. Sobre a grande mesa de carvalho

om olhos aflitos e balanço

voz embargada do meu filho ma

arou abruptamente quando dois seguranças surgiram no final d

, eu me abaixei, abr

s, dos sorrisos que não precisavam ser contidos e monitorados dentro daquel

la será aqu

ça, enquanto a boca se escancarava em um choro alto e inconformado. A cada soluço, o

aqui, meu anjo. Por sua causa,

___________

vista d

aro agarrado à babá, chorando. Fechei o notebook e respirei fundo quando comecei a sentir aquela maldita dor na

a boa recebia meu peso, enquanto e

escritório. Do corredor, o

ele parou de chorar

punho sobre o cabo entalhado da bengala de madeira escura. Me

contecendo aqu

r à escola hoje

ava escondido na lateral da mãe. O Ícaro não era ma

para a sal

r, mas endireitei os ombros. A posi

sora buscaram os m

nfuso. Foi tudo

grego. - Ícaro não está doente e nem mesmo com febre. E você

e Ícaro e recuou um passo. O garo

tom mais brando, mas ain

to molhado e os

A professora Léa já está esp

assos inseguros até a sala de estud

-o desaparecer. Só então me vo

de espetáculo nesta c

a mimando o garoto e faz

Perséfone teve a aud

ntímetros e olhei para ela, examinando-a co

casa - articulei. - Ponha-se no

u na porta novamente e

ficar aqui durante a au

dela, que queimavam de revolta. Desviei o rosto para Léa e, a contragos

nte de sempre. O som da bengala tocando

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A babá do meu filho
A babá do meu filho
“Ao entrar na sala, eu o vi. Apolo Velentzas estava imóvel diante da janela, com os ombros largos levemente curvados. - Senta aí! - disse ele, sem me olhar. Acomodei-me no sofá e pousei minhas mãos entrelaçadas sobre os meus joelhos. - Está pensando em fugir de novo? - A voz dele soou áspera. Mantive o olhar estático, sem lhe dar a satisfação de me encarar. - Não - sussurrei. A verdade era que eu continuava tentando encontrar meios de escapar desde que pisei naquele inferno. - Da próxima vez, você nunca mais vai ver Ícaro - Apolo retrucou bruscamente. - Entendeu? - Sim. - Eu me encolhi no sofá. O contato da muleta com o chão produziu um ruído que fazia meu coração acelerar. No limiar, ele olhou sobre o ombro direito, mas não disse nada. Apenas retomou o caminho da saída, deixando-me sozinha. Certa manhã, abri a porta do quarto e lá estava Apolo, com aquele ar entediado e provocador que eu conhecia tão bem. Ele exibia a sua mais nova visitante. "Seria sua nova esposa troféu?" Ao lado dele, a mulher de pele de porcelana e cabelos platinados sorriu. A saia envelope, que realçava sua curva esguia, ia até o joelho. O blazer feminino se ajustava ao seu abdômen reto. Antes que eu pudesse sequer formular uma frase, Apolo se antecipou, roubando-me a voz e a dignidade: - Essa é a Perséfone. Ela é a babá do meu filho. O impacto daquela frase foi tão violento que, por um momento, tudo ao redor pareceu perder a cor. Meu coração bateu com fúria, minhas mãos suaram. "Babá? Sou a mãe dele!" Tive vontade de corrigir, mas não expressei em voz alta por medo de ser afastada de Ícaro.”