“Depois de três anos sendo o segredinho dele, finalmente tive o casamento de conto de fadas com que sempre sonhei. Meu marido, Arthur Prado, estava finalmente livre do controle da família e tinha me escolhido. Grávida de gêmeos, atravessei o país de avião para fazer uma surpresa em sua viagem de negócios, apenas para ouvi-lo conversando com o melhor amigo. - Ela é boazinha demais - disse ele, com a voz casual. - Como um chiclete que já perdeu o gosto. Aquelas palavras destruíram meu mundo. O homem que se ajoelhou aos meus pés, com lágrimas nos olhos, prometendo-me a eternidade, me via apenas como uma conveniência sem graça. A traição foi tão absoluta, tão cruel, que entrei em um hospital no dia seguinte e interrompi a gravidez. Quando ele descobriu, seu amor se transformou em uma obsessão sombria. Ele me trancou em nossa cobertura, uma prisioneira em uma gaiola dourada. - Eu poderia te dar algo - sussurrou ele, com os olhos brilhando com uma luz aterrorizante. - Algo para fazer você esquecer. Para te fazer feliz de novo. Ele planejava me drogar, apagar minhas memórias e minha dor, transformando-me em sua boneca perfeita e sorridente para sempre. Mas ele me subestimou. Eu tinha meu próprio plano.”