“Minha gravidez era um milagre de alto risco, depois de anos de fertilizações in vitro fracassadas. Meu marido, Arthur, parecia o parceiro perfeito, atravessando São Paulo todas as noites para comprar a couve orgânica que eu tanto desejava. Mas logo descobri que suas "idas ao mercado" noturnas eram um disfarce para visitar a irmã de seu melhor amigo falecido, Bia. A traição final veio quando entrei em trabalho de parto prematuro. Enquanto eu lutava pela vida do nosso filho, Bia ligou para ele, ameaçando se suicidar. Ele olhou para mim, depois para o celular, e saiu da sala de parto para salvá-la. Eu dei à luz sozinha. Nosso filho nasceu morto. Arthur voltou horas depois, não com luto, mas com uma desculpa. "Podemos ter outro bebê", ele disse, como se estivesse trocando um brinquedo quebrado. Em seguida, anunciou que Bia, sua amante frágil, se mudaria para nossa casa enquanto eu ainda estava no hospital. Ele realmente acreditava que podia ter tudo: a esposa de luto e a amante esperando em casa. Mas enquanto eu olhava para o homem que a escolheu em vez do nosso filho moribundo, o amor que eu sentia por ele morreu ali mesmo. Eu tinha um novo plano.”