“"O filho é meu." Meu marido, o Don do Comando de São Paulo, anunciou ao mundo, com a mão pousada protetoramente sobre a barriga de sua amante. Ele estava mentindo para salvar a vida dela, mas, ao fazer isso, assinou a sentença de morte para o bebê que crescia dentro de mim. Apenas algumas horas antes, eu finalmente tinha conseguido o teste positivo pelo qual havíamos rezado por mais de cinco anos. Mas Dante escolheu reivindicar o bastardo de uma traidora como seu herdeiro. Quando tentei confrontá-lo, ele me dispensou com uma frieza cortante. "É uma mentira estratégica, Elena. Você não está grávida, então não importa." Ele não sabia. Mais tarde, quando um acidente deixou sua amante em estado crítico, ele me arrastou para o hospital. Ele me forçou a doar meu sangue para salvá-la, ignorando minha palidez fantasmagórica. Ele não sabia que eu já estava sangrando por dentro. Ele não sabia que eu tinha acabado de sair da clínica, onde havia removido a "complicação" da qual ele me fez sentir vergonha. Ele achava que estava sendo nobre. Ele não percebeu que estava matando seu próprio filho para salvar a mentira de outro homem. Na noite da festa de gala para celebrar seu "herdeiro", deixei uma caixa branca em sua mesa e desapareci. Dentro havia um laudo médico: *Interrupção de Gravidez. 8 Semanas. Pai: Dante Moretti.* Quando ele leu, eu já estava longe.”