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Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri

Capítulo 7 

Palavras: 647    |    Lançado em: 05/01/2026

Vitiel

ou ao meu escritór

sua mão tremendo. Todos estavam nervosos hoje. A carga do po

i o en

de di

Estava assinado. Hele

ro e latido que fez me

a mesa. - Ela acha que isso é um jogo. Acha que pode se di

uro, folheando uma revista. Ela olh

u. - Ela só está fazendo cena, Dante

mente me divertia. Hoj

efone e disque

chamou.

de - r

a po

meu c

rguntou, levantando-se. - Te

Vou acabar com essa bi

péis na cara dela. Ia lembrá-la de que ela m

a casa c

na! -

ênc

ia diferente

enas desprovida de pessoas, mas desprovida de

escada

et estavam abertas, revelando cabides vazios. Sem roup

embora -

fugido. Ela achava que podia se esconder de mim?

ninha. Era a única cois

stumava escrever nele todas as n

última

e, A

livro n

rde -

lefone

nte, pronto para

ocê está

ra He

E ela estav

seu desgraça

onge

lia. Diga-me onde vo

lia soluçou, o som cru e quebrad

m reflexo. Um mec

sse. - Diga à Helena qu

ção! - Júlia gritou. - Venha assinar o

a fico

one parecia escorre

rt

a com ciúmes. Ela só era

. - Chefe, rastreei o c

está? -

senhor. Hospita

eceu girar

i. Apena

or sinais vermelhos. Subi na c

ria. O carro de

s. A recepcionista olhou

la está?

orredor. Seu rosto estava inchado de t

i por

i na

ntro. Um lençol bran

- suss

. Minhas pernas pare

mão e puxe

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Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri
Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri
“A médica me disse que eu tinha trinta dias de vida. Exatamente dez minutos depois, meu marido me disse que sua amante estava grávida. Eu estava sentada na sala de estar de mármore frio da mansão dos Costello, observando Dante andar de um lado para o outro. Ele era o Chefe do Comando de São Paulo, o homem cujos ferimentos eu costumava costurar no banheiro de um conjugado quando não tínhamos nada. Agora, ele me olhava com olhos mortos. - A Lorena vai se mudar para cá - ele disse, casualmente. - Ela carrega o herdeiro. Você vai criá-lo. Ele tratou a destruição do nosso casamento como um acordo de negócios. Tentei falar sobre a dor que devorava minhas entranhas, o câncer em estágio IV que tornava o simples ato de ficar de pé uma agonia. Mas ele apenas revirou os olhos, chamando minha fraqueza de "ciúme" e meu silêncio de "teatrinho". Ele chegou a destruir nossa primeira casa - o esconderijo onde nos apaixonamos - para construir um quarto de bebê para ela. Quando finalmente perguntei: "E se eu estiver morrendo?", ele nem sequer fez uma pausa a caminho da porta. - Então morra em silêncio - ele disse. - Já tenho dores de cabeça demais por hoje. Então, eu o fiz. Queimei cada foto nossa. Assinei os papéis do divórcio. E fui a um cemitério municipal comprar um túmulo com meu nome de solteira, longe do mausoléu da família dele. Morri sozinha em um banco de pedra frio, exatamente como ele pediu. Foi só quando ele ficou de pé no necrotério, segurando minha mão esquelética e percebendo que eu não pesava nada além de ossos e luto, que o Rei de São Paulo finalmente quebrou. Ele encontrou meu diário no lixo, onde eu havia escrito minha última anotação: "Eu queria nunca ter conhecido Dante Costello." Agora, ele está de joelhos na terra, implorando por um perdão que nunca virá a uma lápide fria.”
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