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Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri

Capítulo 8 

Palavras: 559    |    Lançado em: 05/01/2026

Vitiel

mento foi que era

ra macia. Helena era quente. Helena tinha boc

pele estava esticada demais sobre as maçãs do rosto a

trás, batendo f

voz soava como se viesse de deba

um truqu

tava mais gritando. A histeria fora subs

ela disse. - Olhe

-me a

do ela caiu de bicicleta aos vinte anos.

He

arecia...

tava morrendo

erguntei, as palavras arranhando

Júlia. - Pâncreas

. - Ela estava bem. Ela só estava...

estava ocupado demais fodendo sua amante para notar que ela não conseguia comer. Estava o

estalou contra o piso de c

é a mesa. Pegu

va g

sussurrei

ênc

avor. Estou aqu

a

va aquecê-la. Se eu apenas

ocê não pod

terno tentou

para o outro lado da sala com u

. Ela era tão leve. Leve demais.

mou. Ela não te

a levantou a mão

a sala silenciosa. Minha

e se quebrando. - Você a matou! Você a m

os estavam fechados. Ela parecia em pa

ximou cautelosamente, segurand

. - Precisamos de uma assinatura para o ates

i. - Não. Ela vai para

ancou a p

u - ela sibilou. - Ela não

a da Morte: Câncer de Pâ

mão tremia tanto que a

ei me

minha própria se

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Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri
Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri
“A médica me disse que eu tinha trinta dias de vida. Exatamente dez minutos depois, meu marido me disse que sua amante estava grávida. Eu estava sentada na sala de estar de mármore frio da mansão dos Costello, observando Dante andar de um lado para o outro. Ele era o Chefe do Comando de São Paulo, o homem cujos ferimentos eu costumava costurar no banheiro de um conjugado quando não tínhamos nada. Agora, ele me olhava com olhos mortos. - A Lorena vai se mudar para cá - ele disse, casualmente. - Ela carrega o herdeiro. Você vai criá-lo. Ele tratou a destruição do nosso casamento como um acordo de negócios. Tentei falar sobre a dor que devorava minhas entranhas, o câncer em estágio IV que tornava o simples ato de ficar de pé uma agonia. Mas ele apenas revirou os olhos, chamando minha fraqueza de "ciúme" e meu silêncio de "teatrinho". Ele chegou a destruir nossa primeira casa - o esconderijo onde nos apaixonamos - para construir um quarto de bebê para ela. Quando finalmente perguntei: "E se eu estiver morrendo?", ele nem sequer fez uma pausa a caminho da porta. - Então morra em silêncio - ele disse. - Já tenho dores de cabeça demais por hoje. Então, eu o fiz. Queimei cada foto nossa. Assinei os papéis do divórcio. E fui a um cemitério municipal comprar um túmulo com meu nome de solteira, longe do mausoléu da família dele. Morri sozinha em um banco de pedra frio, exatamente como ele pediu. Foi só quando ele ficou de pé no necrotério, segurando minha mão esquelética e percebendo que eu não pesava nada além de ossos e luto, que o Rei de São Paulo finalmente quebrou. Ele encontrou meu diário no lixo, onde eu havia escrito minha última anotação: "Eu queria nunca ter conhecido Dante Costello." Agora, ele está de joelhos na terra, implorando por um perdão que nunca virá a uma lápide fria.”
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