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Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri

Capítulo 5 

Palavras: 763    |    Lançado em: 05/01/2026

ena

exto chegou na

. Vou pe

pequena casa branca com venezia

ração

cond

ra onde nos escondíamos quando a polícia federal estava fazendo buscas na cidade. Era onde tínhamos pintado

r que era verdad

brando todos os li

a entrada da gara

a de gesso.

ã

equipe de empreiteiros estava derrubando as paredes. A sala de estar estava destruída.

ritei. - Par

, entediado. - Ordens do Che

e. Ele atendeu n

elefone. - Por que a cas

ção - ele disse calmamente.

asa! São as n

Helena. E est

desl

nco horas. Observei as sombras

ram a entrada da garagem.

a fortemente com a poeira e os detritos. Lorena o seguiu,

struída e sorriu. Era um

amente sobre um pedaço de acabamento quebrado. - Mas o qu

parede do quarto

rvando-me sentada em

a, Helena - ele di

pagando - eu dis

ma propriedade - ele

Lorena. Ela se encolheu, e

sse a ela. - Você está v

- Dante, ela es

u peito batendo no meu. Ele era

Helena. Ou farei meu

rei pelo garoto que a

ixo para você? - pe

nas da nossa primeira

o - ele disse. - Pare de s

m talão de che

que jogamos fora - ela ofere

ava

torceu meu braço atrás das co

! - ele

ou em direção

Espere os papéis do d

mãos, seu rosto, tratando-a como porcelana

o, Lorena me mandou uma mensage

principal, onde o sil

empresa d

eles. - As roupas. Os móveis. As fot

Ao amanhecer, o quarto principal

so casamento. Nossas viagens para a Itá

os na l

i o f

ria se enrolar, eneg

tão vazia quanto meu casamento. A dor no meu co

ais nada pa

. Eu estava simplesmente esp

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Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri
Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri
“A médica me disse que eu tinha trinta dias de vida. Exatamente dez minutos depois, meu marido me disse que sua amante estava grávida. Eu estava sentada na sala de estar de mármore frio da mansão dos Costello, observando Dante andar de um lado para o outro. Ele era o Chefe do Comando de São Paulo, o homem cujos ferimentos eu costumava costurar no banheiro de um conjugado quando não tínhamos nada. Agora, ele me olhava com olhos mortos. - A Lorena vai se mudar para cá - ele disse, casualmente. - Ela carrega o herdeiro. Você vai criá-lo. Ele tratou a destruição do nosso casamento como um acordo de negócios. Tentei falar sobre a dor que devorava minhas entranhas, o câncer em estágio IV que tornava o simples ato de ficar de pé uma agonia. Mas ele apenas revirou os olhos, chamando minha fraqueza de "ciúme" e meu silêncio de "teatrinho". Ele chegou a destruir nossa primeira casa - o esconderijo onde nos apaixonamos - para construir um quarto de bebê para ela. Quando finalmente perguntei: "E se eu estiver morrendo?", ele nem sequer fez uma pausa a caminho da porta. - Então morra em silêncio - ele disse. - Já tenho dores de cabeça demais por hoje. Então, eu o fiz. Queimei cada foto nossa. Assinei os papéis do divórcio. E fui a um cemitério municipal comprar um túmulo com meu nome de solteira, longe do mausoléu da família dele. Morri sozinha em um banco de pedra frio, exatamente como ele pediu. Foi só quando ele ficou de pé no necrotério, segurando minha mão esquelética e percebendo que eu não pesava nada além de ossos e luto, que o Rei de São Paulo finalmente quebrou. Ele encontrou meu diário no lixo, onde eu havia escrito minha última anotação: "Eu queria nunca ter conhecido Dante Costello." Agora, ele está de joelhos na terra, implorando por um perdão que nunca virá a uma lápide fria.”
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