Esse casamento está destinado ao fracasso
A NOG
a frente, era um inimigo. Eu só queria chegar, me jogar nos braços dele e deixar que ele me dissesse que tudo ficaria bem, que meus pais eram os loucos e que o nosso am
o martelando, continuava furiosa pela
querendo fazer uma surpresa, imaginando o sorriso dele ao me ver ali, de mala e
entrei. O apartament
chamei, deixando a
aixo. Caminhei pelo corredor, passando pela cozinha. Uma taça
li. Foi quando ouvi. Um som baixo, vindo do nosso quarto. Uma risada feminina, abafada. Meu corpo
Gemidos. Murmúrios. O sangue sumiu do meu rosto. Minha mão, trêmula, alcançou a maçaneta. Eu não queria abri
a e empurrei a p
a minha frente era como um pesadelo, uma ima
stava Felipe. E embaixo dele, gemendo
ha garganta, transformado num soluço sufocado. Felipe se virou, com os olhos se arregalando. Minha
iu falhada. - O que... o que vo
que ele
urrar, minha voz soou irreconhecível aos meus o
disse minha tia Lúcia, a voz arrastada de quem foi inter
tia, minha confidente, a mulher que me dava conselhos so
rando as calças no chão. El
lha, não é o
eio, rasgando o silêncio. - EU ENCONTRO MEU NOI
agora me olhando com raiva.
ágrimas que eu segurava começar
você, Felipe. Eu briguei com m
u uma risa
o tem mais onde cair morta? Preciso de alguém dife
rgueu, um sorriso presunçoso nos
ê. Você devia ter aprendido alguma coisa com meus conselhos, querida. Talvez tivesse conseguido
trante, se ainda tivesse o dinheiro dos seus pais. Mas agora que a
e usou, e agora que não servia mais, era descartada.
ormência. Virei as costas para eles, para o quarto que um dia foi nosso, p
banco do carona agora era uma piada de mau gosto. Eu não tinha mais para onde ir. A família que eu abandonei,
rigir. Sem rumo. As luzes da cidade er
despedaçada no meio dos escombro